Segunda, 24 Setembro 2018 11:10

POR QUE?

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POR QUE?

Venha o teu Reino. Seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu.” (Mt 6.10)

A narrativa de Mateus foi escrita originalmente para os judeus e por isso ele apresenta Cristo como o rei. Mateus era judeu e rotulado como publicano em decorrência de trabalhar arrecadando os tributos  e impostos dos seus compatriotas para os cofres romanos. Era um judeu trabalhando para o inimigo. O contexto da passagem acima está nas instruções de Jesus sobre a oração (Mt 6.9-15).

Em todos os ambientes reina no ar um cenário de competição, ora velado e ora muito explícito. Nos esportes a competição é acirrada, afinal dali vai sair um vencedor e por vezes nas modalidades esportivas, o empate nem é considerado. O ideal é vencer. Na vida as pessoas vivem vigiando o outro para aquilatar sua progressão de forma a fazer mais e melhor e sair na frente, deixando o outro para trás. Isso é perfeitamente visível, tanto que um sempre está querendo ultrapassar o outro. Infelizmente até no ambiente familiar existe competição.

Perceba que vivemos num mundo onde existem pessoas que ganham e logicamente existem aquelas que  deixam de ganhar em todos os aspectos. Há aqueles que morrem de uma simples gripe e outros sobrevivem ao câncer e até de desastres aéreos. Uns vivem em casas próprias, outros passam a vida toda pagando aluguel. Uns terminam o curso superior e não conseguem trabalho, outros fazem cursos técnicos ou nem estudam tanto e conseguem trabalho com excelente remuneração. Sempre haverá discrepâncias entre as pessoas e sempre haverá disparidades de bênçãos, um será extremamente abençoado e outro nem tanto. Creia nisso!

Desde o seu nascimento o homem nutre em seu coração o desejo de ser bem sucedido. De maneira clara a realização deste desejo vai afunilando com o passar do tempo e nisso as orações a Deus se tornam mais específicas, de maneira que a pressa em realizar seu desejo acaba se tornando em ansiedade. É justamente dessas ansiedades que povoam o coração do homem que brotam perguntas comparativas, quase que inevitáveis: “por que ele sim e eu não? Por que não recebi e ela recebeu?”.

Compreenda que o maior desejo do homem não deve ser a realização de suas vontades, mas a de cumprir a vontade do Pai. Essa é a grande dificuldade, principalmente dos cristãos que, em tese, conhecem as Sagradas Escrituras. Processar que o seu desejo não pode ser prevalente aos propósitos de Deus é o grande desafio, hoje e sempre. Reflita isso!

Percebe-se a existência de uma perversa cultura no meio cristão que prega um Deus liberal, que concede tudo o que as pessoas desejam. Contrário a este entendimento, Paulo diz sobre a importância das pessoas entenderem e processarem uma renovação mental de tal magnitude, de forma a compreender e experimentar qual seja a vontade de Deus para sua vida (Rm 12.2). De maneira que, com maturidade espiritual, se possa saber que por vezes não é da vontade de Deus fazer aquilo que o homem deseja.

Jesus ensinou que cabe ao homem se submeter à manifestação da vontade de Deus em sua vida e jamais a vivenciar o seu desejo particular (Mt 6.10). Processando esse entendimento, as pessoas serão mais equilibradas e menos competitivas, assimilando que Deus requer muito mais obediência do que a realização e manifestação do seu poder sobre elas. Noutras palavras, o que deve prevalecer é a vontade de Deus sobre a vida do homem e isso implica abrir mão da vontade pessoal e se submeter aos propósitos divinos e foi isso que o autor da carta aos Hebreus deixou de maneira clara, mas poucas vezes observada  no meio cristão (Hb 10.36). Reflita seriamente sobre isso!

Lembre-se que a Bíblia registra casos de personagens que não foram curados de suas enfermidades, muitos conviveram com doenças crônicas e aceitaram serenamente esta situação justamente porque entendiam pacificamente que essa era a vontade do Pai, diferente do desejo deles em serem curados. Veja que Paulo conviveu com um espinho na carne (2 Co 12.7). Deixou um colega de ministério para trás com uma enfermidade (2 Tm 4.20). Timóteo, colaborador de Paulo, tinha problemas estomacais (2 Tm 5.23). Não esqueça e creia que o mesmo Paulo que foi usado por Deus para ressuscitar um homem que caiu de uma janela, tenha orado por Trófimo e por Timóteo, mas não era da vontade de Deus que eles fossem curados, da mesma forma que Deus não curou o próprio Paulo (At 20.10). Saiba que Deus trata cada pessoa de maneira singular, sem gerar nenhuma competição. ELE faz conforme seus planos. Isso atende pelo nome de soberania de Deus. Simples assim.

Jesus, quando perguntado por um doutor da lei mosaica sobre qual seria o grande mandamento da lei, respondeu de maneira muito objetiva: “amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a sua alma e de todo o seu pensamento” (Mt 22.37). Entenda, portanto, que mesmo vivendo em circunstâncias que não seja o seu desejo, continue amando a Deus. Mantenha a fé, ela não só te sustenta como possibilita suportar as adversidades e as turbulências que certamente te acompanharão na caminhada cristã. Resumindo, viva a vontade do Pai, amém?

Jesus Cristo Filho de Deus os abençoe, sempre!

 

Milton Marques de Oliveira - Pr

Ler 959 vezes Última modificação em Quarta, 26 Setembro 2018 20:35
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Comentários   

+2 # Ana patricia 30-09-2018 10:55
Viver a vontade do Pai é isso mesmo, entender que ele e2soberano e se não estiver nos planos dele, não vai acontecer. A intimidade com Ele só nos faz crescer e entender que tudo, mas tudo mesmo coopera para o bem daqueles que o amam.
Maravilhoso o texto, Marques Pr.
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