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Milton Marques de Oliveira - Comunidade Evangelística Ouvindo o Clamor das Nações
Milton Marques de Oliveira

Milton Marques de Oliveira

Domingo, 21 Dezembro 2025 23:01

21/12/2025 - CULTO ESPECIAL DE NATAL

Sábado, 20 Dezembro 2025 13:15

DIGNIDADE

DIGNIDADE

“Disse-lhe o filho: Pai, pequei conta o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho.”  (Lc 15.21)

Lucas, autor do terceiro evangelho não era judeu, mas se tornou amigo do apóstolo Paulo, a ponto de acompanhá-lo nas viagens missionárias, sofrendo e vivenciando as dificuldades que iam aparecendo na expansão do Cristianismo. A narrativa de Lucas, em muitas ocasiões, acompanha o texto de Marcos que por sua vez, escreveu seu evangelho com informações do discípulo Pedro, de quem se tornou intérprete. Marcos escreveu aos Romanos e apresentou Jesus como o Deus que veio para servir. Sobre Marcos, sabe-se que seu nome era João Marcos, filho de Maria, cuja casa foi o lugar de uma reunião de oração em favor de Pedro, então preso por Herodes (At 12.12).

Jesus narrou uma parábola, denominada de Parábola do Filho Pródigo. Nela, um pai tinha dois filhos e mais novo pediu que o pai lhe adiantasse sua herança. Isso feito, ele saiu de casa e mais tarde, teve que retornar ( Lc 15.11-32).

Veja que na história contada por Jesus, a figura paterna é questionada pelo filho mais novo que manifesta o firme desejo de sair da casa, de sair da cobertura protetora  do pai e este pai em nenhum momento se interpõe para impedir a saída do garoto. Conforme foi pedido pelo filho, aquele pai lhe passa seus direitos e ele vai embora. Não deixou nem endereço, simplesmente saiu e a narrativa diz que ele foi viver em terras longínquas. Distante da família e com dinheiro no bolso, este rapaz viveu freneticamente e num dado momento, o dinheiro acabou. Acabou o dinheiro e sumiram os amigos. Isolado socialmente, ele até que conseguiu um trabalho que não era digno de um judeu: cuidar de porcos. Mas nem ali ele conseguiu se ajustar e teve um lampejo na mente: voltar para a casa de seu pai e pedir perdão. E Isso ele fez (Lc 15.18).

Provavelmente este rapaz estava com muita vergonha, tinha as roupas sujas e estava mal vestido e com certeza, tinha fome. Certamente que ele se apresentou ao seu pai com essas características e para seu espanto, o velho pai não só o recebeu, como providenciou roupa, banho, alimentação e a devida inserção no meio familiar, devolvendo-lhe a dignidade perdida.

Tipologicamente, esse garoto com suas ideias ruins está dentro de muita gente nos dias atuais. Ele representa a história de milhares de pessoas que se perdem em meio às influências mundanas e que mais tarde, caem em si e verificam que a dignidade perdida pode ser restaurada quando se posicionarem, erguerem a cabeça e tomarem o caminho de volta. Compreenda que a restauração acontece quando criam vergonha  e sentem o quão desprotegidos estão e que somente retomando a estrada de volta é que conseguirão se apropriar dos valores que deixaram escapar quando saíram de suas casas. Reflita!

Entenda bem que, por vezes, é necessário que as provas e as lutas sejam presentes na vida de muita gente para que sintam as consequências dos erros que cometeram. Didaticamente, as provas, a escassez e as privações atuam pedagogicamente na vida de muitos, ensinando da pior forma possível que as ações do passado foram erradas e que o conserto tem um preço, aliás, um preço justo, do mesmo tamanho ou até maior do erro, e logicamente, que pode vir acrescido de juros.

Para este filho que abandonou a casa paterna pode-se imaginar que ele era um jovem judeu e o preço de sair de casa foi trabalhar na pocilga de porcos, animais esses tidos como imundos, e foi justamente em meio aos porcos que ele viu sua dignidade cair ao chão (Lv 11.7-8). E como um abismo chama outro abismo, para piorar a situação nem a comida dos porcos lhe foi dada para saciar sua fome. Há críticas nesse tópico, mas compreenda que Deus não permitiu que nenhuma ajuda lhe chegasse para que ele vivenciasse o impacto de suas ações, creia, portanto, que era necessário que o garoto chegasse a esse ponto para raciocinar o quão errado ele foi.

Entenda que se uns amigos lhe dessem alimentos e outros lhe arrumasse um local para passar a noite, provavelmente ele não voltaria para casa tão cedo. Noutras palavras, existem casos que muitos estão enfrentando em decorrência do foi plantado, portanto, creia que muitas provações são apenas colheitas. É o tratamento de Deus e, este garoto plantou ventanias e colheu tempestades (Os 13.10; Gl 6.7). Reflita!

Mas compreenda que, independente das circunstâncias, sempre é possível retomar o caminho de volta e resgatar a dignidade perdida. Ter a consciência do erro, refletir sobre a transgressão e voltar para reconstruir a vida é o ponto de partida para uma vida restaurada. Se esse for o seu caso, pense nisso e não demore a agir, amém? Grande abraço!

Jesus Cristo Filho de Deus abençoe sua vida e seus projetos.

 

Milton Marques de Oliveira - Pr

 

 

Terça, 16 Dezembro 2025 23:14

16/12/2025 - CULTO "FÉ & VIDA"

Sábado, 13 Dezembro 2025 09:20

TEMPESTADES

TEMPESTADES

“E se levantou grande tempestade de vento, e as ondas batiam dentro do barco, de modo que já se enchia.” (Mc 4.37)   

Marcos, Mateus e Lucas são conhecidos como os evangelhos sinóticos pela grande semelhança em suas narrativas. Pode-se afirmar-se que entre os três, Marcos é o mais importante porque os outros dois estão de acordo com os seus escritos. Além disso, ele é o evangelho é mais curto e tem os registros da vida prática de Jesus nas operações de curas, milagres e libertações espirituais.

Jesus embarcou com seus discípulos num barco foi com eles para uma região geográfica de nome Gadara, todavia, antes de chegarem lá, eles enfrentaram uma tempestade em alto mar (Mc 4.35-40).

Considere que lutas, guerras, aflições, crises, tempestades, ventanias e batalhas são palavras  sinônimas entre si, mostrando no meio cristão as adversidades que chegam na vida de muita  gente que professa a fé em Jesus Cristo. Aliás, sobre as dificuldades o próprio Jesus afirmou que ninguém estaria isento de passar pelas aflições da vida (Jo 16.33).

Veja que a maioria dos discípulos de Jesus tinha como atividade profissional a pesca. Portanto, se tinha algo que eles dominavam com esmero era a leitura correta do clima, de onde vinham os ventos e até mesmo a duração das chuvas em alto mar. Ou seja, como pescadores não era qualquer vento que ia tirá-los da normalidade  e nem era qualquer chuva que ia fazê-los ter medo de navegar. Mas, naquele dia e naquela hora, enquanto navegavam, uma tempestade em alto mar levou todos eles a temerem por suas vidas. Marcos não foi discípulo de Jesus, portanto,  não esteve presente nesse evento em alto mar, mas recebeu informações de Pedro que estava no barco e deixou escrito que as ondas do mar passavam sobre o barco, de maneira que ele se enchia com risco de afundar.

“Mestre, não se te dá que pereçamos?” (Mc 4.38). Era o grito desesperado de quem sabia o que estava ocorrendo. Tanto conheciam sobre o mar que sabiam o perigo que estavam enfrentando. O texto prossegue com Jesus saindo de seu descanso e dando uma ordem ao vento que se acalmasse. Pronto, o caso estava resolvido e a viagem prosseguiu para o outro lado, para a cidade de Gadara onde Jesus tinha uma missão específica (Mc 5.1-20).

Veja bem, ninguém gosta de passar por dificuldades. Ninguém deseja dar o seu nome para enfrentar as crises, as privações e/ou as separações ou mesmo passar pelo luto. Importante saber que as lutas podem chegar na vida das pessoas de uma maneira inopinada, sem dar aviso prévio. Aqueles discípulos, pescadores e conhecedores do Mar da Galileia foram surpreendidos pela tempestade, assim como hoje, muita gente também é surpreendida com acontecimentos imprevistos, que não avisam. São eventos que todos estão sujeitos, entretanto, mais que enfrentar a crise, é importante saber tirar proveito dessas experiências. Guarde isso!

Aquela tempestade com ventania que afligiu os discípulos serviu para fortalecê-los diante do quadro que viria no outro lado do Mar da Galileia. Lá, eles viram a força do diabo que dominava um homem, mas foi lá também que o poder que emana do nome  de Jesus, não só libertou aquele homem como ainda lhe deu a função de ser o missionário do evangelho naquela região (Mc 5.20).

Nesse sentido, compreenda que as tempestades que chegam na vida de muitas pessoas, são na verdade ferramentas de Deus, forjando o caráter cristão para situações futuras que essas pessoas vão vivenciar. Volte ao texto e veja que depois daquela tempestade, eles iam enfrentar uma legião de demônios  e aquela tempestade serviu para eles saberem que sem a presença de Jesus, eles não teriam sucesso.

“Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal algum” (Sl 23.4). O fato de Deus ser nosso pastor e nós, suas ovelhas, não impede que as tempestades se formem em nossas vidas. Nem impede que situações de perigo e de guerras sejam reais. Mas a presença de Jesus não só sustenta a vida e impede a morte como vem ensinar que mais à frente, outras situações vão ocorrer, mas o crente já tem maturidade espiritual para não se deixar dominar pela situações difíceis que virão. Reflita!

Finalmente, entenda que as crises são didáticas, as adversidades são parte da pedagogia celestial para moldar homens e mulheres para o enfrentamento de coisas futuras. Um ditado popular diz que águas calmas não formam bom marinheiro e da mesma maneira, pode-se dizer que são as tempestades da vida que forjam homens e mulheres cristãos fortes e resilientes. Reflita nisso! Forte abraço.

Jesus Cristo Filho de Deus abençoe sua vida, sua família e seus projetos.

 

Milton Marques de Oliveira - Pr

 

 

 

 

 

Terça, 09 Dezembro 2025 23:09

09/12/2025 - CULTO "FÉ & VIDA"

Domingo, 07 Dezembro 2025 15:49

07/12/2025 - CELEBRAÇÃO DA CEIA DO SENHOR

Sábado, 06 Dezembro 2025 10:14

BLINDAGEM

BLINDAGEM

“e disse o rei ao homem de Deus: vem comigo para casa, e conforta-te. E dar-te-ei um presente.(1 Rs 13.7)

Antes da tradução das Sagradas Escrituras da língua Hebraica para o grego o livro de Reis era um grande volume com muitas informações e os rabinos encarregados da tradução, acharam por bem em dividir o conteúdo desse livro em duas partes, como se conhece nos dias atuais: dois livros denominados primeiro e segundo livro de Reis. O livro trata da ações dos reis, dos sacerdotes, da postura do povo diante de Deus, enfim, trata-se de um livro histórico que contém a vida do povo de Israel em seus primórdios.

Contextualizando a história, tem-se que o rei Jeroboão, governante de Samaria, desviou-se dos caminhos de Deus e nisso, Deus enviou um profeta de Judá para anunciar juízo sobre a vida de Jeroboão (1 Rs 13.1-8).

Considere que nem sempre as pessoas fazem uma leitura correta da vida. Aliás, a existência humana é fundamentada nas decisões e quando se faz boas escolhas, elas  trarão bons resultados e a recíproca é verdadeira. Más escolhas, geram péssimos resultados e isso em todos os cenários da vida. Reflita!

Jeroboão, rei de Samaria não foi um bom governante. Seus comportamentos à frente do povo de Samaria e seu ciúme de Jerusalém o levou a criar imagens de bezerros de ouro e os colocou num altar. Ele levou o povo a uma adoração falsa e sem sentido. Arrogante e querendo ganhar a confiança do  povo, Jeroboão idealizou um sistema religioso paralelo ao de Jerusalém consagrando politicamente sacerdotes e levitas conforme os seus interesses (1 Rs 12.28-31).

E foi diante dessas transgressões de Jeroboão que Deus usou um profeta de Judá, para confrontar sua postura idólatra. O profeta de Judá foi muito bem recebido e anunciou a dura mensagem de Deus, e inconformado com a dura noticia, Jeroboão intencionou atacar aquele profeta, ficando ali mesmo com a mão aleijada. Mesmo sob ameaça de morte, o homem de Judá intercedeu a Deus e Deus o curou instantaneamente a sua mão (1 Rs 13.4).

“e disse o rei ao homem de Deus: vem comigo para casa, e conforta-te. E dar-te-ei um presente.(1 Rs 13.7). Curado e com a mão sã, Jeroboão fez um convite ao profeta de Judá para ir ao palácio e assentar à mesa e que ele também ganharia um presente. Nem bem terminou de fazer o convite e o homem de Judá respondeu que não iria, afinal, Deus havia ordenado que não se aliasse com ninguém, que não comesse e nem bebesse com outras pessoas. A dinâmica  do deslocamento desse profeta de Judá a Betel era muito simples, ir, dar a mensagem e voltar. Bastava tão somente obedecer e foi exatamente isso que esse profeta de Judá fez.

Entenda que esse profeta de Judá aplicou um princípio pouco empregado nos dias atuais. O princípio de ser obediente a Deus, não aceitando favores e nem presentes que podem levar a corrupção. Estava viva na mente desse homem as palavras de Deus para ele não se corromper, para não barganhar sua crença em Deus (1 Rs 13.7-10). Considere que todos os dias chegam ofertas e convites para tirar homens e mulheres dos propósitos que Deus estabeleceu. Basta lembrar que tanto Adão como Sansão tinham ordens divinas bem claras e ainda assim eles vacilaram e ao desobedecerem a Deus, o resultado foi a morte (Rm 6.23).

Jeroboão era um homem religioso à sua maneira, era um homem que não tinha compromisso com a verdade, assim como muitas pessoas com a quais os crentes de hoje se  relacionam, inclusive pessoas amigas e/ou parentes. Aquele convite podia até ser um negócio agradável, mas aquela reunião não estava nos planos que Deus tinha para o profeta (1 Rs 13.8-9).

 “Bem aventurado o homem que não se assenta a roda dos escarnecedores.” (S1.1-4). Certamente que esse profeta de Judá conhecia as Sagradas Escrituras e, obviamente, conhecia este Salmo e isso o ajudou a focar na ordem de Deus e não aceitar o presente. Afinal de contas Jeroboão se encaixava perfeitamente como um homem escarnecedor, haja vista suas atitudes de afronta a Deus quando fez imagens de escultura e levou o povo a uma adoração idólatra.

Saiba que existem convites que podem trazer honrar, status e  até gerar conforto e prazer. Todavia, nesse mundo hostil, é necessário discernir o falso do verdadeiro, é preciso estar blindado contra as ataques do diabo, ter cuidado para não barganhar e não negociar a identidade cristã. Lembre-se que por mais que sejam convites tentadores, acredite que eles podem ser laços, por isso é importante buscar todos os dias pela blindagem do Espírito Santo que ajuda o cristão a não cair nas arapucas do mal, amém? Abraços

Jesus Cristo Filho de Deus abençoe sua vida e seus projetos.

 

Milton Marques de Oliveira - Pr

Terça, 02 Dezembro 2025 23:27

02/12/2025 - CULTO "FÉ & VIDA"

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