Terça, 28 Novembro 2017 23:39

EXPECTADOR

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“porque sei que isto me resultará em salvação, pela vossa oração e pelo socorro do Espírito de Jesus Cristo” (Fp 1.19)

 

A carta aos Filipenses foi escrita pelo apóstolo Paulo quando ele estava preso em Roma e a igreja na cidade de Filipos já estava constituída (Fp 1.7). Consta que Paulo visitou a cidade de Filipos durante sua segunda viagem missionária (At 16.12). Foi também em Filipos que por meio da mensagem de Paulo, houve a conversão da vendedora de púrpura de nome Lídia, e também do carcereiro junto com seus familiares (At 16.14-34). O conteúdo da carta aos Filipenses mescla ensino, advertência e ações de graça àquela comunidade cristã que não mediu esforços no sentido de auxiliar o apóstolo com a doação de recursos para o seu sustento, ou seja, era uma comunidade que se preocupou com o bem estar de Paulo e por analogia, se preocupava com os demais (Fp 1.5; 4.14-18). Pense nisso!

O versículo acima está contextualizado especificamente na esperança de livramento nas adversidades, nas lutas e nas batalhas espirituais, e num contexto mais abrangente, aborda a vida cristã em unidade no corpo de Cristo (Fp 1.8-19).

Com muita frequência se percebe no meio cristão a presença de pessoas que vivem alheias ao que se passa com as demais. Não que se exija que todos sejam sabedores sobre tudo na vida de outras pessoas, mas grosso modo, que se possa conhecer algo para auxiliar o próximo pelo menos em oração.

Atente que o apóstolo Paulo, na carta que escreveu para a igreja em Corinto, fazia um comparativo da igreja de Cristo à semelhança do corpo humano, ou seja, assim como o corpo é formado de muitos membros e entre estes, há vínculos que sustentam o corpo como todo (2 Co 12.12-26). Saiba que na composição da igreja, há pessoas de diferentes profissões, diferentes níveis intelectuais, diferentes culturas e logicamente diferentes progressos de maturidade cristã (1 Co 10.17). Compreenda que uns ainda são crianças na fé e outros estão bem mais crescidos, já são mestres (Hb 11.12; 1 Pe 2.2) . No conjunto de pessoas que integram uma igreja, pode-se até citar outras diferenças, todavia, elas são desprezíveis quando se analisa a capacidade que todos devem possuir de amar o próximo a ponto de ajudá-lo na caminhada cristã. Reflita sobre isso!

Aqueles irmãos da cidade de Filipos estavam preocupados com a situação do apóstolo Paulo e como parceiros no evangelho, entenderam que deviam lutar juntos pela mesma fé, pela salvação e vida eterna. Eram pessoas diferentes uns dos outros, mas quando se posicionavam dentro da graça de Deus, se tornavam parceiros dentro do corpo da comunidade e não como meros expectadores da vida alheia.  

Perceba nos dias atuais a ausência desta parceria entre os crentes em Cristo. Passados mais de dois mil anos, saiba que as mesmas características em termos de diversidade de pessoas das comunidades cristãs do século I, são encontradas nas igrejas atuais. Hoje há uma gama considerável de pessoas totalmente diferentes umas das outras, em diversos níveis e infelizmente uma grande parte pode ser identificada pela postura extremamente competitiva. É como se o céu tivesse capacidade limitada e um irmão disputasse a vaga com outro!   Reflita seriamente sobre isso!

Hoje muitos ficam vigiando para descobrir quem será o próximo a cair em pecado, quando deveriam deixar de ser guarda da vida alheia para atuar como parceiro, para abraçar em oração, para interceder de maneira que o outro seja revestido e cheio do conhecimento, de forma a resistir às investidas do diabo e desta maneira, não ficar para trás nesta corrida (Hb 4.1). Paulo tinha os filipenses como parceiros na caminhada cristã e combatia em oração por todos. Faça um comparativo sobre nisso nos dias atuais e deixe-se surpreender pela acirrada competição que parece não ter fim (Cl 1.9).

Compreenda que ser parceiro no evangelho é levar a vida dentro do contexto cristão, amando e cuidando do próximo, cumprindo fielmente o que o próprio Cristo ensinou: “amar o próximo como a ti mesmo” (Mc 12.31). Noutras palavras, implica permanecer unidos como os mochileiros em terras estranhas, certos de que como cidadãos do céu, os cristãos devem caminhar por aqui ombreando uns com os outros. Orando, suplicando e compartilhando os bons e maus momentos. Pense nisso, seja sócio, seja parceiro e não mero expectador, amém?  

Jesus Cristo Filho de Deus os abençoe, sempre!

 

Milton Marques de Oliveira - Pr

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