Segunda, 29 Julho 2019 11:24

PLANO DE AÇÃO

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PLANO DE AÇÃO

“E concluiu José: “Agora, portanto, que o Faraó escolha um homem inteligente e sábio e o estabeleça sobre toda a terra do Egito.” (Gn 41.33)

 

Gênesis, escrito pelo profeta Moisés fala do começo de todas as coisas e é justamente neste livro onde se tem o início da revelação de Deus para o homem (Gn 1.1) Gênesis diz sobre tudo aquilo que foi criado por Deus, desde a parte seca da terra como os mares, as estrelas, os animais e as florestas. A narrativa de Moisés ainda apresenta a criação do homem que foi colocado no Jardim do Éden e a transgressão do mesmo homem como o grande problema que afastou a humanidade de seu Criador.

O contexto do versículo acima está na história de José. Embora estivesse preso, ele foi chamado para interpretar o sonho que muito atormentava Faraó e diante dele, José deu luz ao sonho, interpretando sobre os sete anos de fartura e de fome no Egito.

Atente bem que nas relações sociais é comum que as pessoas comentem suas dificuldades uns aos outros. Raras as pessoas que ficam em silêncio quando possuem a oportunidade de externar sua estória, seja ela boa ou não. Conversar sobre a própria vida não só faz parte da humanidade como existe muita gente que passou anos nas faculdades para entender a mente humana e tentar dar soluções aos diversos conflitos que povoam a cabeça do homem.

Antes de José ser apresentado ao Faraó como aquele que poderia interpretar o que ele havia sonhado, lembre-se que José já havia feito coisa semelhante, quando deu luz a dois sonhos de dois amigos de cárcere: o padeiro e o copeiro. Veja que foram sonhos semelhantes com interpretações diferentes, o padeiro morreu e o copeiro foi reconduzido ao seu cargo.

Compreenda bem que existem muitas pessoas que são ótimas ouvintes. Essas pessoas conseguem externar a paciência necessária para ouvir os parentes, amigos, os familiares e até desconhecidos, e neste contexto são qualificadas e sempre requisitadas para fazer o que mais sabem: ouvir e ouvir. Mas veja que em muitas situações somente ouvir não basta. Cuidar de pessoas requer um pouco mais que isso. É necessário ouvir, processar as informações e avançar um pouco mais, ou seja, propor um plano de ação. Reflita!!

Perceba que José ouviu pacientemente o relato de Faraó e depois disso, deu a interpretação e finalmente colocou a disposição dele um plano de ação para fazer face a situação que a nação egípcia iria enfrentar. José não ficou só ouvindo. Ouviu e deu propostas para enfrentar o problema que viria. Pense!

Entenda que de maneira semelhante, Jesus também assim procedeu com aquela mulher apanhada no ato de flagrante adultério (Jo 8.1-11). Jesus poderia simplesmente perdoar, aliás, ele tinha poder para isso, mas ele não só perdoou como estabeleceu a ela um plano de ação, ou seja, dali para frente ela deveria ter um comportamento tal que demonstraria a mudança de sua mentalidade pecadora (Jo 8.11).

Quase sempre, as pessoas trazem suas inquietações e suas aflições e procuram um norte ou uma direção. Veja que as inquietações da mente embaçam o caminho a seguir e trazem a paralização dos projetos e dos sonhos. Vez por outra as perturbações da alma impedem muitos de prosseguirem na vida. É justamente aqui que entram as execuções de um plano de ação. José fez isso com Faraó e o resultado é conhecido. Houve a fome, mas houve a previsão e o plano de ação formulado por José conseguiu atingir os objetivos (Gn 41.33-36).

Atente que Cristo ouvia as pessoas, confrontava as práticas religiosas dos fariseus, combatia a hipocrisia e a maldade com os oprimidos e ainda sentava à mesa com publicanos, com os príncipes judaicos e tantas pessoas de várias classes sociais. A todos eles, Jesus atendia, curava as enfermidades, libertava dos demônios, ensinava, perdoava e dizia: “Não peques mais!” (Jo 5.14; 8.11). Noutras palavras, Cristo deixava claro que o arrependimento e a mudança de mentalidade eram o plano que podia salvar e propiciar a vida eterna a todos. Reflita!

Compreenda, portanto, que não é sobre ouvir e até dar uma solução de curto prazo às pessoas. Mas é sobre ouvir, estabelecer um plano de ação e mostrar que se pode fazer mais, e isso é o que mais as pessoas precisam. Pense nisso!

Jesus Cristo Filho de Deus os abençoe, sempre!

 

Milton Marques de Oliveira - Pr

 

 

 

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