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Conte-nos as maravilhas que Deus tem feito em sua vida e seu testemunho poderá ser publicado em nosso site e também relatado nos cultos do Ministério Ouvindo o Clamor das Nações.

 

 

Milton Marques de Oliveira

Milton Marques de Oliveira

Segunda, 17 Setembro 2018 15:19

COMODISMO

COMODISMO

“Então, assim que saltaram em terra viram ali uma fogueira, peixe sobre brasas, e um pouco de pão. 10; E Jesus lhes pediu: Trazei alguns dos peixes que acabastes de pegar.” (Jo 21.9-10)

 

O quarto evangelho, escrito pelo discípulo João apresenta Jesus como o Filho de Deus. João era irmão de Tiago, outro que também foi discípulo de Jesus.  Veja que ele escreveu seu Evangelho para que todos creiam que Jesus é o Filho de Deus e, crendo tenham vida por meio do nome de Jesus (Jo 20.31). E não só escreveu este  evangelho como também três cartas e o livro escatológico de Apocalipse, sendo este escrito na ilha grega de Patmos, onde  esteve deportado.

Os dois versículos mencionados acima fazem parte da aparição de Jesus a sete de seus discípulos que, após a morte e ressurreição do Mestre e ainda sem saberem para onde ir, voltaram ás suas atividades anteriores de pesca (Jo 21.1-12).

É certo que em algum momento da vida as pessoas irão fazer um pedido a Deus. Não importa o que tenha sido pedido, se foi para curar uma enfermidade, se para ser aprovado em algum concurso ou se foi pedindo ânimo para tocar a vida. Faz parte da caminhada cristã endereçar a Cristo, pedidos de toda ordem, afinal para ELE e por ELE são todas as coisas (Rm 11.36).

Nesta passagem, aqueles homens somente tiveram sucesso na pescaria porque obedeceram ao Mestre que indicou para onde eles deveriam lançar as redes. Veja que Cristo ordenou que jogassem a rede para o lado direito. Noutras palavras, era para eles mudarem de lado, mudarem de posição, trocar o sentido do que estavam fazendo. Atente que da mesma forma que os discípulos não pegaram nenhum peixe por estarem atuando de uma mesma maneira, saiba que muitas das vezes, por razões desconhecidas, as pessoas não conseguem atingir seus resultados por estarem conduzindo suas vidas de um mesmo jeito. Trocar de lado é sair da mesmice. Pense!

Após obedecerem ao Mestre e realizado uma pescaria extraordinária, ao voltarem para a praia onde estava Cristo, viram que ali estava um fogo com brasas, pão e apenas um peixe. Para recebê-los, observe que Jesus providenciou alguma coisa para comer. Cristo realizou um milagre ali na praia, mas para alimentar os sete era necessário um pouco mais de peixe e novamente Cristo deu a direção, ordenando que eles trouxessem os peixes que haviam sido pescados (Jo 21.10). Resumindo, para o jantar, os peixes que eles tinham pescado era a contrapartida. Reflita!

Tido isso, compreenda bem que por vezes, nos diversos pedidos que as pessoas  fazem a Deus, é necessário que elas deem a contrapartida. Não basta pedir a aprovação no vestibular, é preciso fazer a inscrição, fazer a prova nos exames e estudar. O resto é com Deus. Da mesma maneira, ao pedir coragem e ânimo para cuidar da vida, saiba da necessidade de confiar em Deus, levantar da cama e dar os primeiros passos em busca do resultado. É necessário um esforço pessoal, assim como foi preciso aos discípulos não só confiar em Cristo, mas também acatar a ordem, lançar e puxar as redes. Reflita isso!

Grande parte das vezes, o crente ora e clama a Deus por uma situação, todavia, fica parado, inerte, como se aguardando Deus descer do céu e tomar as providências. É preciso sair do comodismo, vencer a situação atual. Lembre-se que Cristo ao realizar o milagre da ressureição de Lázaro, disse aos presentes que retirassem a pedra que tampava o sepulcro. Era necessário que fazendo isso, aqueles homens fossem tocados pela fé na realização do milagre que viria a seguir (Jo 11.39).

Hoje acontece a mesma coisa, Jesus continua realizando milagres sim (Hb 13.8). Ms entenda que ao enfrentar adversidades que a primeira vista parece impossível vencer, muitas pessoas se acomodam, ficam estagnadas. Olham para o céu, esperando Deus fazer aquilo que lhes cabe realizar para equacionar o problema. Lembre-se do que disse Deus a Josué: “Esforça-te e tem bom ânimo”. Noutras palavras, “siga em frente Josué, não fique aí parado, não desanime, conduza este povo que EU estarei contigo” (Js 1.6). Portanto, para vencer, confie em Cristo e saia do seu comodismo! Faça a sua parte, amém?  

Jesus Cristo Filho de Deus os abençoe, sempre!

 

Milton Marques de Oliveira - Pr

Segunda, 10 Setembro 2018 12:11

PATERNIDADE

PATERNIDADE

“Mas ele se indignou e não queria entrar.” (Lc 15.28)

As informações sobre a vida de Lucas são poucas, quase nada se sabe a respeito de sua vida. Consta que ele teve por formação a medicina, escreveu o evangelho que leva o seu nome e também o livro de Atos dos Apóstolos. Também acompanhou Paulo em suas viagens missionárias e sua narrativa traz detalhes que os outros evangelhos não mostram numa clara demonstração que ele registrou tudo aquilo que foi visto e ouvido por testemunhas (Lc 1.1-4).  Informações de estudiosos mostram que Lucas era um gentio que se converteu muito provavelmente por meio dos primeiros discípulos de Jesus. Certamente é o único autor conhecido de um livro da Bíblia que não era judeu. 

Veja que dentro das famílias sempre existem rumores de integrantes insatisfeitos. Estão infelizes com situações que já ocorreram no passado e infelizes por situações que acontecem no dia a dia. Sempre reclamam, fazem críticas ácidas e por vezes potencializam as dificuldades nos relacionamentos. São pessimistas por natureza e raramente se alegram consigo mesmo, e quiçá com o próximo.

A história de um filho que saiu de sua casa, levou sua parte na herança, gastou todo o seu dinheiro, se submeteu a trabalhos humilhantes, arrependeu de seu comportamento, retornou à casa do pai e foi recebido com alegria é muito conhecida no meio cristão. Não há nomes dos personagens e essa narrativa está registrada somente no evangelho de Lucas, trata-se da parábola do filho pródigo (Lc 15.11-32)

Cuide que na história, após o filho voltar para sua casa, ele foi muito bem recebido pelo pai, mas o irmão mais velho não demonstrou nenhuma alegria e de maneira contrária chegou mesmo a condenar a atitude do pai, alegando que sempre estivera ali com ele na casa e nunca teve uma festa para si (Lc 15.29). Na visão dele, o irmão mais novo não merecia nada daquilo. Noutras palavras, atente que o irmão mais velho se assemelha a muitas pessoas nos dias atuais que, sob a alegação de jamais terem se perdido e se mantidos fiéis, não se alegram com aqueles que retornam e ainda criticam duramente quem os recebe. Foi sob esta perspectiva de extrema amargura e rancor que o irmão mais velho viu o mais novo voltar à casa paterna. Aquele que voltava demonstrava a mentalidade de filho. Reflita sobre isso!

Paulo na carta aos Romanos ensina que, todos os crentes em Jesus fazem parte de um só corpo em Cristo, e individualmente todos são membros uns dos outros, ou seja, a visão é que todos são importantes dentro do conjunto (Rm 12.5). Com frequência, muitos se perdem na caminhada cristã, negligenciaram e em algum ponto da vida foram atraídos pelas sutilezas do pecado. Na ótica daquele irmão mais velho, o filho rebelde deveria receber o apedrejamento previsto na lei mosaica e nem mais ser considerado filho (Dt 21.18-21). De forma semelhante, hoje muitos desejam aplicar aos que se afastam da presença de Deus, a pena de exclusão do corpo de Cristo e se tornam rancorosos quando eles voltam para a casa do pai.  Traga isso para os dias atuais e reflita!

O pai ao receber o filho mais novo, lhe perdoou, deu roupas e sapatos novos e um anel como símbolo de um amor e responsabilidade que fora renovada naquele momento (Lc 15.22). Tudo isso desagradou sobremaneira o irmão mais velho. Veja que nos dias de hoje há muita gente que não se alegra com aqueles que voltam à casa do Pai. Hoje, há muitos que enxergam sua relação com Deus da mesma forma que este irmão enxergava sua relação com seu pai, ou seja, a de empregado/patrão (Lc 15.29). Este irmão mais velho via Deus como um patrão mau, que pune, maltrata e exclui, quando na verdade devia considerar a relação de filho/pai, olhando para Deus como um Pai amoroso, cheio de amor, graça e compaixão. É justamente com essas visões tão distintas que muitos estão por aí, sem amor, com amargura no coração, revoltados, com um espirito competitivo, mesquinho e vendo todos como concorrentes ao céu (como se a caminhada cristã fosse uma competição). Pense!

Resumindo, entenda que infelizmente existem pessoas com pensamentos amargos. Consideram-se mais justas e mais perfeitas que os demais, rejeitam amar o próximo e não se alegram com os que se alegram (Rm 12.15). Rejeitam a festa por aquele que se arrepende e pelo conjunto da obra, rejeitam o amor do Pai e não possuem mentalidade de filho. Aliás, o comportamento daquele pai ao receber seu filho é o mesmo que Deus aplica a todos os pecadores, inclusive a você leitor. Saiba que Deus recebe o pecador, abraça, perdoa, troca as roupas velhas e sujas por novas e ainda promove uma festa no céu. Isso atende pelo nome de paternidade, amém?

Jesus Cristo Filho de Deus os abençoe, sempre!

 

Milton Marques de Oliveira - Pr

Segunda, 03 Setembro 2018 20:44

CONTROLE

CONTROLE

“Apesar de tudo, o chefe dos copeiros não se lembrou de José; ao contrário, esqueceu-se completamente dele.” (Gn 40.23)

 

O livro de Gênesis é o livro dos começos e foi escrito por Moisés. Ali estão registrados tudo o que foi criado por Deus. Gênesis narra a queda do homem ao ser enganado pelo diabo e mostra a promessa de Deus pela salvação do mesmo homem (Gn 3.15). Em Gênesis podem ser vistas as doutrinas da imputação do pecado, da justificação, da ira e da graça de Deus e outras mais. Gênesis registra também as histórias de Abraão, Isaque, Jacó e mostra a trajetória de José, filho de Jacó, que se tornou governador do Egito.

Uma coisa que incomoda as pessoas em seus relacionamentos pessoais é quando uns não se lembram dos outros. Ninguém gosta de ser esquecido, mas dentro da ótica humana, esquecer alguém é quase uma prática rotineira, tal o nível de competitividade que o homem tem conduzido sua vida. Vê-se com frequência, pessoas que eram amigos de longas datas, esquecerem-se uns dos outros com muita facilidade.

A narrativa de José é muito conhecida. Uma parte de sua história diz que ele, ainda jovem, foi alvo de ciúmes de seus irmãos e atirado numa cisterna, vendido como escravo acabou aparecendo no palácio de Faraó no Egito e por outras circunstâncias da vida, foi jogado numa prisão. Neste ambiente, Deus lhe concedeu revelar os sonhos de dois colegas presos, sonhos esses que se tornaram realidade. Do colega de prisão, recebeu a promessa de ser lembrado quando esse ganhou a liberdade, mas essa palavra ficou esquecida por longo tempo (Gn 40.14).

Durante este período de esquecimento, pode-se imaginar o que tenha passado na cabeça de José. Certamente que dia após dia, ele imaginava que seria lembrado pelo amigo e teria a chance de sair daquela cadeia e nada acontecia. Assim como José foi esquecido na cadeia, traga para os dias de hoje que muitos vivenciam situação semelhante. Talvez tenham em algum momento do passado ajudado alguém ou até mesmo realizado coisas que propiciaram auxiliar amigos e familiares que estavam passando por situações difíceis, mas a ajuda anterior acabou caindo no esquecimento. Compreenda bem que o homem até carrega dentro de si boas intenções de agradecimento quando enfrenta o caos e as adversidades, mas ao sair dessas turbulências, parece que uma borracha apaga de sua memória o auxílio que ele recebeu. Reflita nisso!

Lembre-se que Jesus curou dez leprosos, mas somente um estrangeiro voltou para agradecer pela oportunidade que lhe fora dada e retornou no minuto seguinte. Somente um não teve apagado de sua mente a cura e o livramento da enfermidade que limitava sua vida (Lc 17.11-19). Certamente que este episódio está entre os maiores sinais de reconhecimento de alguém que foi ajudado na Bíblia.

A narrativa da espera de José é um típico referencial de paciência vivida em situação de grande adversidade.  Estava preso sem culpa e tinha ajudado pessoas que agora não mais se lembravam dele. Pode-se conjeturar que dia após dia, José olhava para a porta da cadeia na expectativa de ali entrar alguém com boas notícias e nada acontecia. Incrível, mas não há nenhum registro de suas lamentações pelo esquecimento, ou seja, diferente de muita gente nos dias de hoje, José enfrentou as adversidades e tribulações em completa confiança em Deus. Reflita isso em sua vida!

“Porventura pode uma mulher esquecer-se tanto de seu filho que cria, que não se compadeça dele, do filho do seu ventre? Mas ainda que esta se esquecesse dele, contudo eu não me esquecerei de ti” (Is 49:15). O profeta Isaías deixa claro que o homem esquece sim, de seus amigos, de seus familiares, dos colegas e até mesmo uma mãe, cujo amor é sempre lembrado pela força que possui, pode também vir esquecer-se do filho, mas, Deus não esquece os seus. Os propósitos de Deus para a vida de José incluíam todo o processo que ele passou até ser nomeado governador daquela nação. Deus jamais se esqueceu dele (Gn 41.38-44).

Compreenda, portanto, que nada está fora do controle do Pai. Tenha em seu coração que Deus não te livra das lutas, ELE te sustenta nelas para que os propósitos divinos sejam efetivamente cumpridos. Lembre-se disso!

Jesus Cristo Filho de Deus os abençoe, sempre!

 

Milton Marques de Oliveira - Pr

 

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