Segunda, 01 Fevereiro 2021 10:22

COBIÇA

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COBIÇA

“..não cobicemos as coisas más que eles cobiçaram.”  (1 Co 10.6)

O apóstolo Paulo foi declarado e reconhecido pelos historiadores como autor de grande parte dos escritos do Novo Testamento. Se outrora ele era um feroz inimigo dos cristãos, depois de sua conversão, ele se viu na responsabilidade de receber, por meio do Espírito Santo, muitas revelações que hoje fundamentam a doutrina e a fé cristã. Para a comunidade cristã que estava na cidade de Corinto, Paulo escreveu duas cartas, com pouca diferença temporal entre a primeira e a segunda.

Nessa primeira carta o apóstolo Paulo aborda alguns assuntos que estavam entranhados no seio daquela comunidade, trazendo graves prejuízos de ordem espiritual. Assim, ele se esforça para demonstrar a importância de usar a experiência do passado como advertência àquela comunidade e desta forma fazer com que os seus integrantes não cometessem os mesmos erros de seus antepassados (1 Co 10.1-10).

Saiba que existem muitas formas de aprendizado, desde as técnicas usadas para alfabetizar crianças no ensino fundamental, passando por estudos de casos até o emprego de computadores e outros meios mais modernos. Entretanto, outra estratégia na  aprendizagem está na coleta de experiências do passado e por meio delas fazer uma leitura de situações semelhantes e, assim fazer a aplicação nos dias atuais.

Atente que um dito popular e bastante difundido em toda a sociedade afirma que “errar é humano”. Sem sombras de dúvidas, dada a imperfeição do homem, pode-se dizer que os erros são mesmo comuns a todos. Afinal de contas o homem começa seu ciclo de aprendizagem bem cedo e mesmo velho, ainda aprende alguma coisa. Noutras palavras, enquanto viver, o homem tem plenas capacidades de aprender algo novo, fazer correções e aprimorar suas atitudes.

Perceba que o apóstolo Paulo deixa transparecer uma grande preocupação com a igreja em Corinto. Ele os advertia sobre o perigo das práticas idólatras e de forma inteligente e certeira, Paulo os lembrava que seus antepassados que tinham sido libertados da escravidão no Egito, num momento da história, haviam provocado Deus com suas idolatrias e ficaram pelo deserto. Muito embora todos eles tivessem saído debaixo de uma promessa - a terra de Canaã -, a mesma promessa não se materializou devido as posturas erradas e atitudes comprometedoras. Noutras palavras, confrontando e jogando por terra muitos ensinos por aí, saiba que o homem pode morrer e a promessa de Deus não se cumprir em sua vida (Nm 14.22-23). Reflita nisso!

Considere que os erros podem aparecer em todas as áreas, todavia, um dos grandes problemas da humanidade está na insistência das mesmas práticas. O que deveria ser exceção, tem se tornado regra com a eterna repetição de comportamentos equivocados. É bem provável que foi com este pensamento que Paulo trouxe aos irmãos de Corinto que eles não deveriam repetir o comportamento de seus antepassados que erraram e o resultado do erro deles foi a morte. Era o aprendizado por meio das experiências, aliás, se alguém caiu num buraco, a melhor coisa é desviar-se dele. A orientação de Paulo era que fugissem de tudo o que fosse mal, da imoralidade sexual, da idolatria e da desobediência e para isso bastava lembrar do resultado de quem cometeu essas práticas. Simples assim!

“Lembramo-nos dos peixes que, no Egito, comíamos de graça; dos pepinos, dos melões, dos alhos silvestres, das cebolas e dos alhos” (Nm 11.5). Parece incrível, mas atente que os antepassados dos irmãos da igreja em Corinto, tinham em mente o forte desejo de voltarem ao regime de escravidão, quando viviam no Egito e eram oprimidos e subjugados. Caminhando para uma nova vida e um novo tempo, eles tinham em seus corações o desejo de voltar de onde foram libertos. Noutras palavras, atente que por vezes muitos são libertados por fora, mas continuam presos por dentro. Pense!

Não cobiçarás a casa do teu próximo. Não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma que pertença ao teu próximo”  (Ex 20.17). Veja que desde os tempos antigos, dominar os desejos e vontades humanas sempre foi uma preocupação do Criador que inseriu a cobiça na tábua dos dez mandamentos, inclusive abrangendo seu leque para toda coisa que pertencer ao próximo. Entenda bem que em todo o tempo o cobiçoso nunca se satisfaz. Sempre está querendo mais e fará qualquer coisa para atingir seus objetivos. Paulo sabiamente viu que a cobiça conduz o homem ao afastamento do amor de  Deus e faz o indivíduo a odiar o seu próximo a ponto de desejar o que ele tem. Ou seja, por meio da cobiça, o homem demonstra um desejo doentio de possuir algo que não lhe foi dado. Livre-se disso!

Encerrando, compreenda que para ter paz, a mesma paz tão comentada e desejada por todos, a primeira coisa é mentalizar que existem limites aos desejos humanos e o segundo é viver contente com que aquilo que Deus lhe concebeu. Nas palavras de Paulo: “aprendi a viver contente em toda e qualquer situação” (Fp 4.11). Entenda que uma existência onde a cobiça não tem poder de influenciá-la, é uma vida feliz. Perceba isso e viva em paz!

Jesus Cristo Filho de Deus os abençoe, sempre!

 

Milton Marques de Oliveira - Pr

Ler 308 vezes Última modificação em Quinta, 04 Fevereiro 2021 11:04
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