Milton Marques de Oliveira

Milton Marques de Oliveira

Segunda, 11 Março 2019 17:00

AUDITORIA

AUDITORIA

Foste pesado na balança e achado em falta.” (Dn 5.27)

 

O versículo acima está dentro da narrativa sobre uma festa que o rei persa de nome Belsazar promoveu para seus assessores, suas mulheres e concubinas. Nesta festa, este rei usou os vasos de ouro que foram levados por Nabucodonosor para a Babilônia (Dn 5.3-4). Daniel, autor deste livro, fazia parte da elite de Judá. Era bem jovem quando a profecia de Jeremias a respeito da justa retribuição de Deus contra a desobediência de Judá se cumpriu. Tempos atrás, este mesmo profeta havia falado que em decorrência do afastamento do povo de Deus, os judeus seriam levados como prisioneiros para uma terra distante por um período de setenta anos (Jr 25.1-12; Dn 9.2).

Ao final de cada ano, praticamente todos os estabelecimentos comerciais e industriais fazem um procedimento contábil conhecido pelo nome de auditoria ou balanço geral. Por este procedimento são apurados os ganhos e as perdas, conferido as mercadorias em estoques e o valor do patrimônio, de forma que esta prática proporcionará conhecer a gestão da empresa, se está indo bem ou mal e assim, adotar as providências necessárias, inclusive a do fechamento da empresa.

A narrativa mostra que o rei Belsazar era um homem pagão, não acreditava em Deus e levava a vida como lhe convinha. Daniel diz que ele promoveu uma festa com muito vinho para muitos convidados e pior que isso, usou os vasos de ouro do templo judaico de Jerusalém (Dn 5.3). Ele profanou os utensílios sagrados que foram trazidos pelo seu avô Nabucodonosor quando atacou e destruiu Jerusalém nos idos de 606AC.

Traga isso para os dias atuais e compreenda que de maneira semelhante ao rei Belsazar, muitas pessoas levam uma vida desregrada, uma vida governada pelos seus desejos e pelas suas vontades. Pode-se dizer em numa linguagem bem popular que essas pessoas levam a chamada vida loka. É comum que a tônica mais falada nos dias atuais seja a de aproveitar a vida física o quanto antes, de fazer tudo o que se tem vontade sem dar satisfações a ninguém e muito menos a Deus. Atente justamente sobre esta filosofia de aproveitar a vida, na existência de uma estrutura diabólica que oferta ao homem tudo aquilo que ele necessita para que seus desejos sejam plenamente realizados. Há uma crescente desordem nas práticas mundanas onde essa mesma desordem, seja uma, dentre tantas outras, a causa das altas taxas de mortalidade em condições totalmente diversa das causas naturais. Veja que as causas de mortes violentas superam em muito as de causas naturais, certamente como reflexo de decisões e escolhas equivocadas no dia a dia. Reflita nisso!

Mas no decorrer daquela festa do rei, apareceram uns dedos de mão que escreveram algumas palavras na parede, defronte ao castiçal de iluminação (Dn 5.5). Nenhum dos adivinhadores do rei teve inteligência bastante para traduzir os escritos, todavia, naquela localidade, estava Daniel, homem íntegro e temente a Deus. Daniel fez a tradução e deu uma triste notícia ao rei: “Foste pesado na balança e achado em falta.” (Dn 5.27).

Lembre-se que o rei havia utilizados os vasos sagrados na sua festa e para a gravidade da transgressão cometida por ele, houve um juízo repentino! Naquela mesma noite o juízo de Deus agiu em desfavor da ação do rei Belsazar (Dn 5.30). De forma resumida, perceba que Deus havia feito um balanço na vida daquele rei e ele foi encontrado em falta. Deus auditou a vida de Belsazar e na balança de Deus, a vida de Belsazar não apresentou nenhuma virtude, nenhuma qualidade agradável a Deus. todo o contexto de uma vida loka foi apresentado em auditoria e nada teve de proveitoso quando Deus fez a conferência da vida daquele homem. Ele foi achado em débito e naquela mesma noite foi dado como morto (Dn 5.30). Pense nisso!

Paulo na carta aos gálatas ensina que nenhum homem deve viver iludido, acreditando que pode enganar e zombar de Deus. Ou seja, o homem colhe justamente aquilo que planta, quem semeia na sua carne e nos seus desejos, dessa mesma carne colherá corrupção e morte, todavia, de forma contrária aquele que semear no espírito, do espírito colherá vida eterna (Gl 6.7-8). Compare essa narrativa de Paulo com a vida do rei Belsazar e tire suas conclusões!

Noutro giro, o rei Davi pediu a Deus que fosse submetido a uma auditoria e abriu as portas de seu coração para Deus explorar, sondar, examinar e avaliar de maneira que nada ficasse em seu coração que fosse desagradável ao Senhor (Sl 139.23-24). Entenda bem que para o rei Belsazar não houve jeito de rever sua postura, não houve jeito de consertar o passado. Mas diferente deste rei, você pode imitar o rei Davi, abrindo sua mente e permitindo que diariamente Deus faça uma auditoria em seu coração, retirando e jogando fora tudo aquilo que o desagrada. Faça isso, amém?

Jesus Cristo Filho de Deus os abençoe, sempre!

 

Milton Marques de Oliveira - Pr

 

Terça, 05 Março 2019 15:18

GIGANTE

GIGANTE

"Quando o filisteu começou a vir na direção de Davi, este correu depressa na direção da linha de batalha para enfrentá-lo" (1 Sm 17.8)

 

O livro de 1 Samuel traz a narrativa sobre o profeta Samuel e as ações do reinado do rei Saul, incluindo a guerra de Israel contra os filisteus e logicamente a surpreendente vitória do jovem pastor David (que viria a ser ungido rei de Israel) contra o gigante filisteu de nome Golias.

Veja que ninguém escapa de passar por aborrecimentos na vida. Grandes ou pequenos, simples ou complexos, de curta ou de longa duração, os problemas afligem muita gente. Todos conhecem um amigo ou familiar que tem uma história para contar sobre como conseguiu resolver uma situação complexa, mas a certeza é que não existe uma fórmula de resolução comum a todas as adversidades. Para cada problema, uma solução diferente. Pense!

Veja que o gigante filisteu de nome Golias parecia ser invencível, afinal, a narrativa mostra que ele desafiava os guerreiros de Israel e ninguém se aventurou a enfrentá-lo. Até que apareceu o jovem de nome Davi e o resto da história é por demais conhecido no meio cristão. Davi venceu o gigante Golias após atingir a sua cabeça (1 Sm 17).

Atente que ninguém está isento de enfrentar uma enfermidade ou de passar por situações ruins, e nem tampouco de vivenciar os mais diversos tipos de aborrecimentos. Mesmo em ambientes amigáveis como a família, podem aparecer casos cujas soluções vão demandar tempo, energia e desgastes. Veja que o gigante filisteu Golias não nasceu grande. Certamente que ele nasceu pequeno, mas foi crescendo, crescendo e quando Israel acordou para a situação, lá estava o Golias, que além de inimigo, era um gigante na exata expressão da palavra.

De maneira muito semelhante, podem-se analisar os problemas que ocorrem na vida das pessoas. O vício das drogas, um gigante a ser combatido no seio familiar nos dias atuais, começa com uma simples curiosidade, passa pelos convites de colegas, caminha pelo uso eventual e num piscar de olhos, a pessoa está dominada pelo “gigante” vício das drogas. O consumo do álcool inicia-se com um gole aqui, outro antes das refeições, um drink com os amigos depois do serviço e rapidamente o usuário não fica mais um dia sem beber. Ambas as situações, dentre inúmeras outras, não nasceram grandes e dominadoras, mas começaram pequenas e se agigantaram. Sem falar das dívidas que começam pequenas, com compras de baixos valores, itens supérfluos e desnecessários, mas quando somadas, tomam proporções gigantescas. Reflita nisso!

A narrativa da história diz que o gigante Golias foi derrotado e todo o povo de Israel comemorou o feito de Davi, mas entenda que um dos fatores que ajudaram nessa vitória foi o fato de Davi usar armas conhecidas que ele dominava, ou seja, os problemas de cada um somente serão solucionados quando forem empregadas armas pessoais. Pode até dar certo, mas a vitória contra o vício das drogas, contra o vício das bebidas e a quitação das dívidas e tantos outros problemas, dependerá de um esforço pessoal. Lembre-se que o rei Saul teve ótima intenção e até quis emprestar a Davi sua armadura, mas ela não deu certo, ou seja, a vitória virá por esforço pessoal e não da boa vontade de terceiros (1 Sm 17.38-39).  Reflita isso!

Compreenda que era necessário que Davi utilizasse suas próprias armas na resolução do problema, ou seja, use aquilo que o Pai lhe deu para sair das crises e vencer as adversidades. Muitos questionam e levantam os motivos de Deus não agir soberanamente e acabar com o mal de uma vez por todas, mas saiba que existem tarefas que é da responsabilidade do homem se esforçar e fazer sua parte na busca da solução. Deus concede força, ânimo e coragem, o resto é ação do homem. Isso aconteceu com Davi. Reflita nisso!

Muitos problemas vivenciados pelas pessoas no tempo presente tiveram um início insignificante, não foram vistos como ameaças e acabaram por se tornar grandes e complexos, cuja solução nem sempre é fácil. Portanto, perceba a importância em erradicar de vez aqueles pequenos e quase invisíveis casos que surgem no dia a dia. Isso evitará que eles cresçam e amanhã você se verá lutando contra gigantes. Atente nisso, amém?

Jesus Cristo Filho de Deus os abençoe, sempre!

 

Milton Marques de Oliveira - Pr

 

 

Segunda, 25 Fevereiro 2019 18:31

MEMÓRIA

MEMÓRIA

“Todos os israelitas reclamaram contra Moisés e Arão e exclamavam: “Antes tivéssemos morrido na terra do Egito”. Antes morrêssemos todos neste deserto”. (Nm 14.2)

 

O livro de Números tem a autoria do profeta Moisés e recebeu este nome devido a dois recenseamentos sobre povo judeu que foram realizados e registrados. Números apresenta a narrativa das peregrinações de Israel desde o Monte Sinai até a chegada às margens do rio Jordão e mostra como os hebreus fracassa­ram no cumprimento dos projetos que Deus lhes havia proposto. Segundo os estudiosos toda a narrativa do livro alcança um período de trinta e nove anos, tempo esse que o povo Judeu caminhou pelo deserto em direção à terra de Canaã.

Saiba que um dos males que mais aflige as pessoas é a falta de memória, tanto a memória recente como a memória de fatos mais antigos. Sem exceção, homens e mulheres de todas as idades se veem afetados por esta particularidade ou deficiência, e esta ocorrência normalmente traz grandes aborrecimentos nas relações pessoais em todos os níveis. Nas famílias, no trabalho e nas escolas o esquecimento é mesmo um grande mal.

Lembre-se que o povo hebreu havia sido resgatado da escravidão no Egito e caminhava debaixo de uma palavra de Deus em direção à região de Canaã (Ex 3.8). Nos momentos que antecederam a saída, eles presenciaram diversas operações do poder sobrenatural de Deus diante de Faraó e logo mais a frente, viram a fenomenal separação das águas no Mar Vermelho por onde passaram sem molhar os pés. Porém, nos limites da terra prometida, eles depararam com uma adversidade e reclamaram contra Moisés e Arão. Alegavam que as dificuldades que surgiram para se apropriarem das terras de Canaã eram muito grandes e eles se sentiam fracos para prosseguir.

Perceba que a falta de memória anda de mãos dadas com a ingratidão, ou seja, a pessoa esquece o bem que recebeu. Isso acontece entre pessoas amigas e até mesmo entre familiares, mas com o povo hebreu que caminhava para Canaã, a ingratidão era direcionada contra Deus. Pode-se dizer que ainda estava fresco em suas memórias o momento em que saíram da condição de escravos para homens livres, mas bastou uma turbulência na caminhada para esquecerem o que Deus havia feito.

Veja que é justamente isso que acontece com grande parte dos crentes atuais. De maneira semelhante ao povo hebreu que saiu do Egito, essas pessoas viviam presas ao sistema mundano, debaixo do governo de Satanás, andando conforme os desejos e as vontades do diabo, realizando toda sorte de iniquidades e vivendo uma vida longe do Criador. Noutras palavras, viviam debaixo das ordens como servos do diabo. Neste contexto, mortos para Deus e vivos para o diabo, mas Cristo, de maneira extremamente bondosa, resgatou, tirou da lama e da sarjeta, trouxe vida, deu roupas limpas e todos saíram debaixo de uma promessa de vida nova, de esperança e de liberdade, de completa mudança da condição de escravo para filhos (Jo 1.12; Ef 1.3; 2.1-7). Todavia, para aquele povo que caminhava rumo à terra de Canaã bastou uma leve brisa contrária para que essa libertação fosse esquecida - sinal de ingratidão - e todos passaram a murmurar contra Deus (Nm 14.2). Reflita isso na sua vida! 

Saiba que existem pessoas que veem dificuldades em tudo, são extremamente negativas em todas as circunstâncias, só conseguem ver os obstáculos e as dificuldades, reclamam de tudo e na visão desse tipo de gente nada vai prosperar e nada vai dar certo. Pessoas assim vivem como eternas vítimas. E mais, reclamando alto para todos ouvirem, elas se assemelham a um vírus e conseguem contaminar muita gente, apenas noticiando o caos. Pense!

Entenda que muitos até chegam bem perto daquilo que Deus lhes prometeu, mas como tinham forte em suas mentes a mentalidade de escravo, são incapazes de enfrentar as lutas que antecedem a promessa divina. É desta maneira que muita gente perde a fé, desanimam e desejam voltar ao sistema mundano, de sofrimento e pior, longe de Deus. Veja que os hebreus ao verem os primeiros desafios antes de tomarem posse da terra de Canaã, quiseram voltar ao Egito onde eram maltratados. Lembre-se que eles estavam livres, mas ansiavam serem escravos!

Compreenda, pois, a importância de não se deixar contagiar por influências negativas que te tornem cego para aquilo que Deus já fez, está fazendo e vai realizar na sua vida. Faça uma retrospectiva, olhe para trás e traga à sua memória o que Deus já realizou por você. Incrível, mas muitas pessoas sempre andam em descompasso na relação com Deus, até parece que têm “prazer” em reclamar e demonstrar publicamente sua ingratidão. Mas hoje você pode fazer diferente, portanto, mesmo nas lutas e provações, tenha confiança, olhe para o alto e agradeça, estamos combinados?

Jesus Cristo Filho de Deus os abençoe, sempre!

 

Milton Marques de Oliveira - Pr

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