Milton Marques de Oliveira

Milton Marques de Oliveira

Terça, 16 Abril 2019 23:28

16/04/2019 - CULTO "FÉ E VIDA"

Segunda, 15 Abril 2019 13:36

FASHION

FASHION

“Então enviou Faraó, e chamou a José, e o fizeram sair logo da cova; e barbeou-se e mudou os seus vestidos, e veio a Faraó” (Gn 41.14)

 

O livro de Gênesis, escrito por Moises, tem a importância de mostrar o começo de todas as coisas. Atente que o primeiro personagem do Gênesis é o próprio Deus (Gn 1.1). Em Gênesis, tem-se a criação do universo, das estrelas, dos mares, dos animais e logicamente a criação do homem, a coroa da criação. Gênesis apresenta Deus como um ser eterno e sábio, que criou tudo com excelência. Um Deus todo-poderoso que mostrou o poder de criar todas as coisas, extremamente organizado e que fez tudo de uma maneira coerente e sequencial, onde as primeiras criaturas preparavam o ambiente adequado para as próximas. No livro tem-se a história de Adão e Eva, a origem do pecado, os registros sobre a fé de Abraão, o nascimento de Isaque como o filho da promessa e também a transformação de Jacó. Resumindo, Gênesis é um livro grandioso que mostra as obras de um Deus grande e poderoso.

O versículo acima está contextualizado na história de José, filho de Jacó. Odiado pelos irmãos, ele acabou sendo vendido a mercadores de escravos e mais tarde, já no Egito e dentro do palácio de Faraó, se viu preso debaixo de uma acusação inverídica (Gn 39.12-13).

Se existe algo que colabora muito na apresentação pessoal é justamente o asseio corporal. Aliás, fashion é o termo moderno para pessoas elegantes, que usa roupas limpas e faz com que outros cuidados tão necessários para uma apresentação impecável estejam presentes. De maneira contrária, uma péssima apresentação deixa transparecer repulsa e pode ser visto como desleixo pessoal.

Lembre-se que José havia sido acusado pela esposa do oficial egípcio de tê-la molestado. Sem defesa e numa nação estranha, foi jogado numa prisão e lá ficou praticamente esquecido por dois anos. Encarcerado e num ambiente onde as condições de higiene eram precárias, certamente que José ficava dias sem banho, sem trocar as roupas e muito provavelmente sua apresentação pessoal era sofrível. A narrativa de Moisés, diz que na mesma cela estava preso o copeiro de Faraó que foi libertado e, por uma daquelas situações que só Deus idealiza, foi este mesmo copeiro que deu a notícia a Faraó que José poderia interpretar o seu sonho (Gn 41.12-13).

Interessante que dentro da cadeia, José profetizou o destino do copeiro e do padeiro, inclusive pediu ao copeiro que quando estivesse livre, intercedesse por ele diante de Faraó, mas o copeiro não se lembrou desse pedido e muito certamente que José tenha imaginado que seria definitivamente esquecido na prisão (Gn 40.14). 

Atente nos dias atuais que as pessoas levam com muita seriedade a sua apresentação pessoal, usando e abusando dos procedimentos estéticos, de forma que o seu exterior seja elegante e apresentável. Mas nem sempre o belo exterior é sinal de pureza interior, que o digam as pessoas que já se sentiram atraídas pela exuberante aparência externa de alguém e depois perceberam que o interior era extremamente sujo.  Típicos sepulcros caiados, numa visão de Jesus sobre os fariseus (Mt 23.27).

Entenda bem que os planos de Deus acontecem no tempo certo e José foi chamado a se apresentar ao Faraó, após menção de seu nome pelo copeiro (Gn 41.14). Lembre-se que na prisão ele estava sujo, imundo pelas condições do cárcere e sem condições de se apresentar a Faraó, ou seja, estava nada fashion, mas ele tomou banho, fez a barba e lhe deram roupas novas para somente depois disso, limpo e asseado ele foi apresentado a Faraó. Transporte essa história de José, para o encarceramento do homem que hoje vive como escravo de Satanás e preso no pecado. Pode-se conjeturar que José enquanto preso, tinha uma péssima apresentação pessoal e é fácil imaginar que também o homem conquanto servo de Satanás e vivendo em meio às práticas mundanas, tem uma péssima apresentação espiritual e assim, se mantém longe de Deus. Reflita sobre isso!

O Apóstolo Paulo destaca que o homem, outrora afastado de Deus, levava uma vida marcada pela sujeira do pecado, vivia em estreita obediência ao espírito da maldade, era governado pelo diabo e andava debaixo dos seus desejos carnais (Ef 2.1-4). Mas convém lembrar o que Cristo fez por cada pessoa que estava em situações idênticas, por cada um que estava encarcerado no sistema mundano de iniquidades e que pelo sacrifício de Jesus, se tornou limpo, fashion e apresentável a Deus. Pense!

Compreenda que da mesma maneira que José se apresentou limpo a Faraó, somente Jesus tem poder para limpar o coração do homem, dar roupas limpas e fazê-lo elegante espiritualmente para apresentar-se a Deus, amém?

Jesus Cristo Filho de Deus os abençoe, sempre!

 

Milton Marques de Oliveira – Pr

Sábado, 13 Abril 2019 00:19

12/04/2019 - ENCONTRO DE CASAIS

Terça, 09 Abril 2019 23:24

09/04/2019 - CULTO "FÉ E VIDA"

Segunda, 08 Abril 2019 14:21

ESPERANÇA

ESPERANÇA

“Ora, estando ele a exercer as funções sacerdotais perante Deus, na ordem da sua turma” (Lc 1.8)

 

O versículo acima está inserido no registro de nascimento de João, o batista, filho do sacerdote Zacarias, casado com Isabel. Zacarias era sacerdote e oficiava mediante escala no templo em Jerusalém (Lc 1.5-25).

Lucas, autor deste evangelho tinha formação em medicina, era um homem culto e habilitado como pesquisador e historiador (Lc 1.1-4; Cl 4.14). Embora seu nome não seja citado explicitamente no livro de Atos, ele é reconhecido como autor deste livro, tendo acompanhado o apóstolo Paulo na segunda viagem missionária (At 16.10). Em seu evangelho Lucas apresenta Cristo como o Deus de toda a compaixão e misericórdia, inclusive os relatos sobre as curas e milagres operados por Jesus são por ele bem detalhados.

Uma igreja física necessita de pessoas para fazer funcionar todas as suas atividades. Não há nenhuma possibilidade de uma igreja ser conduzida em todos os seus setores - que são muitos -, sem a presença humana. Grandes ou pequenas, todas as igrejas necessitam de pessoas comprometidas e compromissadas com o serviço de Deus.

Zacarias era casado com Isabel, provavelmente tenha casado jovem e não tiveram filhos. Saiba que naquela época e na cultura judaica um casal que não tivesse filhos era um casal sujeito a receber críticas da sociedade. E muito certamente que a mulher recebia uma pressão maior, uma vez que sem exames médicos para comprovar sua esterilidade, ela se via como responsável pela ausência dos filhos.

A narrativa de Lucas diz que Zacarias entrou no templo para oficiar e queimar o incenso, quando foi abordado por um anjo que lhe deu a notícia de que sua oração tinha sido ouvida e Isabel, seria mãe (Lc 1.13). Perceba que para um casal já velho, com muitos anos de casado, é muito provável que eles tinham clamado a Deus por este filho há anos. Lucas não menciona números, mas pode-se conjeturar que foram muitas orações a Deus para terem uma criança. De maneira similar, muitos casais hoje em dia também oram e pedem a Deus por um filho. Rogam a Deus por algo que eles próprios não conseguem resolver, ou seja, o clamor a Deus é justamente por aquilo que foge da capacidade humana.

Muito comum que as pessoas desejam que tudo em suas vidas deva ser resolvido para “ontem”. Numa época onde a tecnologia da internet agiliza o tempo, atente que o homem tem sido condicionado a dominar o tempo. Tudo o que se planeja é para o minuto seguinte. Nada pode atrasar e esperar em todos os sentidos é um sofrimento eterno, tal a velocidade que as pessoas conduzem sua vida. Para muita gente aguardar um minuto para ser atendido num balcão de loja é sinal de reclamações e até mesmo de atritos verbais. Noutras palavras, o tempo tornou-se inimigo. Pense!

Lucas não menciona o tempo, mas foram muitos anos que Zacarias e Isabel clamaram por um filho, e neste período escutaram e responderam inúmeras perguntas dos amigos e familiares sobre quando Deus os abençoaria com uma criança. Mas enquanto sua oração não era atendida, perceba que Zacarias continuava exercendo sua atividade no templo, ele continuava a oficiar com dedicação, com pontualidade e acima de tudo, com temor a Deus. Não haviam recebido seu milagre, mas estavam firmes na presença de Deus, não se desviaram, não murmuraram nem mesmo quando outros casais eram abençoados por Deus com filhos. Perseverante e compromissado com o oficio sacerdotal, Zacarias continuava como digno representante do povo perante Deus (Lc 1.6; 13). Reflita isso enquanto espera suas promessas!

Traga isso para os dias atuais e reconheça que todos crentes, sem exceção, aguardam uma benção de Deus. Todos clamam pedindo algo. Isso é salutar e mostra que o crente desenvolve sua fé em Deus, não só orando, mas aguardando a sua benção. Todavia, compreenda bem que nem todos são pacientes. Muitos deixam de congregar porque Deus não os abençoou, uns deixam de orar porque Deus está demorando e outros são dominados pela incredulidade porque Deus está em silêncio. E tem aqueles que se aborrecem porque estão acostumados a serem atendidos no mundo secular no seu tempo e não compreendem sobre a vontade de Deus (Mt 6.10). Pense nisso!

O incrível é que Zacarias não abandonou o sacerdócio, não cortou sua devoção e nem parou de exercer suas atividades porque Deus não lhe dera um filho. Contrário a tudo isso, ele ia ao templo, ele queimava o incenso, ele intercedia a Deus pelas pessoas, fazia seu serviço com qualidade enquanto ele mesmo não tinha sido atendido. Pode-se até imaginar que Zacarias viu muitas crianças serem apresentadas a Deus no templo e mesmo assim, Zacarias não perdeu a esperança. Reflita isso na sua vida!

Compreenda bem que ele não perdeu a fé e nem deixou que a incredulidade dominasse o seu coração quando havia motivos para desistir. Noutras palavras, entenda que a esperança anda de mãos dadas com a fé e sem fé, é impossível agradar a Deus (Hb 11.6). Guarde isso no seu coração.

Jesus Cristo Filho de Deus os abençoe, sempre!

 

Milton Marques de Oliveira - Pr

Terça, 02 Abril 2019 22:44

02/04/2019 - CULTO "FÉ E VIDA"

Segunda, 01 Abril 2019 14:49

TRABALHO

TRABALHO

“Pois, fomos informados de que alguns entre vós andam desocupados, sem querer trabalhar e se intrometendo na vida particular dos outros”  (2 Ts 3.11)

 

Paulo foi o autor das duas cartas enviadas aos cristãos que estavam na cidade de Tessalônica. Muito provavelmente que essa comunidade cristã foi estabelecida por Paulo em sua segunda viagem missionária após passar pela cidade de Filipos. Lucas registrou que nos dias em que esteve na cidade, Paulo pregou na sinagoga dos judeus e um grande número de pessoas se converteu, todavia, também deixou registrado que houve um alvoroço na cidade, quando um grupo de judeus movidos pelo perverso sentimento da inveja iniciou uma perseguição contra Paulo, acusando-o de traição a César, imperador Romano (At 17.1-9).

O versículo acima está contextualizado na advertência de Paulo aos integrantes daquela comunidade quanto à necessidade de trabalharem, tanto na obra do Senhor como nas atividades seculares, uma vez que alguns irmãos tessalonicenses, usando como argumento a iminente volta de Cristo, se recusavam a trabalhar (2 Ts 3-16).

 “O trabalho dignifica e enobrece o homem”, é um ditado popular sempre atual. Desde cedo, o homem vê o trabalho como uma necessidade tanto para seu sustento como para satisfação pessoal. Evidente que nem toda atividade relacionada ao trabalho é aquilo que a pessoa deseja fazer, mas independente da profissão que as pessoas executam, entenda que todo trabalho tem o seu valor econômico tanto para a sociedade como na economia e nos propósitos de Deus.

“Esforcem-se para ter uma vida tranquila, cuidar dos seus próprios negócios e trabalhar com as próprias mãos, como nós os instruímos; a fim de que andem decentemente aos olhos dos que são de fora e não dependam de ninguém.” (1 Ts 4.11-12). Perceba que antes desta segunda carta aos tessalonicenses, Paulo já os advertira sobre os malefícios da ociosidade e provavelmente eles não deram ouvidos. É notável que Paulo tivesse preocupação com aqueles que viviam desocupados, não queriam trabalhar e desejavam viver a custa dos demais irmãos da igreja e, sem terem nenhum trabalho eles poderiam causar problemas e até mesmo divisões na comunidade (2 Ts 3.6-10.) Lembre-se que uma mente desocupada provavelmente maquinará o mal (Pv 6.14). Pense!

Perceba que a ociosidade tem potencial para gerar comportamentos avessos à vida cristã e impactar outras pessoas devido às intromissões na vida alheia, praticando a conhecida e popular fofoca. Sem nenhuma atividade laboral, as pessoas ficam perambulando a esmo sempre prontos a criticarem quem faz alguma coisa. A lógica é muito simples, quem não faz, gosta de procurar defeitos em quem realiza. Lembre-se que são comuns as frases: “se fosse eu, fazia de outro jeito. Eu faria melhor...etc”.

“Mentes vazias, oficina do diabo”. Esse ditado popular mostra muito bem não só a importância do trabalho como atividade para manter a ocupação mental como retrata as oportunidades que o diabo tem para o homem se corromper quando na ociosidade (Sl 128.2). Atente que sem trabalho e com a mente vazia o homem fica vulnerável e apresenta-se como terreno fértil aos ataques do diabo. Sem ocupação, ele passa a criar situações que desagradam a Deus, promovendo desavenças e conversas paralelas que estragam o reino de Deus. Lembre-se que o trabalho anda de mãos dadas com os objetivos a serem alcançados. A narrativa de Moisés diz que Jacó trabalhou por sete anos para casar-se com Raquel e acabou recebendo Lia, mas o foco era Raquel e ele trabalhou outros sete anos para concretizar seu objetivo (Gn 29.18-29). Entenda que Jacó aliou trabalho e foco para alcançar o resultado pretendido. Reflita seriamente sobre isso!

Tenha no coração que somente o trabalho honesto e digno tem a capacidade de proporcionar o alimento à mesa, abrigo à noite e dar dignidade ao homem. Aliás, desde Gênesis, Deus se manifestou a favor do trabalho dando o jardim do Éden para Adão cuidar e guardar (Gn 2.15). Isso já contraria uma visão distorcida e mundana que diz ser feliz o homem que vive sem trabalhar, quando na verdade o trabalho faz parte da criação. Deus criou o homem e o capacitou com inteligência e habilidades intelectuais e físicas para exercer o trabalho. Noutras palavras, antes mesmo do pecado de Adão e Eva, Deus já havia instituído o trabalho como normativa divina.

De forma contrária, lembre-se que foi a justamente a ociosidade que proporcionou ao rei Davi transgredir contra Deus, numa oportunidade muito bem aproveitada pelo diabo, num episódio bastante conhecido (2 Sm 11.1-4). E mais, saiba que dentre as iniquidades de Sodoma, estava também a ociosidade do povo, uma brecha dentre outras que abriu espaço para todo tipo de maldades que eram praticadas (Ez 16.49).

Neste contexto, lembre-se que uma ocupação digna e um trabalho honesto faz parte da vida do cristão que, aliás, não deve praticar o ócio, sob pena de criar oportunidades e dar luz às concupiscências da carne, perfeito?

Jesus Cristo, filho de Deus os abençoe, sempre!

 

Milton Marques de Oliveira - Pr

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