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Domingo, 22 Agosto 2021 14:32

LIBERTAÇÃO

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  LIBERTAÇÃO

“Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim…” (Gl 2.20)

 

A carta que Paulo escreveu aos irmãos em Cristo que estavam na região da Galácia foi escrita pouco tempo depois de sua conversão e recebeu o nome de Gálatas (At 9.1-17). Essa epístola era um tipo de carta circular que atendia as comunidades e que era lida publicamente nas reuniões cristãs, por meio de um rodízio entre aquelas igrejas. Muito embora no início da expansão do cristianismo as dificuldades tenham sido grandes, essa carta deixa transparecer que as igrejas localizadas na região da Galácia passavam por ataques de outros pregadores (Gl 1.7; 5.10).

O contexto da narrativa de Paulo que abarca o versículo acima está num pequeno bloco de ideias, abordando a vida cristã dos novos convertidos ao cristianismo (Gl 2.15-21).

Alguns denominam a carta aos Gálatas como a ‘carta da liberdade cristã’ (Gl 5.1). Os historiadores cristãos afirmam que ela foi provavelmente  a primeira de todas as cartas a serem escritas, isso entre os anos 50 a 60 DC. Saiba que após a primeira década da ressureição de Jesus, os novos convertidos já estavam perdendo quase que por completo a mensagem do evangelho, haja vista que naquela época muitos pregadores itinerantes saíam pelas cidades, anunciando uma mescla de judaísmo com o evangelho de Jesus e foi nesse sentido que  Paulo chamou a atenção daquela comunidade e afirma que eles estavam passando para “um outro evangelho”, tal a mistura doutrinária que eles recebiam e praticavam (Gl 3.1-5).

Perceba que existe uma luta familiar quase invisível aos olhos de muita gente, todavia, essa luta é bastante conhecida pelos pais e mães de milhares de crianças mundo afora. Atente que desde cedo, os pais vão ensinando seus filhos sobre diversos assuntos, sobre o que é certo e o que  não é, sobre o que pode e o que não se deve fazer, sobre o momento de falar e sobre o momento de fazer silêncio. Enfim, pais e mãe vivem gastando tempo, recursos e conhecimento ensinando seus filhos sobre como conduzir suas vidas. Entretanto, toda a carga de instruções pode simplesmente desaparecer quando um novo ensino ou uma nova instrução, totalmente contrária, se fizer presente na vida da criança ou do adolescente. Reflita!

De forma comparativa, era isso que acontecia em muitas comunidades cristãs recém estabelecidas. Elas vinham caminhando num ótimo crescente da doutrina de Jesus e vinham experimentando transformações incríveis, o amor imperava, a comunhão entre os seus integrantes era digna de aplausos, as práticas espirituais eram a coluna que sustentava a todos, todavia, bastava tão somente uma instrução fora daquilo que eles recebiam, para tirá-los do centro do evangelho, da graça, do amor e da misericórdia de Deus. Reflita!

“..e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim…” (Gl 2.20). Veja que nos dizeres do próprio apóstolo Paulo, ele mesmo deu seu testemunho de quão grande mudança ele estava vivenciando dentro evangelho de Cristo, que aliás, ele tanto combateu até o momento de sua conversão (At 9.1-17). Se outrora ele viveu longe e afastado de Deus como um homem zeloso de suas atitudes religiosas, tentando realizar coisas para Deus, atente que na verdade ele estava se opondo a Deus, entretanto, a mudança de sua mente foi radical e pode-se dizer revolucionária. Paulo não aderiu ao cristianismo, mas converteu a Cristo com convicção. Guarde isso!

Perceba nos dias atuais muita adesão a Cristo, mas pouca conversão. Isso fica evidenciado quando muitos aderem à fé cristã atraídos por prédios bonitos, por uma estrutura pomposa e discursos de pessoas eloquentes, todavia, suas práticas de vida, seus comportamentos e suas atitudes ainda estão presos e firmes em suas vontades e desejos. A evidência disso é que essas pessoas ainda não conseguiram viver efetivamente a frase que sustenta este texto, de que Cristo vive e governa em seus corações, de modo que a vida física que levam, infelizmente a levam pela carne. Lembre-se que na conversão o mundo e suas concupiscências são mortos e deixados para trás. Imagine você, se após a conversão de Paulo, ele ainda mantivesse em atividade a mesma postura de perseguições, de valentia e de fé na lei que ele tanto defendia? Em termos atuais certamente que sua conversão seria considerada fake e ele seria cancelado pela população. Reflita!

Entenda que a conversão à fé cristã traz libertação, gera mudança, traz transformações e faz do individuo uma nova pessoa e nova não no sentido de mudanças fisionômicas, mas novas na mudança de caráter, nas mudanças comportamentais e acima de tudo isso, nas mudanças espirituais. Isso é libertação. Nas palavras de Paulo, conversão é deixar Cristo vivendo em você, porque Cristo vivendo em você ele não deixará que você pratique as mesmas coisas erradas de outrora. Estamos combinados?

Jesus Cristo Filho de Deus os abençoe, sempre!

 

Milton Marques de Oliveira - Pr

 

 

 

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