Segunda, 05 Abril 2021 08:16

JULGAMENTO

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JULGAMENTO

“Portanto, és indesculpável, ó homem, sejas quem for, quando julgas, porque a ti mesmo te condenas em tudo aquilo que julgas no teu semelhante; pois tu, que julgas, praticas exatamente as mesmas atitudes.” (Rm 2.1)

 

A carta aos Romanos, escrita pelo apóstolo Paulo, trata dentre outras coisas da firme decisão de Paulo em comunicar àquela igreja cristã sobre os grandes temas da graça de Deus, como o pecado, a lei, a justiça, a salvação, as obras, a justificação e a santificação, dentre outros. Interessante que Paulo ainda não conhecia os irmãos de Roma e esse encontro aconteceu muito tempo depois, já no final de seu apostolado, quando seguiu preso para a capital romana (At 27.1-2).

Era perfeitamente visível que alguns cristãos, vindos do judaísmo, tinham olhos para condenar os demais que tinham comportamentos que iam de encontro aos seus entendimentos. Eles se debruçavam sobre a devassidão alheia, mas não percebiam que estavam no mesmo lamaçal de pecados. Abordando esse assunto sobre a justiça de Deus, o apóstolo Paulo traz a afirmativa universal de que todos, indistintamente, são culpados perante Deus (Rm 3.23). Pense !

Atente que no conjunto social existem pessoas que exercem todo tipo de atividade profissional. Médicos, pedreiros, técnicos, professores, servidores públicos, políticos e por aí vai uma infinidade de profissões e atividades. Alguns já exerceram suas profissões e hoje estão aposentados, mas todos, sem exceção contribuíram na formação da sociedade, seja ela municipal, estadual ou federal. Entretanto, como todas as atividades se inter-relacionam é bem certo que surjam os atritos, as comparações e obviamente, as acusações e julgamentos, trazendo desarmonia, desencontros e desestruturando os relacionamentos.

Perceba que nas palavras do apóstolo Paulo, ele mostra claramente que os desajustes e os atritos possuem por base os julgamentos pessoais. Aliás, o sistema competitivo que reina em muitas áreas se fundamenta em derrubar o outro, quando deveria buscar o aprimoramento coletivo, de forma que todos sejam beneficiados. O apóstolo Paulo afirmou que independente de quem seja, o homem é indesculpável, quando profere julgamento em desfavor de seu semelhante, pois ele também adota procedimentos iguais, portanto, tem uma postura incoerente (Rm 2.1). Reflita!

Para os integrantes daquela comunidade cristã baseada em Roma, ainda pouco conhecedores da graça de Deus era imprescindível que eles fossem ensinados a não fazerem julgamentos e acusações, mas que se guardassem, pois blindando suas mentes de avaliações unilaterais e tendenciosas, já estariam se livrando do perverso sentimento de superioridade que nem deveria existir (Fp 2.3). Pense!

Atente bem que a vida em sociedade exige de cada integrante um comportamento que exale harmonia, que traga paz e entendimento.  E isso em todos os ambientes, até porque grande parte das confusões familiares, comerciais e por incrível que possa parecer, até mesmo as confusões no meio eclesiástico possuem rastro em critérios individuais de julgamento. Compreenda que é super fácil enxergar, condenar e julgar as falhas e comportamentos alheios, entretanto, essa autojustiça pode trazer graves consequências na relação do homem com Deus, pois ao confiar em sua própria justiça, o mesmo homem passa a não reconhecer sua necessidade da graça de Deus. Reflita!

“Não julgueis, para que não sejais julgados. Porque com o juízo com que julgardes sereis julgados, e com a medida com que tiverdes medido vos hão de medir a vós”. (Mt 7.1-2). Entenda que culturalmente, tem sido costumeiro as pessoas realizarem julgamentos de forma leviana e altamente precipitada. Tornou-se comum examinar a vida de outros com base em padrões que muitos entendem ser o padrão e desta forma apontar tudo aquilo que escapa deste  restrito universo. Fuja desse costume!

Perceba que nas palavras de Jesus, hipócrita e/ou incoerente é todo aquele que sentencia o outro por coisas que ele mesmo pratica (Mt 7.3-5). Lembre-se que não há como escapar do justo juízo de Deus e cada um será julgado conforme suas ações. Entenda ainda que este julgamento será presidido por um Deus onisciente e com uma particularidade singular: julgará a reta justiça, sem acepção de pessoas. Saiba que enquanto os homens julgam pela aparência, pelo exterior, Deus examina e vê o coração (1 Sm 16.7). Estamos entendidos?

 Jesus Cristo Filho de Deus os abençoe, sempre!

 

Milton Marques de Oliveira - Pr

 

 

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