Milton Marques de Oliveira

Milton Marques de Oliveira

Segunda, 24 Novembro 2014 14:30

ALINHAMENTO ESPIRITUAL

Alinhamento espiritual

“Prevaricaram os filhos de Israel nas coisas condenadas; porque Acã, filho de Carmi, filho de Zabdi, filho de Zera, da tribo de Judá, tomou das coisas condenadas. A ira do SENHOR se acendeu contra os filhos de Israel; Js 7.1”.

O livro de Josué faz parte dos livros históricos do AT, que se inicia com Josué e encerra com o livro de Ester. É o primeiro livro na Bíblia que tem o nome de seu autor e registra as guerras e batalhas do povo de Deus na conquista da terra prometida, mostrando ainda as divisões das terras com as doze tribos.

Embora Deus estivesse presente com o povo de Israel, houve registros de desobediência que acendeu a ira do Senhor e um dos episódios é o pecado de Acã, que subtraiu para si despojos da luta contra Jericó, contrariando a ordem do Senhor de que deveriam poupar somente a prostituta Raabe e seus familiares (Js 6.17). Deus havia dado uma ordem e um, um só não obedeceu!

O pecado era individual, mas Deus tratou de dar a retribuição deste pecado de maneira coletiva, e Israel foi derrotado na luta seguinte, luta essa que parecia ser fácil. Tão fácil que até mesmo os espias de Josué sugeriam que não cansasse todo o povo, e fossem para a guerra poucos homens (Js 7.3). Tinham a ideia de que seria uma luta tranquila.

Comum escutarmos que hoje Deus não opera mais, que os sinais e maravilhas eram coisas do passado e atualmente, nada disso acontece mais. A culpa neste caso é imputada à falta de fé, que impede o agir de Deus e raros são os que conseguem diagnosticar corretamente que Deus ainda é Deus (2 Sm 22.32), sua fidelidade dura para sempre (2 Co1.18) e, Deus não se deixa enganar (Gl 6.7). Acã pode ter enganado as pessoas mais próximas, mas não Deus!

Israel era um corpo com muitos membros e todos deveriam ter o mesmo alinhamento, sob a direção física de Josué e obedecendo a Deus, as vitórias seriam certas, Deus seria exaltado e a terra prometida conquistada. Bastava tão somente ouvir Deus!

O Apóstolo Paulo em sua carta aos coríntios (1 Co 5.1-7), já abordava sobre o alinhamento espiritual do corpo de Cristo (igreja), chamando a atenção que um fermento pode colocar toda a massa a perder. Da mesma forma Acã, ao cometer o pecado da desobediência, colocou toda a coletividade de Israel em cheque. Seu pecado fez Israel perder uma batalha e muitos homens da linha de frente de Israel foram mortos, Deus recrimina o pecado e neste caso, Deus o tratou de maneira coletiva, punindo diversos membros (1 Co 12.26).

Essa analogia é importante e atual em nossos dias, notadamente quando o pecado passa a dominar membros do corpo de Cristo e impede o agir de Deus. Somos um corpo em Cristo Jesus (1 Co 12.12) e precisamos atuar uniformemente, cumprindo tudo aquilo que Jesus ensinou, de forma que, resistindo a tentação (Mc 14.38), possamos estar no mesmo direcionamento para o engrandecimento do Senhor.

Sob a direção de Deus, Acã foi descoberto e recebeu a justa retribuição. As ordens de Deus não foram dadas para condenar nenhum do povo de Israel, foram dadas para protegê-los do perigo de cair na tentação. Mais a frente, aqueles que haviam vencido Israel por causa do pecado de Acã, foram derrotados (Js 8.1) e todo o povo de Israel pôde verificar o poder de Deus e sua justiça.

O pecado não é o fim. Conhecer a Cristo significa guardar os seus mandamentos, todavia, quando não temos forças para vencer a tentação, acionamos Jesus nosso advogado junto ao Pai, que intercede por nós (1 Jo 2.1).

Este episódio de Acã tem muito a nos ensinar. Nos leva a acreditar que toda a causa de Jesus Cristo é prejudicada pelo pecado de um só crente. Tenhamos, portanto, o mesmo espírito!

Deus os abençoe!

Milton Marques de Oliveira

Terça, 18 Novembro 2014 20:04

DEUS É FIEL

Deus é fiel

“Saberás, pois, que o SENHOR, teu Deus, é Deus, o Deus fiel, que guarda a aliança e a misericórdia até mil gerações aos que o amam e cumprem os seus mandamentos; Dt 7.9”.

O contexto dessa passagem relata as orientações de Deus ao seu povo que havia saído do Egito, mostrando a necessidade de uma obediência plena quando fosse introduzido na terra prometida. As orientações são dadas do versículo 1 ao 11 do capítulo 7, mas nos chama a   atenção o versículo em destaque, justamente por mostrar que Deus é fiel e guarda sua aliança, todavia, aos que o amam e estão com Ele ( 2Cr.15.2b).

Os relatos bíblicos mostram que nem sempre o povo escolhido por Deus seguiu seus mandamentos e muito menos demonstrou obediência. Diversas histórias, diversos personagens e diversos autores são coerentes em apontar que somente Deus permaneceu fiel, tanto à Sua Palavra como à nação israelita. Infiel foram as pessoas que recorriam a Deus nos momentos de aflição e de perigo, mas passados estes tempos ruins, davam as costas ao Todo Poderoso e continuavam na vida pecaminosa, como se não houvesse amanhã. A bem da verdade viviam sem preocupações futuras, confiando na própria sorte ou na misericórdia divina quando a “corda apertasse”.

Hoje não é diferente. Mesmo com tantas admoestações, com tantas verdades sendo proferidas por meio da Palavra de Deus, é comum que as pessoas voltem as costas a Deus, procurando-o somente naqueles momentos que ninguém mais pode dar uma solução. Verdadeiros infiéis, ingratos e sem memória! A Bíblia é rica em registros dos sinais e maravilhas que Deus operou em favor dos judeus, livrando-os de perigos e de morte, mas sempre prevalecia o esquecimento.

Há um incentivo velado que atua nas mentes humanas, fazendo-as não mensurar as consequências do abandono ao Deus único e verdadeiro. Parecem não acreditar que um dos atributos de Deus é sua onisciência, ou seja, Deus conhece tudo, está atento a tudo que acontece na terra, portanto, a Deus não se pode enganar, ou seja, semeia-se o abandono a Deus e colhe-se a perdição ( Gl.6.7).

Muito comum um adesivo colado na traseira dos carros, escrito com letras grandes: Deus é fiel. Os dizeres causam impacto em quem faz uma leitura rápida e superficial, sem adentrar na profundidade da frase em si. Contrariamente a esse entendimento, os crentes conhecem bem essa frase e não só a compreendem como sabem exemplificar diversas passagens bíblicas onde essa fidelidade divina assume toda sua dimensão.

Um exemplo da fidelidade de Deus é narrado no livro de Daniel, quando três jovens judeus foram coagidos a adorar uma estátua de ouro, feito por mãos humanas. Foram persuadidos a negar o Deus verdadeiro e obedecer a Nabucodonosor. Fiéis a Deus, foram mandados a queimar numa fornalha. Deus interveio e nada sofreram. Deus demonstrou sua fidelidade a quem da mesma forma lhe foram fiéis! (Dn 3.14)

A frase colada nos carros nos leva ao questionamento: E você é fiel a Deus? Sua fidelidade ao menos chega ao nível de Sadraque, Mesaque e Adebe-Nego, citados em Daniel 3.1-7? Relevante atentar que mesmo nos momentos mais difíceis de nossa breve existência terrena, Deus se mantém atento, fiel as nossas causas e se inclina para ouvir nossa voz e súplicas (Sl 116.1-2). A procura por Deus deve ser um processo contínuo e não somente naqueles dias mais difíceis.

Pedir pela fidelidade de Deus implica que a contrapartida deva ser a nossa fidelidade a ELE, adorando-o de todo o nosso coração, prestando-lhe culto e cumprindo seus mandamentos, e não com frases de efeito. Fidelidade implica em constância e nisso Deus é soberano! O homem é vacilante, mas Deus é o mesmo ontem, hoje e eternamente (Hb 13.8).

 Deus não desiste do pecador e jamais abandona seus filhos. Sejamos verdadeiramente fiéis!

Deus o abençoe!

Milton Marques de Oliveira

 

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