Milton Marques de Oliveira

Milton Marques de Oliveira

Sábado, 22 Dezembro 2018 19:22

22/12/2018 - NATAL OCN KID'S

Segunda, 17 Dezembro 2018 14:08

HOLOFOTES

HOLOFOTES

“...por que estais olhando para nós, como se tivéssemos feito este homem andar por nosso próprio poder ou santidade?” (At 3.12)

 

O livro de Atos dos Apóstolos bem que poderia ser nominado de Livro de Pedro e Paulo, tal a quantidade de informações sobre estes dois personagens registradas e compiladas por Lucas. A narrativa de Atos deixa entendido que se trata da continuação do terceiro evangelho (Lucas), notadamente por ser dirigido ao mesmo personagem (Teófilo), o que conduz ao entendimento de um mesmo autor que realizou os dois documentos (At.1.1-2; Lc.1.1-3).

Historicamente o livro de Atos apresenta a igreja primitiva, perseguida pelos judeus e pelo Império Romano que a acusava de ser uma religião ilegal. Sofria ainda com divisões e facções internas, além da presença de falsos mestres que ameaçavam os integrantes da igreja. Noutra palavras, o início foi marcado por muitos ataques. Pense!

O versículo acima está no final e dentro do contexto da cura de um homem que estava na entrada do templo em Jerusalém. Pedro e João foram usados por Deus para operar este milagre que causou muita admiração aos que conheciam o então aleijado e depois o viram correndo e pulando (At 3.1-12).

Veja que uma das coisas que mais agrada ao homem é ser reconhecido entre seus pares, isso é notório. E com o uso das redes sociais, muitos são reconhecidos até mesmo por aqueles que nunca viram, basta ver as celebridades que são seguidas on line em tudo o que fazem por quem jamais irão conhecer. Evidente que o reconhecimento público e os elogios é algo que massageia o ego, traz brilhos aos olhos e faz abrir um largo sorriso no rosto de quem é reconhecido, ou seja, ser reconhecido é implícito ao homem.

Perceba que o cenário desta narrativa estava poucos anos após a ressureição de Cristo e era visível que os comentários sobre quem foi Jesus e para onde andavam os seus discípulos ainda estavam frescos na memória daquele povo. E foi nesta atmosfera que  Pedro e João se tornaram instrumentos nas mãos de Deus para não só curar o homem que era aleijado há muitos anos, mas para consolidar a notícia que o próprio Cristo deixou registrada: “Eis que estarei convosco todos os dias, até o final dos tempos” (Mt 28. 20).

Compreenda bem que logo depois que o aleijado saiu correndo e saltando, os judeus foram atrás de Pedro para dar a ele os créditos pela cura e foi justamente aqui que Pedro e João recusaram o mérito da cura, recusaram os holofotes e deram a mais sensacional resposta que até hoje, infelizmente, é esquecida de muitos: A glória é de Cristo, é ELE quem faz (At 3.13). Isso te faz lembrar algo nos dias de hoje?

Atente nos dias atuais a visão de muitos não só desejarem serem vistos e reconhecidos como aquele que faz ou que deixa de fazer. Comum que homens chamem para si a glória de Deus como se fossem eles o autor de proezas sobrenaturais. Saiba que existe no coração do homem uma chama ardente que o leva a desejar que seu nome seja anunciado ao mundo todo, que todos olhem para sua fisionomia e admirem seus feitos.

Não foi a presença de Pedro e João que chamou a atenção do povo, mas sim o aleijado que corria pelo templo e isso trouxe o assombro de todos. Enquanto as pessoas se ajuntavam para glorificar os dois discípulos, de maneira muito honesta, eles não só recusaram como passaram a anunciar a mensagem de Cristo. Quanta diferença de muita gente de hoje, dos que se acham autossuficientes e acreditam mais em si mesmo. Aliás, os pensamentos de usurpar a glória de Deus sempre ocupou a mente humana, saiba que a autoglorificação é a maneira de transferir para si mesmo a glória que é do Criador, de fato e de direito. Muitos possuem verdadeira obsessão por reconhecimento e não se lembram das palavras do profeta Isaías: “Eu sou o Senhor; este é o meu nome; a minha glória, pois, a outrem não darei...” (Is 42.8). Resumindo, quem faz é Deus, o homem é apenas uma ferramenta, e olhe lá. Reflita isso!

“Assim, quer vocês comam, quer bebam, quer façam qualquer outra coisa façam tudo para a glória de Deus” (1 Co 10.31). Palavras de Paulo ensinando que em tudo - sentido de abrangência universal - a glória, a grandeza do feito e a fama, sejam dados a Deus. Noutras palavras, quem merece todos os holofotes é Cristo e ninguém mais. Você entende isso?

Jesus Cristo Filho de Deus os abençoe, sempre!

 

Milton Marques de Oliveira - Pr

 

Segunda, 10 Dezembro 2018 17:22

INÉRCIA

INÉRCIA

Ordenou-lhe Jesus: “Levanta-te, apanha o teu leito e anda.” (Jo 5.8)

João é o quarto evangelho na ordem do NT. João foi discípulo de Cristo com seu irmão Tiago e, juntamente com Pedro, se tornaram os mais próximos do Mestre, presenciando praticamente todas as realizações do curto ministério de Cristo. Sua narrativa deixa claro que João foi testemunha ocular daquilo que escreveu ao detalhar muitos fatos. Perceba que João viu a glória de Cristo (Jo 1.14), sentiu o perfume que encheu a casa (Jo 12.3), contou as seis talhas de vinho (Jo 2.6) e os quatro soldados que estavam ao pé da cruz (Jo 19.23) e ainda citou o tempo que um homem esteve enfermo (Jo 5.5).

Depois de um evento ser considerado um sucesso ou após uma situação ruim se transformar em ótima situação, sempre aparece aqueles que desejam fazer críticas. Isso é muito comum e o que essas pessoas mais desejam é justamente não compartilhar da alegria e do sucesso alheio. Nos momentos maus não fizeram nada, mas basta a situação ficar boa para criticarem. Pense nisso!

Entenda que Cristo ao aproximar-se de Jerusalém, não se encaminhou para o templo onde estavam as autoridades religiosas, mas dirigiu-se ao tanque de Betesda, justamente onde estavam os infelizes, os paralíticos e doentes. Era ali que sua presença era requerida (Jo 5.1). Isso mostra a coerência das palavras do próprio Jesus quando num jantar, ele disse que veio para os doentes e não para os são (Mt 9.11).

Cristo realizou muitos milagres, mas desta feita havia dois diferenciais. Primeiro, era um sábado e a lei previa que neste dia não se podia fazer nada e o segundo diferencial, era que o homem que recebera a cura não sabia quem era Cristo (Jo 5.13). Não há menção do nome dele, mas isso não inviabilizou o milagre, ou seja, a misericórdia e a compaixão de Deus não têm limitações. Atente que após receber o milagre, o homem saiu caminhando e carregava sua cama, quando foi abordado pelos fariseus, exímios cumpridores da lei que em vez de se alegrarem com sua cura, o criticaram por carregar sua cama no sábado (Jo 5.1-18). Isso te faz lembrar algo nos dias de hoje?

Entenda bem que durante muitos anos, este homem padeceu de uma doença e acreditou que somente iria obter sua cura quando alguém o auxiliasse a entrar no tanque. Sua cura estava limitada a essa visão - alguém o ajudar - e preso nesta visão, ele passou muitos anos e realmente ninguém o ajudou.

Traga isso para hoje. Todos estão sujeitos a períodos ruins na vida. Desde os aborrecimentos corriqueiros até o enfrentamento de grandes e complexas situações. Há casos que podem perdurar por longos períodos como foi o caso deste homem que padeceu por trinta e oito anos (Jo 5.5). O incrível talvez nem seja o tempo que ele passou adoentado, mas sim que neste período ruim, ele não contou com a solidariedade de ninguém, nem mesmo de seus familiares e amigos mais próximos. Entenda que a cura daquele homem estava limitada a outro homem e como nenhum homem o ajudou, ele permaneceu na mesma situação. Noutras palavras, ele confiava no homem e nenhum homem correspondeu a sua expectativa. Reflita seriamente sobre isso!

Compreenda que enquanto perdurou na mente dele a visão de cura mediante o processo de receber ajuda de alguém, ele não foi curado (Jo 5.7). E assim ele foi vivendo doente por muitos anos. De maneira semelhante, muitos estão imobilizados nos dias atuais, esperando que alguém possa fazer algo por suas vidas. Incrível, mas a vida daquele homem mudou quando ele acreditou numa palavra liberada de quem ele nem conhecia, no máximo teria ouvido falar, mas mesmo sem conhecer, ele obedeceu. E ao crer num desconhecido que era o próprio Deus, ele mudou sua visão e virou a chave na sua mente.

Isso mesmo. Ele acreditou numa palavra que foi liberada e a partir daí saiu da crença que o limitava (Jo 5.7). Ele escutou de Jesus três verbos que expressam ação e movimento, ele deveria levantar, pegar sua cama e andar, e isso ele fez mesmo sem saber com quem estava tratando. Em nenhum momento Cristo perguntou sobre a fé dele, apenas deu uma ordem (Jo 5.8). Não se esqueça de que ele visualizava um processo de cura e foi curado por outro. Perceba, portanto, que mentes iguais à deste homem, existem aos milhares, são muitas pessoas que estão presas aos seus próprios planos de cura e libertação, acreditando que somente suas visões podem lhe trazer transformação, enquanto Cristo demonstra que ELE pode fazer muito mais, bastando tão somente que as pessoas mudem sua mentalidade, fujam da inércia, sejam obedientes a sua ordem e movimentem-se. Reflita nisso!

Lembre-se que existem muitas pessoas doentes que estão presas a processos de cura limitados ás suas próprias visões e não querem se submeter ás palavras que Deus libera para suas vidas. Inertes e sem mudarem a mentalidade, elas continuarão presas e imobilizadas às suas crenças e assim, permanecem doentes. Você entende isso?

Jesus Cristo Filho de Deus os abençoe, sempre.

 

Milton Marques de Oliveira - Pr

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