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Segunda, 24 Novembro 2014 14:35

DE UMA CRIANÇA MALTRATADA E SEM ESPERANÇA, PARA UMA MULHER VENCEDORA!

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Meu nome é Patrícia, Moro em Maceió/Alagoas.  

 

Tudo começou assim... Nasci no ano de 1981, fui gerada de uma relação errada, meu pai era casado com outra mulher, não o conheci, minha mãe diz que ele veio me ver algumas vezes, mas não me lembro. Quando nasci, minha mãe não tinha dinheiro pra nada, há trinta e três anos atrás as coisas eram muito, muito difíceis e ela não tinha estudo. Nasci em uma família cheia do “agir do diabo”, minha mãe não tinha sabedoria em Cristo, minha avó era muito má. Quando nasci minha mãe não tinha com quem me deixar pra ir trabalhar como domestica, então teve que me deixar com minha avó em uma fazenda. Morei com ela mais ou menos uns seis anos, e nesse tempo, gente como sofri, isso o que me lembro.

O bom te tudo é que Deus já falava comigo que me amava desde o ventre da minha mãe, e tudo aconteceu para que hoje eu possa lembrar de tudo e dar glorias á Ele por todos os livramentos. Gente, minha avó era tão ruim (ainda é) que não morreu nem se libertou, e veja que ela me registrou como se a minha mãe tivesse morrido. Ela tinha raiva da minha mãe e me massacrava, levei muita surra, fui queimada com pedaços de pau em brasas, passei muita fome, tinha tempo de só ter manga pra comer no canto do chão da casa de barro.

Não tomei as vacinas que todas as crianças tomam, porque ela me escondia dizendo que era o bicho papão, quando as enfermeiras passavam nas fazendas. Era macumbeira, me levava com ela para os rituais e só Deus sabe a quem ela me consagrava. Até que um dia Deus deu pra minha mãe um viúvo com quatro filhas pra criar. Oh dó! Nesse meio tempo minha mãe já tinha ganhado meu irmão.

Minha mãe foi me visitar, eu estava na escola em uma cidade próxima, os vizinhos começaram a dizer o que minha avó fazia comigo. Os vizinhos disseram.: “ Mulher, vem buscar tua filha que a tua mãe vai matá-la de pau” (rsrs)

Minha avó tinha um primo que sempre ia lá conversar com ela, quando chegava sempre ficava na sala e a minha cama de feita de varinha de madeiras, ficava a na sala. Minha cama não tinha colchão, na verdade nunca tinha visto um colchão na minha vida. Quando ele via que ela estava na cozinha tirava suas partes intimas e ficava mostrando pra mim, eu muito inocente e com medo de falar corria pra perto da minha avó. Minha avó era tão ignorante que me dava uns tapas, me chamava de um monte de nomes terríveis e eu ia pra sala, me cobria toda morrendo de medo.

Até que um dia viemos para Maceió  (minha avó ia se aposentar), quando voltamos ficamos sabendo que aquele primo da minha avó estuprou uma menina de cinco anos. Depois de muitos anos Deus me faz lembrar tudo pra que eu não venha esquecer que ELE sempre esteve presente na minha vida. Deus já falava comigo através de sonhos, me mostrando o que ia acontecer com meu irmão no futuro. Acredite Jesus fala com as crianças!

O tempo passou e minha mãe foi me buscar, quando me viu chegando da escola ficou horrorizada ,com tanto grude (sujeira), com tantas feridas no cabelo e cheio de piolhos. Meu cabelo estava tão duro que não tinha vento que balançasse ( rsrs).  Minha mãe me levou pra um rio  e deu um banho, esfregou-me tanto que chegou a ferir as orelhas porque os grudes ( sujeiras) não queriam sair. Elas estavam muitos anos ali, já tinham casa própria rsrs.

 Fui embora com a minha mãe feliz da vida. Chegando em casa minha mãe foi fazendo o resto da limpeza por etapa, começou pelas unhas, gente minha mãe conta que as minhas unhas caíram todas por que só tinha bicho por dentro (aqui conhecido como bicho de porco ). Minha cabeça tinha tanto piolho e ferida que, tanto ela não como eu não aguentávamos. Minha mãe não tem estudo, mas, sempre foi doutora..rsrs. Ela limpava a cabeça e nada de sarar, um dia ela começou a apertar aquelas feridas, ela diz que saia um carnegão, ficava um buraco e o sangue minava foi assim que sarou todas as feridas.

Aí pensei... minha vida vai mudar, agora vai ser só alegria, quem disse! Minha mãe começou a brigar com meu padrasto, ele era muito namorador, começaram a se deixarem e eu que não era filha dele sempre ficava bolando ( morando), ora na casa de um, ora na casa de outro. Meu Deus! Agora eu apanhava das crianças onde eu ficava, pois sempre fui pequena e magrinha, aí pronto, me ferrava!

Isso aconteceu varias vezes, porque minha mãe brigava muito com meu padrasto e quando se separavam, iam trabalhar em Maceió e eu ficava. Até que um dia Deus lembrou-se de mim. Meu padrasto foi a procura da minha mãe e pediu pra ela voltar e me levar, porque estavam me massacrando.

E eu feliz, igual “um pinto no lixo” fui embora. Mas eles se separam de novo, dessa vez fiquei com minhas futuras irmãs, só que na ausência da minha mãe tudo era mais difícil, a comida não rendia e não tinha lanche, chegamos a dividir um pão pra dois. Certo dia saíamos minha irmã e eu para procurar lanche na rua, quando eu avistei um pedaço de alguma coisa, achei que era chocolate, dei uma mordida pra dividir, gente, era um caldo de carne!!

A primeira vez que comi casquinha de sorvete foi em uma vaquejada, sempre minha irmã  mais nova e eu, ficávamos em baixo das arquibancadas quando o povo tomava o sorvete e jogava a casquinha fora, nós íamos pegar e comíamos.

De tudo que passei o que mais me entristece é lembrar-se disto. Hoje quando conto pra minha mãe ela fica já chorando, porque era sempre em sua ausência, porque não tínhamos muito, e ela não deixava a gente ficar na rua. Glória a Deus pela vida da minha mãe, ela sofreu muito pra poder me dar um teto, um lar que se eu for contar a historia pra o carroceiro quem vai chorar é o burro de tão triste que é!!

Cresci quase nada, mas já era velha na idade tinha quase dez anos, e sempre ajudávamos minha mãe nas  lavagens de roupa, era o que nos ajudava no pouco dinheiro, mas agora eu queria ir trabalhar em Maceió. Sai de Capela/AL, interiorzinho de Alagoas e fui ser babar em Maceió em uma casa que ,misericórdia, nem uma banana eu podia comer, dormia em um colchão tão fininho, que tinha um mistério, a noite saía tanta formiga que eu terminava dormindo no chão de vez em quando.

Não vou entrar em muitos detalhes porque é muita coisa. Mas quando Deus me fez disse, “não terás tamanho, mais serás muito esperta” Dei um jeito e fui embora. No ano de 1994, fomos morar em Maceió, aí eu já trabalhava na casa de uma senhora que era a avó que eu sempre sonhei só que ela tinha um filho. Deus me deu mais um livramento de estupro. O filho mais novo dessa senhora, grandão em tamanho e largura tentou me estuprar. Pobre de mim, era uma perseguição do diabo, mas Deus sempre atento porque ele não dorme e nem está tão longe que não possa te defender , me livrou! Amo-te Deus!

Meu testemunho é grande, Deus me tirou da porta do inferno, já estava pegando na mão do diabo, mas Jesus me puxou de lá porque Ele tem promessas na minha vida desde o ventre da minha mãe. Mas essa parte fica pra outro dia. Deus muda tudo, pode tudo, faz o que quer e com quem quiser! Ele fez coisas na minha vida que só hoje eu entendo que foi para glória e louvor Dele. Hoje conto minha historia rindo, porque o tempo de chorar já passou. Sou feliz, amo a Cristo, sou casada com um homem lindo que me ama muito, homem escolhido pelo dedo de Deus, tenho uma filha, que é a coisa mais linda que Deus me deu.

Sou pobre de dinheiro, mas rica de espírito, na verdade eu sou milionária, por que pobre eu fui um dia, lá no passado. Eu peço para o meu Deus, não muito para que com o dinheiro eu venha esquecê-lo, e também não tão pouco, para que com a falta dele eu venha envergonhá-lo. O nosso Deus nós amou de tal maneira que deu seu único filho para todo aquele que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna. (João 3.16)

 

Ana Patrícia – Maceió - Alagoas

Ler 913 vezes Última modificação em Segunda, 01 Dezembro 2014 20:20
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