Milton Marques de Oliveira

Milton Marques de Oliveira

Segunda, 25 Fevereiro 2019 00:51

24/02/2019 - BATISMO NAS ÁGUAS

Segunda, 18 Fevereiro 2019 15:35

ANSIEDADE

ANSIEDADE

“lançando sobre Ele toda a vossa ansiedade, porque Ele tem cuidado de vós” (1 Pe 5.7)

 

Pedro, discípulo de Jesus, era pescador e atendeu ao chamado de Cristo enquanto estava numa pescaria com seu irmão André. Consta que ambos deixaram as redes e seguiram a Cristo (Mt 4.18-19). Sabe-se que Pedro esteve praticamente em todos os eventos em que o Mestre operou milagres, realizou curas e libertações. Dos doze discípulos, pode-se afirmar que Pedro foi o mais humano com erros e acertos em seu discipulado e juntamente com João e Tiago, desfrutou da proximidade de Cristo.

Muitas inovações têm surgido no mundo e dentre essas, temos as redes sociais, que se difundiram por volta do começo da década de 1990. De lá aos dias atuais, foram criados diversos serviços que tiveram o mesmo objetivo de interagir e socializar as pessoas. Até aí nada de errado. É sensacional que as pessoas estabeleçam conversações entre si, trocando mensagens e diminuindo a saudade quando distantes.

Veja que Pedro ao escrever essa carta, muito certamente ele tinha em mente consolar os novos convertidos ao cristianismo que, naquela época, passavam por grandes atribulações, desde as perseguições do Império Romano àqueles aborrecimentos rotineiros do dia a dia. Sabedor que a caminhada cristã envolvia lutas e aflições, o apóstolo Pedro instruía que eles não guardassem no coração a ansiedade que só aumentava em decorrência das circunstâncias ruins que eles vivenciavam. Era necessário que o perverso sentimento da ansiedade, caracterizado pelo perigo, pelo medo, pelas tensões e desconforto fosse lançado por meio das orações em Deus, pois era justamente Deus, quem cuidava deles (1 Pe 5.7).

Saiba que usar as redes sociais para encaminhar avisos, fotos e mensagens a conhecidos é uma ótima maneira de agrupar interesses comuns de pessoas que estão geograficamente distantes, todavia, nem sempre isso é verdade. Se elas foram idealizadas para agregar e aproximar pessoas, hoje se vê um desvirtuamento, quando se percebe que elas têm sido utilizadas para desabafos e manifestações de muita gente com o coração ferido. Veja que são frequentes as declarações de pessoas que se dizem tristes, outras magoadas e até mesmo aqueles que registram sua raiva e rancor com o próximo. Pense!

A narrativa de Pedro mostra que ele ensinava aos cristãos daquela época que toda ansiedade, toda aflição e todas as preocupações do dia a dia deveriam ser lançadas em Deus, pois era o próprio Deus que quem iria trazer conforto. Diante das condições sociais daquele tempo, era natural que eles vivessem ansiosos, mas nada justificava acumular as angústias e medo no coração sem apresentá-las a Deus. Era por meio das orações que eles teriam a oportunidade de externar as preocupações e o tormento que enfrentavam e Deus, criador de todas as coisas, cuidaria de aliviar as tensões (Sl 37.5). Reflita!

Um dos atributos de Deus é o seu caráter imutável, ou seja, Deus é o mesmo perpetuamente, não está sujeito à mudanças em sua bondade e compaixão para abençoar o homem que clama (Hb 13.8). Mas hoje em dia o que mais se vê é uma enxurrada de publicações de muita gente, inclusive crentes, que exteriorizam nas redes sociais todas as situações que vivem. Isso quando não fazem publicações visando atingir direta ou indiretamente outras pessoas, como se isso fosse a solução de seus problemas. Compreenda que são pronunciamentos certos porque eles se originam em seus corações, mas em ambientes errados. Lembre-se que do outro lado estão homens e mulheres em situações semelhantes, portanto, incapazes de ajudar, aliás, um cego não pode guiar outro cego. Guarde isso!

“Tu, porém, quando orares, vai para teu quarto e, após ter fechado a porta, orarás a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará plenamente” (Mt 6.6). Jesus ensinou que a oração com o Pai traz alento, acalma o espírito e por meio dela, o Pai que te vê em secreto, te dará o conforto. Se de um lado, o quarto é o lugar secreto e propício para uma conversa a sós com Deus, saiba que as redes sociais é o rastilho de pólvora perfeito para alavancar os tormentos e multiplicar as inquietações. Entenda que se Deus é o único que pode proporcionar solução, dar publicidade de suas inquietações nas redes sociais apenas potencializa o que já está péssimo. Medite nisso!

Compreenda, portanto, sobre a importância de orar e lançar em Deus suas aflições, angústias e inquietações da alma, sabendo que Deus criará as circunstâncias perfeitas para cuidar de você. Creia nisso!

Jesus Cristo Filho de Deus os abençoe, sempre!

 

Milton Marques de Oliveira - Pr

Segunda, 11 Fevereiro 2019 13:57

CARTAS

CARTAS

“Vós sois a nossa carta, escrita em nosso coração, conhecida e lida por todos os homens” (2 Co 3.2).

Essa foi a palavra de Paulo aos membros da comunidade cristã da então cidade de Corinto, quando aqueles questionaram se o ministério de Paulo era autorizado e por quem (2 Co 3.1-5). Paulo foi o autor dessa epístola e de outras 12, totalizando treze registros, cujos conteúdos se tornaram no maior material doutrinário do cristianismo. No século I, a população nativa da cidade de Corinto sofria os impactos culturais de muitas pessoas que entravam e saíam pelo seu porto marítimo. A vida social se revelava um caos, principalmente pela intensa atividade das prostitutas cultuais no templo da deusa Afrodite. Era justamente neste ambiente que estava instalada uma comunidade cristã.

Até pouco tempo atrás, as pessoas se comunicavam por meio de cartas, usando os serviços dos correios. As longas distâncias e as saudades eram minimizadas quando uma carta chegava às mãos do destinatário. Com o tempo essa modalidade de comunicação se esvaziou e hoje, com tantas outras formas de comunicação, a carta manuscrita se tornou uma raridade. Ninguém mais se comunica assim.

Interessante que os integrantes da igreja em Corinto foram chamados por Paulo como cartas, ou seja, na visão de Paulo, eles eram mensagens vivas, enviadas ao mundo de então cujo conteúdo dava bom testemunho do evangelho de Jesus Cristo. No meio daquela sociedade, estavam homens que tinham conhecido Cristo por meio de Paulo, mas mesmo assim, estes o acusavam de não ter uma carta de recomendação de Jerusalém. Resumindo, eles acreditaram no evangelho pregado por Paulo, mas ao mesmo tempo tinham lá suas desconfianças se Paulo era mesmo quem afirmava ser.

Perceba que na sociedade, as pessoas convivem com inúmeras outras pessoas. Ora na família, ora no trabalho, nas ruas, dentro de ônibus ou nas faculdades, ninguém está só. É neste ponto que querendo ou não, os crentes em Jesus deixam na vida de outras pessoas uma mensagem daquilo que ele é, seja por meio de atitudes, posturas e reações comportamentais. Reflita isso!

Veja que as cartas entre as pessoas podem conter boas ou más notícias. O certo é que o destinatário terá como verdade a carta que ele vê e isso implica de maneira muito clara que ao crente, cabe dar bom testemunho ao mundo daquilo que crê e principalmente vive, sob pena de ser uma carta que não traduz uma verdade. Entenda que justamente aqui está o grande desafio nos dias de hoje, quando muitas pessoas até se dizem cartas de Cristo, mas não carregam nenhum conteúdo, suas posturas e atitudes demonstram que são cartas em branco, sem nada em seu interior. Pense nisso!

Interessante que Paulo, certamente preocupado com as possíveis interações dos cristãos com membros da sociedade de Corinto, deixava claro que eles eram uma carta vista e lida por todos os homens, amigos e conhecidos (2 Co 3.2). Noutras palavras, eles eram a mensagem que todos conheceriam por meio das posturas e das atitudes junto àquela sociedade. Como cartas de Cristo, elas tinham a capacidade de transformarem o ambiente por onde passassem.

Traga isso para o tempo presente e veja a mesma coisa. Todos os crentes atuais são cartas ambulantes em todos os ambientes e cenários, que ao serem observados pela sociedade em suas atitudes, comportamentos e maneira de falar frente às tantas situações cotidianas, apenas revelarão a coerência ou não das suas ações com o discurso cristão. Não esqueçam que em todos os momentos as pessoas fazem a leitura de outras pessoas, portanto, seja uma carta com excelente conteúdo cristão, amém?

Jesus Cristo Filho de Deus os abençoe, sempre!

 

Milton Marques de Oliveira - Pr

 

Segunda, 04 Fevereiro 2019 10:31

PRIORIDADES

PRIORIDADES

“Contudo, o rei replicou a Araúna: Não! Eu faço questão de comprar tua eira por preço justo, pois não quero oferecer a Yahweh meu Deus holocaustos que não me custem nada” (2 Sm 24.24)

 

Outrora, o livro de Samuel constituía um só volume, mas quando da tradução das Sagradas Escrituras do hebraico para o grego, os rabinos dividiram o grande livro que se tornaram como nos dias atuais, primeiro e segundo livro de Samuel. Segundo os estudiosos, parte do livro é de autoria do próprio profeta Samuel e depois de sua morte, os profetas Natã e Gade escreveram o restante (1 Sm 25.1). O segundo volume de Samuel traz informações sobre as quedas dos reinos de Judá e Israel e as ações do profeta Eliseu.    

Uma ideia que sempre reinou na mente humana é obter algo de graça, ou seja, não dispender esforços e nem recursos para ter alguma coisa. Parece que possuir sem gastar é sinal de esperteza e glória entre as pessoas. Sempre se ouve falar de alguém que foi esperto o bastante para ganhar alguma coisa de maneira gratuita e, que por ser de graça não prestou o devido valor ao que ganhou.

Saiba que o rei Davi, atendendo aos desejos de sua vontade, determinou que fossem contados todos os homens de seu reino, como se dessa orgulhosa demonstração de seu poderio militar os seus inimigos ficariam temerosos (2 Sm 24.3-4). Mesmo contrariado na realização de seu desejo, a contagem dos homens foi realizada e os números lhe foram apresentados (2 Sm 24.8-9).

Muito provavelmente Davi queria encher-se de orgulho pela quantidade de homens que tinha a disposição para as guerras. Certamente que ele gostaria de demonstrar o seu poder de reação em casos de conflitos, todavia, ele esqueceu que quem dava as vitórias ao povo de Israel era Deus, inclusive nas ocasiões em que Israel estava em menor número de combatentes. Noutras palavras, era Deus quem sustentava. Pense!

Portanto, fazer o censo para gloriar-se em si mesmo foi péssima ideia, era como se dispusesse a dispensar as ações de Deus no meio do povo. A narrativa diz que após a contagem, Davi reconheceu o erro, se arrependeu e Deus usou o profeta Natã para apresentar a retribuição divina pela transgressão. O castigo veio na forma de peste no meio dos homens e ironicamente, Davi que tinha contado seus guerreiros, agora via o número ser diminuído consideravelmente (2 Sm 24.15). Distanciando-se do Criador e vivendo conforme suas paixões, o rei viu que era necessário se reaproximar de Deus.

Compreenda que muitas pessoas possuem uma visão errada sobre a palavra sacrifício, alegam que sacrifício produz sofrimento e traz dores, quando na verdade o sacrifício é justamente aquele que acaba com o sofrimento do coração, alivia a angústia da alma e é por meio do sacrifício que a paz reina, ou seja, por meio do sacrifício o homem se volta para Deus. Para Davi, momentaneamente distante de Deus em decorrência de sua transgressão, era mais que ocasião para realizar o sacrifício.

De igual forma, nos dias atuais, muito embora não existam mais os sacrifícios de animais, entenda que sacrifício é abrir mão de alguma coisa de valor para se aproximar do Pai. “Não ofereço holocausto sem custo” (2 Sm 24.24), foram essas as palavras de Davi, que neste episódio, poderia ganhar o terreno e os animais gratuitamente, sem nenhum custo, mas sabiamente não aceitou. Davi sabia que todo sacrifício tem seu preço, entendia que de graça seu sacrifício não teria valor perante Deus, sabia que havia um preço a pagar e assim ele agiu. Reflita isso!

Atente que nos dias atuais, muitas pessoas querem ter um relacionamento com Deus sem se sacrificarem, sem renunciarem ao pecado e sem observarem que aproximar-se de Deus, exige esforços, desde a caminhada para o templo ao tempo que se dedica em orações e outras práticas espirituais. Saiba que longe de Deus o homem conduz sua vida de maneira descompromissada, mas para achegar-se a Deus há um preço em termos de disponibilidade de tempo, de fé, de renúncia, de obediência e de submissão. Na economia de Deus tudo tem seu preço. A salvação é por meio da graça e da bondade de Deus, mas neste processo cabe ao homem a contrapartida renunciando suas vontades e desejos pessoais. Reflita isso em seu coração!

A narrativa da história diz que Davi comprou o terreno, edificou o altar e não se sacrificou ao Pai à custa de outros. Davi conhecia o valor de sacrificar individualmente e foi esse sacrifício que chamou a atenção de Deus, que por sua vez curou e sarou o povo da peste (2 Sm 24.25).

Veja que o homem é sempre desejoso em receber as bênçãos de Deus de maneira gratuita e sem esforço, quando na verdade é preciso fazer alguma coisa. Lembre-se que Deus não desprezou Davi e nem desconsidera sacrifícios oriundos de um coração quebrantado e contrito, portanto, é justamente por meio dos sacrifícios que o homem mostra quem é prioridade em sua vida. Creia nisso!

Jesus Cristo Filho de Deus os abençoe, sempre.

 

Milton Marques de Oliveira - Pr

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