Segunda, 28 Janeiro 2019 13:28

GOVERNO

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GOVERNO

“Contudo, recebereis poder quando o Espírito Santo descer sobre vós..” (At 1.8)

O livro de Atos dos Apóstolos bem que poderia se chamar livro de Pedro e Paulo, tal a quantidade de registros abordando estes dois personagens, ou Atos do Espírito Santo, pela forte presença do Espírito de Deus em muitas passagens observadas na narrativa (At 2.1-4; 8.17; 10.44-46 e 19.6). Lucas, autor deste livro é o mesmo que também escreveu o evangelho de mesmo nome e muito embora Atos aborde o começo da igreja, o livro pode ser visto como o prosseguimento do terceiro evangelho.

O versículo acima está contextualizado nas palavras de Jesus, momentos antes de subir ao céu e o Mestre deixa claro que os discípulos iriam receber poder do Espírito Santo e a partir disso, seriam testemunhas daquilo que presenciaram. Neste sentido pode-se acreditar que eles escutaram e viram muitas coisas e grande parte delas nem foi registrada (Jo 21.25). Imagine isso!

No mundo político e empresarial é comum que vez por outra aconteçam as trocas de governo. Instituídas a cada período, é o momento dos gestores serem substituídos por outros. Mas entenda que por questões diversas, podem não haver as substituições e a gestão de governo praticamente permanece inalterada. Se boa ou ruim, não importa, simplesmente não houve a troca de gestor.

Compreenda que aqueles discípulos estiveram com Cristo por um período considerável. Participaram de muitos eventos onde presenciaram que a autoridade de Cristo era real, verdadeira e soberana. Lembre-se que numa ocasião os discípulos também receberam do próprio Jesus, autoridade para curar os doentes e expulsar os demônios. A narrativa de Lucas diz que depois de receberem a palavra de Jesus eles saíram pela região, usaram daquele poder e voltaram alegres pelo cumprimento da missão (Lc 9.1-10).

Atente que depois da crucificação, morte e ressureição de Jesus, os discípulos deixaram de ter o referencial que os movia e dali em diante eles deveriam seguir sozinhos. Resumidamente eles estavam vivenciando uma troca de gestão. Até então, todos eles tinham Jesus sempre ali perto, que os ensinava, operava milagres e mostrava em cada situação como se portar. Eles podiam ficar tranquilos que debaixo da autoridade e do governo de Jesus, o próprio Mestre se encarregava de resolver tudo, até mesmo quando eles se mostrassem inoperantes (Lc 9.37-40). Todavia, era chegado o momento da troca de governo.

No mundo secular as substituições acontecem por períodos e nem sempre as pessoas aceitam passivamente essas mudanças de governo e são comuns as insatisfações. Para aqueles discípulos eles não tinham a opção de ficarem fisicamente com Jesus. Era momento de trocar sim, receber as virtudes do Espírito Santo e ser a mensagem de Deus, falando como boas testemunhas, toda a verdade que conheciam e tinham presenciado.

Todos os discípulos entenderam a necessidade de receberem as virtudes citadas por Jesus, e essa troca de governo gerou intensas transformações espirituais em cada um deles. Antes eles agiam conforme suas vontades, mas agora seria diferente. Veja que outrora o discípulo João se mostrava egoísta e intolerante com alguns homens que expulsavam demônios das pessoas apenas usando o nome de Jesus, e João entendia que eles que não deveriam fazer isso, “pois eles não nos seguem” (Mc 8.38-39). Ainda sem receber as virtudes do Espírito Santo, João demonstrava ter uma visão pequena e restrita, não era visão de reino. Também sem as virtudes do Espírito Santo, Pedro se sentia autoconfiante, mas demonstrou comportamento de medo, quando mesmo advertido, traiu o Mestre, negando conhecer aquele que tanto o amou (Mc 14.66-72).

Perceba que depois de receberem as virtudes do Espírito Santo prometida por Cristo, João que era intolerante e egoísta, se transformou num homem cheio de amor, tanto que escreveu uma carta narrando o grande amor de Deus (1 Jo). Pedro que era medroso se transformou num homem corajoso e ousado na palavra. Incrível, mas nenhum deles foi visto nas mesmas práticas que faziam antes, ou seja, o que os transformou foram as virtudes do Espirito Santo no novo governo e não as vontades do governo carnal que os governava anteriormente. Reflita sobre quem governa sua vida!

“E ser-me-eis minhas testemunhas..” (At 1.8). Palavras de Jesus aos seus discípulos antes de subir para junto do Pai. Entenda que por vezes, as pessoas até recebem no novo governo as virtudes do Espírito de Deus, mas mesmo estando debaixo dessa autoridade, infelizmente, optam por testemunharem de si próprias. Noutras palavras, elas não entenderam que sob o governo do Espírito Santo, é ELE assume a direção e faz a transformação. Lembre-se disso!

Jesus Cristo Filho de Deus os abençoe, sempre!

 

Milton Marques de Oliveira - Pr

Ler 1230 vezes Última modificação em Quarta, 30 Janeiro 2019 13:41
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