Domingo, 16 Novembro 2025 23:47

CORAGEM

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CORAGEM

“…o Reino dos céus é tomado à força, e os que usam de violência se apoderam dele.” (Mt 11.12)

Mateus, autor do primeiro evangelho era judeu e funcionário do Império Romano, ele exercia a função de cobrador de impostos. Essa função não era bem vista pelos seus compatriotas e eles chamavam os cobradores de tributos de publicanos. Ao ser chamado por Jesus para segui-lo, Mateus rapidamente aceitou, abandonando o trabalho, o status, o salário, as regalias e certamente muito ganhou por estar junto de Jesus. Seu evangelho foi escrito aos seus compatriotas judeus e em razão disso visando ganhar a simpatia de seus leitores e quebrantar o coração de seus compatriotas, ainda duros de coração, Mateus apresenta acertadamente Jesus como o filho de Davi e filho de Abraão (Mt 1.1; Mt 12.23), além de classificar a capital Jerusalém como a cidade santa ( Mt 4.5).

Falando sobre João, filho de Zacarias, Jesus discorreu sobre o seu ministério, elogiando sua atuação diante das perseguições e das dificuldade, afirmando que para entrar no reino de Deus, é necessário sair da passividade e ter boas doses de coragem e desprendimento (Mt 11.7-12).

A passividade é um estado de quem está inerte, de quem é passivo ante as situações que lhe são apresentadas. Hoje, se percebe a passividade dos membros da família diante de problemas que chegam aos lares, se vê a passividade dos gestores públicos diante das inúmeras situações que eles devem resolver, enxerga-se a passividade dos empresários, dos comerciantes, dos alunos e até mesmo de atletas que deveria lutar pelo resultado, enfim, a passividade dá claro sinais de estar alojada dentro da sociedade e parece não querer sair tão cedo.

Em seu curto ministério, Jesus sempre ensinou as pessoas. Ora ensinava ao ar livre, ora ensinava nas praias, ora ensinava nas sinagogas e até mesmo no templo diante dos sacerdotes e doutores judaicos, lá estava Jesus ensinando sua doutrina sobre o reino de Deus. Jesus anunciava um novo estilo de vida e fazia questão de confrontar a religiosidade dos diversos grupos de sua época. Jesus também curava as pessoas de suas enfermidades quer sejam elas físicas ou espirituais, Jesus libertava as pessoas das garras do diabo, enfim, o trabalho de Jesus era integral. Os evangelhos possuem diversas ações de Jesus em prol das pessoas, inclusive o discípulo João escreveu que se fosse registrado tudo o que Jesus fez, não haveriam livros  bastante para anotar os milagres (Jo 21.10).

O profeta João, filho de Zacarias, antes mesmo de nascer, já tinha recebido seu nome, sua missão e ao tempo determinado, ele saiu para a região desértica nas proximidades do Rio Jordão e lá ele anunciava o batismo nas águas como forma de remissão dos pecados (Jo 1.16-27). Considere que naquela época, sem meios de locomoção, sem condições propícias para as viagens, sem nenhum conforto, com risco de imprevistos no deslocamento, muitos judeus saíram de suas casas com destino ao Rio Jordão, única e exclusivamente para serem recepcionadas pelo profeta João e passarem pelo batismo. Ou seja, todos eles, sem exceção, corajosamente, faziam um enorme esforço físico para se apresentarem a João e por meio da confissão e arrependimento, ficarem livres da culpa e serem agraciados por Deus. Noutras palavras, essa multidão saiu da passividade e teve coragem para enfrentar horas de caminhada deserto afora visando a libertação de suas culpas. Reflita!

Ainda hoje, é justamente a mesma passividade que prende e amarra as pessoas, impedindo-as de se aproximarem de Deus e serem agraciadas pelo seu amor. Infelizmente, a reduzida e certamente pouca vontade de agir em prol de si mesmo, tem levado milhares de pessoas a uma vida sofrida, cheia de ressentimentos e amargura de alma. Movidas pela falta de iniciativa e desprovida de coragem e sem poder de reação muita gente tem sido convencida pelo diabo a ficarem onde estão, aprisionadas pelo perverso sentimento de que elas não conseguirão a cura de seus males. Pense nisso!

Compreenda que a transformação espiritual demanda um considerável esforço mental. Não é possível viver uma mudança espiritual se não houver esforço para acreditar  nessa possibilidade. O esforço está nas renúncias, no abandono dos vícios, das drogas, da prostituição, da pornografia e de uma infinidade de situações que prendem e seguram o indivíduo. Lembrando que Satanás é contrário a esse esforço e usará de todos os meios para impedir que as pessoas saiam de seu domínio. Esforços para entrar e logicamente, esforços para se manter dentro dos padrões e dos princípios cristãos. Resumindo, o reino de Deus é tomado com coragem à força. Aqui, a passividade não vale nada. Amém? Abraço grande!

Jesus Cristo Filho de Deus abençoe sua vida e seus projetos.

 

Milton Marques de Oliveira - Pr

 

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