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Milton Marques de Oliveira - Comunidade Evangelística Ouvindo o Clamor das Nações
Milton Marques de Oliveira

Milton Marques de Oliveira

Segunda, 14 Outubro 2019 20:38

DESPREZO

DESPREZO

“Aquele que teve misericórdia dele”.(Lc 10.37)

 

Lucas escreveu o terceiro evangelho e também o livro de Atos dos Apóstolos. Em sua narrativa Lucas emprega palavras que não eram comuns aos judeus, ele usa a palavra “advogado” e não escriba, usa “mestre” e não rabino. Isso sugere que seu evangelho não foi dirigido ao povo de Israel, mas aos gregos e de maneira particular foi endereçado a um homem identificado por Teófilo, certamente um conhecido de Lucas que procurava saber mais sobre Cristo (Lc 1.3).

O contexto da passagem acima está dentro da parábola sobre o bom samaritano, na resposta de Jesus aos fariseus sobre quem é o próximo. Essa parábola foi registrada somente por Lucas e não traz os nomes dos personagens, mas evidencia o amor que sai do campo das intenções e entra na prática (Lc 10.30-37).

Embora as pessoas vivam em sociedade, entenda que a definição de quem é o próximo ainda traz muitas dificuldades nos relacionamentos. A cada dia o contexto social impõe regras e normas que levam as pessoas a competirem entre si, olhando para os demais como concorrente em diversos setores da vida em comum. É como se cada homem olhasse para o seu semelhante e enxergasse ali um inimigo em potencial. Pense!

Na parábola do bom samaritano, Jesus aborda o caso de um homem que foi assaltado, acabou ferido e foi atirado à beira do caminho. Por ali passaram um sacerdote e um levita que não se preocuparam em prestar socorro, todavia, na narrativa de Jesus, naquela estrada passou um estrangeiro que sem demora deu a devida atenção ao moribundo. Nas palavras de Jesus, o samaritano prestou ajuda a um judeu (coisa absurda naqueles tempos) e desta forma deixou exemplificado aos fariseus quem agiu certo para com o próximo.

“Aquele que teve misericórdia dele”.(Lc 10.37). Essa foi a resposta dos interlocutores a Jesus sobre quem fez a coisa certa. Perceba que em sua resposta o religioso judeu revelou a sua intolerância e desprezo pelo homem samaritano ao omitir a nacionalidade do benfeitor, ou seja, o verdadeiro próximo da vítima que agonizava. Simplesmente disseram “aquele”, numa clara e nítida demonstração preconceituosa que ainda teimava em ocupar seus corações.

Atente que nas palavras do religioso judeu, ele impessoalizou o ajudador, ou seja, ele esvaziou a identidade e o ato de quem ajudou o homem caído, que embora não seja citado sua nacionalidade provavelmente era judeu. Entenda aqui, a mesma situação que trafega nas sociedades em todos os níveis. Para muita gente é mais fácil desprezar as pessoas que citar seus nomes, é mais fácil inferiorizar o outro que alçar seu nome naquilo que ele faz de relevante. Reflita seriamente sobre isso!

Atente que o religioso judeu teve de reconhecer que tanto o sacerdote como o levita (que na parábola eram seus compatriotas) eram conhecedores da lei e deveriam ser exemplos no cumprimento dela, mas simplesmente a ignoraram. Não transformaram em ação o que sabiam, eram nas palavras de Tiago, meros ouvintes (Tg 1.22). Perceba que toda a verdade que eles conheciam não tinha nenhuma relevância, o conhecimento adquirido até ocupava a mente, mas não preenchia o coração, por isso, assim como muitos religiosos atuais, eles não tinham autoridade espiritual e moral para ensinar aquilo que não cumpriam. Era e continua sendo a hipocrisia em seu estado mais puro. Reflita!

Dentre muitos sentimentos ruins que permeiam o coração do homem, compreenda que o desprezo continua sendo aquele que mais fere e machuca as pessoas. Silencioso, frio e altamente direcionado, o desprezo atinge muita gente, destruindo relacionamentos, desestruturando famílias e até mesmo sendo a causa de depressão em milhares de pessoas. E por vezes, ele pode gerar a vingança, como retaliação.

Saiba que o rei Davi, antes de ser ungido pelo profeta Samuel, foi desprezado pelo pai (1 Sm 16.5-13), pelos irmãos (1 Sm 17.26-29) e mais tarde  até por sua esposa  Mical (2 Sm 6.16). E com o próprio Jesus não foi diferente, quando enfrentou o desprezo de seus compatriotas. “Não é este o carpinteiro, filho de Maria, irmão de Tiago, José, Judas e Simão? E não vivem aqui entre nós suas irmãs? E escandalizavam-se nele" (Mc 6.3). O incrível foi que nem Davi e muito menos Jesus se deixaram levar pelo sentimento de vingança. Noutras palavras, guarde no seu coração que o seu valor não é baseado no que as pessoas falam ou pensam sobre você, mas no que Deus sabe a seu respeito. Estamos combinados?  

Jesus Cristo Filho de Deus os abençoe, sempre!

 

Milton Marques de Oliveira - Pr

Domingo, 13 Outubro 2019 22:54

13/10/2019 - CULTO DE CELEBRAÇÃO A DEUS

Quarta, 09 Outubro 2019 00:07

08/10/2019 - CULTO "FÉ E VIDA"

Segunda, 07 Outubro 2019 09:54

ESCOLHIDO

ESCOLHIDO

“Pelo que tornaram a perguntar ao Senhor: Não veio o homem ainda para cá? E respondeu o Senhor: Eis que se escondeu por entre a bagagem”. (1 Sm 10.22) 

 

O versículo acima está contextualizado na coroação de Saul como escolhido por Deus para ser rei em Israel. Embora Deus tivesse abençoado a nação de Israel, houve um momento na história que o povo israelita optou por ter um rei que os governasse, assim como era nas nações vizinhas. Desta forma Deus orientou o profeta Samuel e Saul foi escolhido rei de Israel (1 Sm 10). Samuel era filho de Elcana e Ana, foi sacerdote, profeta e juiz em Israel e seu livro narra muitas ações dos governos de Israel e Judá. Após sua morte, os historiadores afirmam que a narrativa dos dois volumes teve continuidade por meio dos profetas Natã e Gade (1 Sm 25.1).

Uma brincadeira muito comum entre as crianças é o esconde-esconde. Algumas delas ficam escondidas e outra sai à procura. A primeira criança encontrada é a próxima da lista a sair em procura das demais e a última a ser localizada pode se orgulhar de não ter sido encontrada e assim a brincadeira tem sequencia. Todavia, com o advento das tecnologias, essa brincadeira está em desuso e tende a desaparecer, infelizmente.

Compreenda bem que pela narrativa de Samuel, direcionado por Deus ele se aproximou da família de Matri e nela, chegou a Saul, filho de Quis (1 Sm 10.20-21). Saul havia sido escolhido por Deus para governar sobre Israel, mas naquele momento ele não se fez presente para tomar posse. Assim como a brincadeira das crianças, Saul optou por esconder, todavia, Deus indicou onde ele estava e não houve maneira de esquivar-se do chamado. Foi ungido rei e a partir daí teve início o seu reinado.

 “Para onde me irei do teu espírito, ou para onde fugirei da tua face? Se subir ao céu, lá tu estás; se fizer no inferno a minha cama, eis que tu ali estás também.” (Sl 139.7-8). Aqui são as palavras do salmista Davi dizendo sobre as impossibilidades de se fugir da presença de Deus e incrível, mas foi exatamente isso que Saul quis fazer naquele momento. Ele recebeu uma missão, um chamado de grande importância e responsabilidade e não se sabe os motivos, mas ele tentou se esquivar. Atente que ser rei de Israel era um grande privilégio, primeiro pela unção do próprio Deus que o apontara ao profeta e segundo pela autoridade que o poder emanava em si mesmo. E naquele instante, Saul quis fugir.

Saiba que Saul foi chamado para reinar sobre Israel, mas veja que este mesmo chamado é direcionado hoje a cada pessoa por meio da fé em Jesus Cristo para outro governo. Governar sua família, seus filhos, sua empresa ou seu ministério a serviço do reino de Deus são alguns dos chamados de Deus a tanta gente. E assim como Saul, muitos tentam se esconder desta vocação, mas o incrível, é que mesmo Deus respeitando a escolha de cada um, no tempo certo Deus tocará no coração daquele que foi escolhido. Resumindo, o chamado para fazer o serviço de Deus é certo, esconder da responsabilidade apenas retarda aquilo que será realizado (Ec 3.1). Reflita isso na sua vida!

Em toda a bíblia há diversos personagens que foram chamados para realizar um serviço específico a Deus. Pode-se citar que Moisés foi chamado especialmente para tirar o povo da escravidão do Egito, conduzindo-os para Canaã (Ex 3.10). Josué foi escolhido para liderar o povo de Israel em direção à terra prometida, após morte de Moisés (Js 1.1-2). O próprio Samuel foi escolhido para ser o sacerdote, profeta e juiz de Israel e ungiu Saul e Davi como reis sobre Israel. Lembre-se ainda que Jonas foi chamado para pregar aos ninivitas e, fundamentado na sua ideologia, tentou fugir, escondendo-se num navio e a história todos conhecem (Jn 1.1). No Novo Testamento os apóstolos foram chamados por Jesus para não só estarem ao seu lado como também para serem os primeiros difusores do evangelho da salvação por meio da graça (At 1.8). Paulo foi convocado para levar a mensagem cristã aos gentios, chamado diretamente por Cristo (At 9.1-15). João, o batista, já nasceu com o chamado de precursor de Jesus e para converter os filhos de Israel mostrando quem era o verdadeiro Cristo, preparando o povo para a sua vinda (Lc 1.13-17). Enfim, há muitos exemplos com chamados singulares.

Atente que comum a todos eles está que nenhum recusou o chamado. Todos cumpriram fielmente o propósito que Deus idealizara e todos foram bem sucedidos. Entenda que por meio destes exemplos e pelo chamado de Saul, que hoje todo cristão tem um chamado de Deus, uma função a ser executada e que não pode ser negligenciada. Compreenda, portanto, sobre a importância de não só atender ao chamado, mas em executá-lo com qualidade e excelência. Resumindo: não se pode brincar de esconde-esconde com Deus, ele sempre encontra aquele a quem concede a missão. O escolhido não tem escolha. Reflita nisso!

Jesus Cristo Filho de Deus os abençoe, sempre!

 

Milton Marques de Oliveira - Pr

Segunda, 07 Outubro 2019 09:16

06/10/2019 - CULTO DE CELEBRAÇÃO A DEUS

Domingo, 06 Outubro 2019 00:22

05/10/2019 - CELEBRAÇÃO DA CEIA DO SENHOR

Quarta, 02 Outubro 2019 00:09

01/10/2019 - CULTO "FÉ E VIDA"

Segunda, 30 Setembro 2019 09:11

SUBMISSÃO

SUBMISSÃO

“Mas este filho lhe disse: Não quero ir. Todavia, mais tarde, arrependido, foi” (Mt 21.29)

 

O contexto dessa passagem está na parábola de Jesus abordando a história de dois filhos cujos nomes não são citados. A narrativa mostra uma clara repreensão aos fariseus e príncipes judaicos que momentos antes tinham tentando constranger Jesus (Mt 21.23: 21.28-32).

Mateus era judeu e escreveu seu evangelho apresentando Jesus como o Rei dos Judeus. A história diz que Mateus era publicano, ou seja, ele trabalhava cobrando impostos e tributos de seus compatriotas para o Império Romano e certamente que isso atraía a raiva e ira dos judeus. Mateus foi discípulo de Jesus e atendeu prontamente ao chamado do Mestre sem nenhum questionamento (Mt 9.9). Em sua narrativa ele declarou que Jesus era o Messias que os judeus esperavam e que Cristo cumpriu em si mesmo as profecias messiânicas do Antigo Testamento. Também deixou registrado que Jesus foi chamado de Filho de Davi, maneira essa como alguns judeus o reconheciam (Mt 21.9).

Veja que em muitas situações do cotidiano da vida, as coisas se resumem a duas versões, dois lados ou duas escolhas. Bem e mal, esquerda e direita, luz e trevas, quente e frio e por aí vai numa infinidade de situações onde se vê claramente a existência de dois lados bem distintos e antagônicos.  Pode até haver a terceira ou quarta opção, mas duas irão prevalecer.

É certo que as pessoas vivem e passam por diversas situações, desde os bons e alegres momentos até aqueles considerados como lutas e provações, mas o que mais interessa ao Pai é a obediência do filho, ou seja, quaisquer que sejam as condições vivenciadas pelo cristão, a obediência a Deus deverá ser o objetivo central de sua caminhada. Nesta parábola, pode-se acreditar que aqueles dois filhos, viviam debaixo do mesmo teto, certamente que tiveram a mesma educação, o mesmo tratamento e as mesmas oportunidades, mas ante a solicitação do pai para irem trabalhar, ambos demonstraram comportamentos distintos.

“Não quero ir. Todavia, mais tarde, arrependido, foi” (Mt 21.29). Assim se comportou o primeiro filho. A Bíblia registra diversas situações de arrependimento, mas uma evidência muita clara é que não existe vida com Deus sem arrependimento. Arrependimento não é só reconhecer o erro, mas acima de tudo mudar de mentalidade, mudar de atitude e foi justamente isso que primeiro filho fez. A princípio não se sabe os motivos de ele não querer ir trabalhar, mas ficou claro que mudou radicalmente de ideia e obedeceu ao pedido do Pai, ou seja, ele foi submisso á vontade do pai.

Vou, depois não foi(Mt 21.30). Diferente do primeiro filho, este aceitou a solicitação do pai e certamente criou uma falsa expectativa em seu pai, uma falta certeza de atendimento, todavia, depois ele não foi trabalhar e ficou claro a insubmissão. Veja que posicionamento igual a este segundo filho existem aos milhares pelo mundo afora. É muita gente que da boca para fora, são ótimos para prometer e dar expectativas positivas, mas são péssimos para cumprir o estabelecido, ou seja, são pessoas que possuem a mente cauterizada para não obedecer. É como se houvesse uma filial da desobediência em seus corações. Reflita!

Por que me chamais Senhor, Senhor, e não fazeis o que vos mando?” (Lc 6.46). Essas são as palavras de Jesus, ensinando sobre a importância do homem em construir sua casa sobre bons fundamentos. Mais adiante esta mesma parábola diz que houve uma tempestade e a casa que não foi construída sobre a rocha caiu. Perceba nessa narrativa a dificuldade das pessoas em praticarem a obediência a Deus. É certo que tudo na vida é questão de escolha, todavia, dentro do cristianismo, não se trata de chamar Deus como Senhor e não se render ao seu governo.

Veja nos dias atuais que muitos se assemelham ao segundo filho, enganando e se deixando enganar quando, de maneira insensata, praticam a desobedência a Deus e teimam em levar uma vida que os afastam para longe do Pai. Ao decidir seguir Jesus, independente das situações, saiba que a obediência e a submissão faz parte do chamado. Traga a sua memória que a desobediência para Saul custou o trono, para Sansão custou os olhos da cara e para o rei Davi, ela custou o filho. Reflita seriamente sobre isso!

Resumindo: atente que  as pessoas podem enganar umas as outras por algum tempo, entretanto, isso não funciona com Deus. Ele vê não somente os pensamentos e a ação da desobediência, mas também os motivos por trás de cada ação (Hb 4.13). Portanto, entenda que obedecer a Deus é se submeter ao seu senhorio, amém?

Jesus Cristo Filho de Deus os abençoe, sempre!

 

Milton Marques de Oliveira - Pr

 

Terça, 24 Setembro 2019 23:50

24/09/2019 - CULTO "FÉ E VIDA"

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