Sábado, 23 Março 2024 18:21

COMANDANTE

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COMANDANTE

E Eliseu disse: Por este tempo, no ano próximo, abraçarás um filho. Respondeu ela: Não, meu senhor, homem de Deus, não mintas à tua serva.” (2 Rs 4.16) 

Outrora, nas Sagradas Escrituras, havia um só volume do livro denominado Reis e todo ele era escrito na língua hebraica. Quando da tradução das Sagradas Escrituras do hebraico para o grego, os rabinos tradutores entenderam ser necessário a divisão do livro em dois volumes, ficando os dois livros como conhecemos hoje.  No segundo livro de Reis tem-se a narrativa da invasão de Israel pelos Assírios, a destruição de Jerusalém pelos Caldeus e a consequente deportação de grande parte do povo judeu para as terras babilônicas.

O texto diz que o profeta Eliseu foi agraciado por uma mulher rica da região de Suném com um quarto mobiliado para descanso de suas peregrinações. Posteriormente Eliseu profetizou que ela teria um filho o que efetivamente aconteceu (2 Rs 4.8-20)

Dentre as grandes verdades cristãs, verifica-se que a soberania de Deus tem sido a verdade que ainda causa repulsas para muita gente. Compreender e viver debaixo da soberania de Deus, viver sob o comando divino nem sempre traz paz ao homem,  sempre ávido por fazer o que lhe dá na cabeça, todavia, entender esse atributo divino torna a caminhada cristã mais leve, afinal, Deus não tem nenhuma intenção de praticar o mal em desfavor da humanidade.  Guarde isso!

O texto mostra a história de uma mulher da região de Suném, daí o nome de Sunamita. Essa mulher não é identificada pelo nome, mas a narrativa deixa claro que ela apresenta duas características pessoais muito interessantes.

A primeira característica diz que a mulher Sunamita era portadora de grande sensibilidade. O texto diz que: “o reteve para comer pão” (2 Rs 4.8). Percebe-se que ela tinha um bom coração, tinha ótima vocação para detectar fatores externos que estavam ao seu redor. Ela demonstrou ser piedosa, tinha o dom da caridade e era cuidadosa com pessoas que eram de fora de seu eixo familiar. O texto deixa transparecer que ela conhecia a rotina do profeta que sempre passava nas proximidades de sua casa para sacrificar a Deus. A segunda característica é que ela tinha discernimento espiritual. “Vejo que este que passa sempre por nós é santo homem de Deus” (2 Rs 4.9). Ou seja, era uma mulher visionária. Ela enxergou a situação do profeta Eliseu e se prontificou a  fazer algo por ele. Embora fosse natural de Israel, a mulher Sunamita poderia ignorar as andanças de Eliseu, todavia, ao vê-lo, ela enxergou Deus na vida do profeta. Noutras palavras, atente que o crente é conhecido pelos seus comportamentos, pelas suas atitudes tanto dentro como fora dos ambientes religiosos. Certamente que a mulher Sunamita viu na postura do profeta Eliseu, claras demonstrações da presença do Deus de Israel.

O texto mostra mais a frente que ela recebeu a promessa de um filho, promessa essa que se realizou pouco tempo depois (2 Rs 4.16-20). Mas o detalhe dessa história é que quando ela recebeu a promessa, ela respondeu ao profeta, de maneira muito clara que não pediu pelo filho que Deus estava prometendo (2 Rs 4.16). A resposta dessa mulher tem muita semelhança com algumas situações atuais. Essa história de ser abençoado por Deus sem pedir, sem orar, sem clamar, se iguala a inúmeros casos de pessoas crentes e de pessoas não crentes. Atente que Deus abençoou aquela mulher com um filho que ela não pediu.

Entenda bem que Deus tem abençoado muita gente de forma graciosa. Deus tem dado saúde, força e coragem para vencer as adversidades da vida em muitas oportunidades. Muitas das vezes as pessoas recebem bênçãos que não merecem, muita gente ganha coisa que nunca sonhou. Existem pessoas que são agraciadas por Deus com  bênçãos que jamais passaram pela sua cabeça. Deus tem dado recursos materiais, tem provido livramentos de morte, tem presenteado com bens, tem sido o provedor em dias de escassez e para inúmeras outras pessoas, Deus tem dado filhos, assim como fez com essa mulher citada no texto. Aliás, essa  mulher nem era estéril como tantas outras personagens bíblicas (Ana, Raque, Rebeca, etc), embora seu esposa fosse idoso (2 Rs 4.14).

A verdade é que a bondade de Deus sempre pode alcançar o homem quando este mesmo homem nunca pensou em ser contemplado. Ou seja, Deus é aquele comandante que concede bênçãos inusitadas, que distribui bênçãos inesperadas, que oferta bênçãos sobrenaturais, e isso se explica pela perfeita bondade divina que atinge a todos, indistintamente. Diante da correria da vida, é provável que nem sempre as pessoas conseguirão enxergar os motivos de Deus os abençoar, todavia, chegará uma hora que será necessário reconhecer publicamente: “eu sei que isso foi coisa de Deus, o nosso comandante”. Amém? Forte abraço

Jesus Cristo Filho de Deus continue abençoando sua vida.

 

Milton Marques de Oliveira - Pr

 

 

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