Segunda, 13 Setembro 2021 15:12

LIMITES

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“Declarou Jesus: "Eu também não a condeno. Agora vá e não peques mais". (Jo 8.11)

 

Além de escrever o quarto evangelho, João ainda deixou registradas três cartas e o livro de Apocalipse, não deixando nenhuma dúvida que dentre os doze discípulos de Jesus, foi aquele que mais escreveu. João e seu irmão Tiago eram filhos de Zebedeu, tinham como profissão a pesca e quando receberam o chamado de Jesus eles não questionaram, simplesmente o seguiram (Mc 1.19). Dentro da tradição cristã, João ficou conhecido como o discípulo amado (Jo 21.20).

Em todo o ministério de Jesus, os confrontos com os diversos grupos religiosos da época eram uma rotina. Diariamente os integrantes desses grupos não só criticavam, mas colocavam situações do cotidiano para verificar se Jesus cometia algum erro e assim teriam motivos para constrangê-lo. E em um desses encontros os fariseus e os escribas apresentaram a Jesus uma mulher apanhada em flagrante no adultério e lhe perguntaram o que deveria ser feito com ela (Jo 8.1-11).

Perceba que a sociedade atual caminha a passos largos para um confronto com ela própria. É visível que hoje essa mesma sociedade está dentro de uma grande crise de valores e princípios, com a relativização de muitas verdades, num pressuposto de que nada é absoluto ou completo, gerando assim um enorme ambiente de incertezas. Em nome do politicamente correto e da boa convivência social, é certo que muita gente  acaba por aceitar inúmeras situações constrangedoras, tanto no campo familiar como no campo moral, político, educacional e inclusive eclesiástico.

Veja que Jesus foi questionado pelos seus inimigos religiosos quanto ao que fazer com uma mulher que estava em flagrante adultério. Pela lei de Moisés, ela deveria ser apedrejada e era justamente isso que os fariseus e escribas queiram ouvir de Deus (Lv 20.10). Caso concordasse com este procedimento Jesus seria responsabilizado sobre a morte dela e concordaria com a aplicação da lei sem misericórdia e se optasse pela liberação, diriam que Cristo não observava a lei. E lembre-se que numa cultura extremamente patriarcal, o homem adúltero não foi apresentado junto com a mulher. Jesus estava mesmo numa situação difícil e parecia não haver uma saída. A narrativa diz que Jesus tirou o foco da lei e passou a colocar luz sobre aqueles homens, dizendo a eles que dentro daquele grupo o que não tivesse pecado, que atirasse a primeira pedra. Sabiamente, Jesus não discutiu sobre a aplicabilidade da lei mas mudou o foco do julgamento, pedindo que eles examinem a si mesmos diante do que a lei exigia (perfeição) e o resultado foi que os julgadores foram embora e a mulher ficou a sós com Jesus. Entretanto, voltando-se para a mulher, Jesus não questionou sua transgressão, mas a perdoou e liberou uma palavra colocando limites na vida dela: “não peques mais.” (Jo 8.11). Ou seja, era como se Jesus dissesse: eu também não concordo com sua transgressão, vá embora e não voltes a cometer o mesmo erro. Reflita!

Entenda bem que o grande desafio para os cristãos de hoje é sustentar as verdades bíblicas diante de tantas outras verdades que vão surgindo mundo afora, é o que se chama de relativização da verdade. Não é de se admirar que correntes filosóficas tem entrado na mente de muita gente, influenciados que são por inúmeras teses onde nada é absoluto, mas tudo é relativo, contrariando frontalmente padrões morais que estão fundamentados há séculos.

Perceba que Jesus não concordou e nem compactuou com a transgressão daquela mulher e quando a liberou ele não a incentivou a cometer outro adultério e nem a julgou pelo grave erro que ela cometera, todavia, ao sair da presença da Jesus, o Mestre deu uma direção certeira quanto ao futuro: “e não peques mais”. Noutra palavras, Jesus estava dizendo que ela deveria ter uma mudança de comportamento e de posturas, deveria dar uma guinada na vida e acabar com seus desejos pecaminosos a partir do momento em que foi perdoada. Resumindo:  Jesus colocou limites. Pense nisso!

Saiba que o duelo nos dias atuais onde o que é certo tem se tornado errado e o errado se tornou certo, é não ser influenciado pelas palavras bonitas de quem relativiza tudo o que acha pela frente. Se, e somente se, aquela mulher alegasse que estava apenas “ficando” com o homem, mesmo assim ela estaria cometendo adultério, portanto,  mudar o nome das transgressões não justifica e nem isenta o erro cometido. Guarde isso!

Entenda que a estratégia de muita gente nos dias atuais é renomear os erros como forma de justificá-los. Assim, o que  rouba não é ladrão, mas cleptomaníaco, já aqueles conhecidos pelas agressividades, se veem como bipolar. Os negligentes com suas tarefas, inclusive no meio cristão, possuem deficiência de  atenção e os consumidores de pornografia se transformaram em obsessivos-compulsivos. Até mesmo aqueles usuários de drogas, hoje são os doentes. Enfim, pode-se até mudar as definições das transgressões, mas saiba que elas continuam sendo transgressão contra Deus.

Por fim, considere que converter e ser “nascido de novo” implica em ser remodelado pelo poder transformador do Espírito Santo diante de uma sociedade que desconhece princípios e valores e transpira uma realidade moral caótica. Nas palavras de Jesus, seja luz nas trevas, seja luz no mundo (Mt 5.14). Grande abraço!

Jesus Cristo Filho de Deus os abençoe, sempre!

 

Milton Marques de Oliveira - Pr

Ler 500 vezes Última modificação em Quarta, 15 Setembro 2021 00:40
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