Segunda, 22 Abril 2019 15:38

ESCOLHAS

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“E, entrando ele no barco, rogava-lhe o que fora endemoninhado que o deixasse estar com ele.    19; Jesus, porém, não lhe permitiu, mas disse-lhe: Vai para tua casa, para os teus, e anuncia-lhes o quanto o Senhor te fez, e como teve misericórdia de ti.” (Mc 5.18-19)

 

Marcos é o segundo evangelho na ordem do Novo Testamento e apresenta Cristo como o servo, aquele que veio para servir. São poucas as informações sobre Marcos, mas ele foi identificado como João Marcos, companheiro de Paulo, Barnabé e Pedro nas viagens missionárias, inclusive Marcos foi o pivô de uma discussão entre Paulo e Barnabé (At 15.36-41). Estudiosos afirmam que o jovem anônimo que estava nas proximidades quando Cristo foi crucificado e correu nu envolto num lençol, seja o próprio Marcos (Mc 14.51). Tudo indica também que a casa onde morava foi um dos locais de reuniões da comunidade cristã em Jerusalém e para onde Pedro procurou após se ver livre da prisão (At 12.12).

Os dois versículos acima estão contextualizados na libertação que Jesus operou em favor de um homem, cujo nome não é mencionado. Este homem vivia nos sepulcros e nenhum morador da cidade conseguia prendê-lo. Após saírem do corpo daquele homem, os demônios entraram numa manada de porcos que se precipitou num despenhadeiro e morreram afogados no mar (Mc 5.1-20).

Existem muitas pessoas que possuem um testemunho para contar daquilo que Jesus fez em sua vida. Cura de enfermidades, aquisição da casa própria, aprovação em vestibular, libertação de vícios e milhares de outras bênçãos podem ser citadas por tantas pessoas diferentes que fica mesmo difícil registrar tudo o que Cristo tem realizados na vida das pessoas.

A narrativa de Marcos diz que este homem endemoniado vivia na região geográfica de Gadara e era dominado por uma legião de demônios que governava sua vida. Consta que ele não dormia, andava nu, se feria com pedras, gritava dia e noite pelos montes e cavernas e nem com algemas era possível segurá-lo (Mc 5.3-4). Paralelo a esta situação, em outras passagens Marcos relata que homens, mulheres e crianças que eram afligidos por demônios sofriam de diversas maneiras, desde aqueles que ficavam mudos e cegos até aqueles outros que se portavam como lunáticos e apresentavam uma força descomunal para suas estruturas físicas. Enfim, os registros de Mateus, Lucas e o do próprio Marcos mostram que todos os endemoniados eram maltratados e humilhados (Mt 9.32; 12.22; 17.15; Mc 5.3-5; 5.2; Lc 8.29; 9.42;11.14 e At 19:16). A situação somente se normalizava quando o demônio era expulso e a pessoa voltava ao convívio social e familiar, em perfeito equilíbrio físico e mental. Resumindo, todos foram governados por Satanás até - sentido de alcance -, encontrarem-se com Jesus e serem libertados da escravidão (Is 61.1).  Reflita!

Veja aqui duas situações bem distintas: após ser liberto e todo o povo da cidade enxergar o milagre e observar a transformação daquele homem, os moradores deliberaram em rejeitar a Cristo e pediram para ele sair dali, pois entenderam que economicamente os porcos mortos tinham mais valor que a vida e libertação do endemoniado. Noutro giro, o ex-endemoninhado escolheu seguir Jesus, pedido esse que não foi atendido pelo Mestre. Livre dos demônios, Jesus tinha outros pensamentos para a vida dele e determinou que voltasse para sua casa, aos seus familiares (Mc 5.19).

Transporte essa situação para os dias atuais. Muitas famílias e não são poucas, pode-se até afirmar que são centenas de milhares, também rejeitam Cristo todos os dias. Não valorizam um integrante familiar ou conhecido que foi resgatado da vida mundana, não valorizaram um parente ou um amigo que foi liberto do vício das drogas ou da prostituição. Antes dão valor às coisas materiais e as riquezas que por ventura tenham sua origem nestes negócios. Preferem que a prostituição ou os vícios se perpetue a perder os bens que dele se origina. Foi desta forma que os habitantes de Gadara se posicionaram e escolheram. Na economia deles, tinha mais valor os porcos e a legião de demônios na vida daquele homem do que efetivamente sua libertação. Numa equação simples, enfermidade, porcos e demônios pesavam mais em valor que o milagre de Jesus na vida de um único homem. Reflita nisso!

Noutro giro o homem que foi liberto pediu para acompanhar Jesus e recebeu uma resposta negativa, resposta essa que tinha um propósito muito claro. Limpo, asseado, bem vestido e com suas feridas curadas, aquele homem era a mais pura demonstração do que o Senhor fizera por ele. Transformado, aquele homem se tornou uma mensagem viva carregando em si a marca da mudança de vida, ou seja, era uma carta de apresentação do que Cristo realizara. De endemoniado, ele se tornou o porta voz da mensagem que salva e liberta, tanto para os habitantes da cidade que de maneira incrível optaram pela retirada de Jesus, como para sua família (Mc 5.19).

Entenda: ainda hoje existe muita gente que amam os porcos, toleram-se as doenças e os demônios com suas implicações e incrivelmente, rejeitam a cura e libertação por meio de Jesus. Noutras palavras, nem sempre a oferta de atos de justiça é bem vinda devido às escolhas pessoais. Saiba nisso!

Jesus Cristo Filho de Deus os abençoe, sempre!

 

Milton Marques de Oliveira - Pr

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