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Milton Marques de Oliveira - Comunidade Evangelística Ouvindo o Clamor das Nações
Milton Marques de Oliveira

Milton Marques de Oliveira

Domingo, 24 Outubro 2021 16:13

GADO

GADO

“O boi conhece o seu possuidor, e o asno, o estábulo do seu dono; mas Israel não conhece nada, e meu povo não tem entendimento.” (Is 1.3)

O livro de Isaías foi escrito pelo profeta de mesmo nome. Dentre os mensageiros de Deus do Antigo Testamento, certamente que Isaías foi quem mais atuou e quem mais profetizou. Seu ministério de atuação foi exercido durante quatro reinados de Judá, quando os reis Uzias, Jotão, Acaz e Ezequias governaram a nação judaica. Suas mensagens advertiram tanto o povo judeu como outras nações, instruindo-as para que mudassem seus comportamentos, se arrependessem de suas transgressões e assim, se livrassem da justa retribuição de Deus pelos atos praticados (Is 22.11-18). Isaías também profetizou sobre as consequências da idolatria e da desobediência que a nação judaica responderia, o que  realmente veio a ocorrer anos mais tarde. Noutro giro, ele também anunciou a restauração do povo Israelita (Is 49.1-17).

O contexto dessa passagem marca o início do livro, fazendo uma analogia entre um animal e seu tutor e o povo de Israel com Deus. Comparativamente Isaías descreve que o animal conhece o seu dono e seu estábulo, enquanto a nação israelita não dava o devido valor a Deus (Is 1.2-8).

Algo bastante difundido nos dias atuais por meio de vídeos é a relação amorosa de muitos animais com seus respectivos donos. Grandes ou pequenos animais, todos demonstram não só conhecer seus tutores como fazem questão de evidenciar isso por meio de pulos, correrias, sons e algazarras. É a exteriorização de um amor puro, verdadeiro e que pela intensidade chega mesmo a ser constrangedor, principalmente quando a recíproca não é verdadeira. Reflita!

De forma comparativa, o profeta Isaías demonstrou em poucas palavras uma característica marcante do povo de Israel: a ingratidão. A bem da verdade a ingratidão se tornou um traço importante que preencheu os corações de todas as gerações, do pequeno ao maior, todos os israelitas se mostraram ingratos a Deus. Considere inicialmente que o povo Hebreu foi resgatado da escravidão no Egito, peregrinaram no deserto sendo alimentados de maneira sobrenatural, se fartaram de água, foram guiados em todo o percurso e passaram a seco o Rio Jordão, entretanto, aquela geração israelita não reconhecia que o mesmo Deus que realizara maravilhas, continuava a sustentá-los já nas terras da herança. Foi neste contexto que o profeta Isaías confrontou seus compatriotas como forma de balançar as estruturas espirituais do povo, e assim, trazê-los á uma realidade que eles não podiam ignorar.

A ingratidão existe em todos os ambientes, aliás, ninguém escapa de um dia se ver no meio de uma situação onde a palavra ingratidão reinou soberanamente. Tem sido comum ver pessoas frustradas porque alguém que ela ajudou e/ou acolheu em épocas de choro e dor, um belo dia não reconheceu essa ajuda e nem este acolhimento. Muito embora gestos de agradecimento ainda são vistos mundo afora, é de se reconhecer que essa prática tem sido ignorada, inclusive no meio cristão. É como se a pessoa não entendesse e nem desse valor ao favor recebido.

Isaías mostra a ingratidão como uma particularidade gritante do povo Israel, e faz uso de um animal que era comum naquela sociedade. Para Isaías, era inconcebível que o povo não reconhecesse Deus e suas obras, enquanto um simples animal irracional fazia isso com maestria. Ou seja, um animal bruto, destituído de razão e de consciência conseguia ser melhor que seus compatriotas, pois evidenciava obediência e submissão ao seu proprietário e conhecia sua moradia, enquanto o povo de Deus, conscientemente não reconhecia o Deus de seus antepassados (Ex 3.6).

Entenda bem que passados mais de dois mil anos e longe da geografia da Palestina, pode-se dizer hoje que nada mudou, porquanto o sentimento de ingratidão das pessoas em relação a Cristo continua na mesma intensidade, se não maior. Raras as pessoas que reconhecem Jesus como aquele que voluntariamente enfrentou a cruz, venceu a morte, ressuscitou e vivo está. Hoje se percebe que a ingratidão abriu uma filial em muitos corações e se mantém firme e atuante, caminhando a passos largos para conquistar mais clientes.

Incrível, mas gente de todas as idades e de todas as classes sociais, cristãs ou não, quando se veem em dificuldades, o primeiro nome que lhes chega à mente é Jesus Cristo. E de forma também incrível, Cristo tem abençoado indistintamente, tem curado, tem transformado vidas e dado direção a muitos, todavia, parece que tudo isso tem sido insuficiente, tal a enorme quantidade de pessoas ingratas que recebem suas bênçãos e depois não reconhecem Jesus como aquele que os curou, os resgatou do mundo da escravidão do pecado e lhes deu vida nova. Reflita!

Resumindo: A comparação continua sendo válida, os animais continuam reconhecendo seus donos, mas muitas pessoas ainda tem grandes dificuldades em reconhecer Cristo em suas vidas. Pense nisso!  Forte abraço.

Jesus Cristo Filho de Deus os abençoe, sempre!

 

Milton Marques de Oliveira - Pr

Segunda, 18 Outubro 2021 09:07

JUSTIÇA

JUSTIÇA

“…pois qual é a parte dos que desceram à batalha, tal será também a parte dos que ficaram com a bagagem; receberão partes iguais”.  (1 Sm 30.24)

 

Samuel, filho da ex-estéril Ana, foi juiz, profeta e sacerdote em Israel e conforme os estudiosos, são de sua autoria grande parte dos dois volumes que levam o seu nome (1 e 2 Samuel). O primeiro livro de Samuel traz as ações do governos de Saul e Davi e faz a ponte ligando o período histórico que Israel não teve rei com o reinado de Saul e posteriormente com o reinado de Davi.

Contextualizando a narrativa, veja que Davi e seus guerreiros saíram em perseguição a um grupo de amalequitas que queimaram a cidade filisteia de Ziclague e levaram todos seus moradores como escravos, inclusive as mulheres de Davi e as esposas de seus soldados. Houve perseguição, luta campal e Davi saiu vencedor. Outras particularidades também aconteceram nessa história, mas resumidamente esse foi o resultado (1 Sm 30).

Veja que ter raiva, guardar rancor e prometer retaliações é um sentimento que está dentro do coração do homem, afinal, desde os primórdios da humanidade, Deus observou que a maldade do homem se multiplicara sobre a terra e que toda imaginação dos pensamentos do coração humano era má continuamente, ou seja, todos os dias o homem luta contra si mesmo para não fazer o que é mau aos olhos de Deus (Gn 6.5; Rm 7.18).

O texto diz que Davi tinha cerca de seiscentos homens prontos para a guerra e quando retornaram à cidade de Ziclague onde moravam, viram que a cidade fora queimada e suas famílias foram levadas como escravas (1 Sm 30.1). Emocionalmente abalados todos eles quiseram apedrejar Davi, culpando-o pela situação (1 Sm 30.6). Pode-se imaginar que se não fosse pela misericórdia de Deus Davi teria sido morto pelos seus amigos, todavia, após serenados os ânimos, Davi e os seiscentos saíram ao encalço dos inimigos. Desses, duzentos homens não prosseguiram na perseguição alegando cansaço e ficaram no meio do caminho, vigiando as bagagens. Com quatrocentos homens, Davi os derrotou e quando voltaram, houve discussão entre os soldados sobre a divisão dos despojos de guerra.

Na visão dos quatrocentos homens, os amigos que não foram à luta, não eram merecedores e não teriam nenhum direito sobre os despojos  (1 Sm 30.22). A narrativa de Samuel mostra que Davi interviu na contenda e determinou que os despojos fossem distribuídos de maneira igualitária (1 Sm 30.24).  Tanto para quem foi como para quem ficou guardando e protegendo a bagagem, aliás, lembre-se: quem foi à guerra se viu livre de pesos e cargas desnecessários que ficaram para trás. Pense um pouco!

Entenda bem que a narrativa da história mostra um desajuste do ser humano que muitas das vezes não consegue olhar para seus amigos e irmãos com olhos de bondade, compaixão e igualdade. É de se imaginar que quando quiseram apedrejar Davi, todos aqueles soldados tinham o mesmo pensamento, todos estavam sentindo na própria pele o peso de perder suas mulheres, filhos e filhas e quando saíram para perseguir os inimigos, todos também tinham o mesmo ideal, entretanto, bastou um evento inesperado - cansaço -, para que brotasse o perverso sentimento da desconsideração. Para aqueles que nutriam o desejo de não repartir o resultado da guerra, os amigos de outrora não tinham nenhum valor. Ou seja, eles serviram enquanto eram úteis, mas sem utilidade não eram mais merecedores. Reflita sobre o valor da utilidade em dias de hoje!

Entenda bem que vivemos numa sociedade que á cada dia valoriza o mérito, se faz, tem valor e se não faz, não recebe. Com memória curta o homem não consegue trazer às suas lembranças o quanto alguém lhe foi útil num passado recente e sem essa lembrança, é fácil praticar o abandono e o descarte. Ao decidirem não repartir os despojos, aqueles soldados não levaram em consideração que seus amigos em épocas passadas lutaram juntos, é provável que um tenha defendido e/ou até ajudado o outro nas batalhas, mas ali naquele momento, essas atuações do passado não tinham mais nenhum valor, o que que valia era o mérito do tempo presente. Pasmem!

O texto afirma que Davi interviu e mostrou aos soldados que a meritocracia é totalmente diferente da reta justiça e, mesmo lá no Antigo Testamento, se percebe que no Reino de Deus, a aplicação da reta justiça não acontece por meio do merecimento, mas por meio do amor, amor originário em Deus. Reflita!

Jesus deixou claro na parábola dos trabalhadores da vinha que a aplicação da justiça também se diferencia do mérito. Na parábola, o dono da vinha paga a mesma diária tanto para quem começou o trabalho nas primeiras horas do dia como para o trabalhador que chegou quase ao findar do tarefa. Isso é justiça, muito embora não tenha agradado àqueles que começaram o trabalho mais cedo e só enxergavam o caso debaixo de sua ótica (Mt 20.1-16)

Compreenda que mesmo em épocas diferentes, tanto Davi como o ensino de Jesus mostram  que a justiça do reino de  Deus não é fundamentada no mérito, mas na igualdade de tratamento, na  graça, na misericórdia e na justiça com amor. Saiba que Jesus morreu na cruz para salvar a todos, e indistintamente, ninguém não merecia, ninguém tinha mérito algum para ser perdoado, mas por meio da graça, o sacrifício e a salvação veio para todos. Tanto para quem fez mais no reino quanto para quem chegou agora e não teve tempo para realizar mais. Você entende isso? Grande abraço.

Jesus Cristo Filho de Deus os abençoe, sempre!

 

Milton  Marques de Oliveira - Pr

Segunda, 11 Outubro 2021 09:44

PROMOTOR

PROMOTOR

“Eu sou de Paulo”, “Eu sou de Apolo”, “Eu sou de Cefas”, “Eu sou de Cristo.” (1 Co 1.12)

Após a sua conversão o apóstolo Paulo escreveu trezes cartas à diferentes destinatários. Não existem nenhumas dúvidas que depois de Cristo ele foi o maior doutrinador do cristianismo, orientando, ensinando e advertindo os cristãos sobre diferentes temas, sempre guiado pelo poder do Espírito Santo. Aos irmãos da comunidade cristã que estavam na cidade de Corinto, ele escreveu duas cartas em um curto intervalo de tempo.

Contextualizando o versículo acima, tem-se que na recém estabelecida igreja de Corinto, havia sido detectado uma divisão entre os seus membros, onde opiniões distintas e citações preferenciais de líderes pelos integrantes estavam causando problemas de relacionamentos, o que deu ocasião a Paulo para dirimir a questão (1 Co 1.10-17).

Em todos os contextos de agrupamento de pessoas é comum que uns e outros se sobressaem, seja na firme posição de seus argumentos, seja na facilidade de interagir com os demais e seja, logicamente na forte influência exercida. Em grupos de pessoas é difícil que isso não ocorra, até porque o homem sempre nutriu o desejo de influenciar outros homens com a força física e com seus conhecimentos.

Não se sabe exatamente o número de pessoas que integravam a comunidade cristã em Corinto, mas inobstante a sua quantidade, era visível que eles estavam divididos. Veja que aquela comunidade tinha problemas com divisões (1 Co 1.10), enfrentava problemas morais (1 Co 5.1) e apresentava grandes dificuldades com as doutrinas essenciais da fé cristã como a ressurreição (1 Co 15.12). Era nítido que uns tinham preferências por Apolo, outros por Pedro, uns pelo próprio apóstolo Paulo e havia uma parte da igreja que sabiamente decidiu por Jesus. Naquela ocasião, ao optarem por nominar suas preferências pessoais, na verdade eles estavam simplesmente dando vazão ás paixões humanas, afirmando com convicção que se sentiam melhores e superiores aos que não comungavam com suas escolhas e/ou opções. Resumindo: o maldito orgulho havia entrado naqueles corações e ali abriu uma filial. Pense!

Perceba que para uma igreja relativamente nova, era mesmo um problema desafiador que houvesse divisão que causasse a separação e rompimento de seus integrantes e era justamente nisso que estava a preocupação de Paulo, pois quando as divisões se acentuassem e criassem raízes, era bem provável que aquela comunidade implodiria e isso não bom para ninguém, aliás, era ótimo somente para o diabo.

Atente que em todos os agrupamentos, desde os grupos de animais, passando por equipes esportivas, por grupos de trabalho, por grupos escolares e departamentos internos de igreja, a divisão nunca foi sinônimo de sucesso e tampouco de vitória. O trabalho em equipe, com uma liderança única e voltada a atingir os objetivos tem sido tema de sucesso em todos os tempos, portando, séculos atrás, Paulo já vislumbrava o perigo quando aqueles irmãos adotaram escolhas e decidiriam por suas preferências sem se importar com os impactos coletivos que ela causaria.

Em tempos onde a própria sociedade impõe um sistema de extrema competição em todos os ambientes, o que se percebe é que muita gente gosta de se associar á determinada marca, á determinada pessoa e assim, fortalecer sua identidade, menosprezando os que pensam diferente. Isso é temerário, pois é assim que surgem as desavenças, as confusões, os desencontros e tantas outras situações desagradáveis, uma vez que os que desalinhados ao pensamento dominante são vistos como inferiores. Noutras palavras, sem se darem conta do estrago, muitos estão afastando pessoas de Cristo quando promovem e alardeiam suas opções, quando na verdade, deveriam ser promotores da mensagem do mesmo Jesus que deixou claro que a todos os que cressem em seu nome, deu-lhes o direito de serem filhos de Deus (Jo 1.12). Ou seja, irmãos uns dos outros. Reflita nisso!

Em tempos de extrema competição, considere sempre a importância de ser um facilitador, de ser um promotor da paz e da unidade, que seja na família, na empresa e principalmente na igreja, zelando pela mesma unidade que Cristo tanto anunciou e que Paulo também não deixou de mencionar, afinal somos todos parte de um grande corpo  cujo cabeça é o próprio Cristo (Jo 17.20-21: 1 Co 12.27). Certamente que o desafio atual tem sido enfrentar posicionamentos divergentes, todavia, sabiamente Paulo não citou a doença dos que levantavam a bandeira da divisão, mas ergueu a bandeira da paz de Cristo, afirmando que quem morreu por todos, foi Jesus e não os nomes que eles haviam escolhidos (1 Co 1.13). Lembre-se disso!

Compreenda bem que a cruz de Jesus nivelou todos os homens, sem partidarismo, ou seja, na cruz Jesus rompeu com todo e qualquer sentimento de separação entre os homens e trouxe a unidade. Guarde isso: na cruz somos todos pecadores, mas unidos, justificados, remidos e salvos pelo mesmo sangue, o sangue de Cristo, amém?  Grande abraço.

Jesus Cristo Filho de Deus os abençoe, sempre!

 

Milton Marques de Oliveira - Pr

Segunda, 04 Outubro 2021 11:33

VERGONHA

VERGONHA

 “Mas como entoaremos o cântico do Senhor em terra estrangeira?” (Sl 137.4)

 

O livro dos salmos possui cerca de 150 poemas de diversos autores, mas a grande maioria foi escrita pelo rei Davi. Segundo os historiadores, o livro de Salmos abrange um período de aproximados mil anos e seus poemas retratam o momento em que cada autor vivenciou. Assim, tem-se salmos que exaltam a Deus, outros mostram a confiança no Senhor, tem àqueles que glorificam, que louvam e que adoram o Deus de Israel e tantos outros mais. Enfim, todos eles apontam para um Deus que não falha e que nas alegrias e/ou nas angústias de seu povo, se mostrou presente. Creia nisso!

O salmo 137 retrata a dura vida dos judeus na Babilônia e a passagem acima mostra a resposta do povo de Israel à uma pergunta dos caldeus. Longe de suas terras e vivendo como deportados, os judeus se viram num país distante, com uma cultura totalmente avessa à sua e ainda eram instados a cantarem uma canção de Sião, sua terra natal.

Perceba que como em tudo na vida, as pessoas possuem momentos de extrema felicidade e nesta ocasião, elas dançam e entoam canções demostrando sua alegria. Todavia, não é fácil cantar com entusiasmo quando a dor bate à porta da casa ou quando em tempos de choro, calamidades ou quando a enfermidade chega na família. Também não é fácil cantar durante o luto ou quando chegam as más notícias. Enfim, é difícil cantar quando o mundo parece desabar.

Compreenda que Deus criou o homem e deu a este mesmo homem, inteligência e sabedoria para criar muitas coisas. Inteligente, o homem criou medicamentos, fez foguetes e viajou ao espaço, construiu pontes e estradas, fez grandes navios e inovou diminuindo a distância entre as pessoas criando os aparelhos celulares e milhares de aplicativos que melhoram substancialmente a vida humana. Todavia, Deus colocou limites no homem, de forma que ele não sabe os motivos e nem os porquês dos eventos que acontecem em sua história. Nesse sentido, o desafio é enxergar a história e os acontecimentos não pela ótima humana, mas pela ótica do próprio Deus.

“Pois aqueles que nos levaram cativos nos pediam canções..”(Sl 137.3). Atente que os caldeus pediram aos judeus que cantassem e eles foram incapazes de soltar a voz testemunhando a grandeza de Deus. Tiveram excelentes oportunidades até porque a iniciativa de escutar as canções partiu dos caldeus, mas os judeus não fizeram nada disso, se emudeceram e até os instrumentos musicais que eram utilizados nos louvores, foram pendurados nas árvores (Sl 137.2). Noutras palavras, Deus deixou de ser anunciado porque aqueles que poderiam fazê-lo se sentiram incapacitados por estarem longe de suas terras. Pasmem!

Traga essa narrativa para os dias de hoje e compreenda que dos problemas, das crises e das dificuldades ninguém escapa mesmo. Pode haver variação de intensidade (mais ou menos) e de períodos (curtos ou longos), mas as lutas são inerentes à vida humana. É neste contexto, que com pandemia, com restrições de deslocamento e com toda sorte de aflições, o louvor e exaltação a Deus não pode sofrer paralisia. Noutras palavras, independente das circunstâncias que o crente estiver vivendo, Deus deve sim ser glorificado, exaltado e anunciado. Reflita!

Lucas deixou registrado que os apóstolos Paulo e Silas foram literalmente jogados numa prisão por obedecerem a Cristo e lá, num ambiente caótico e hostil, eles tiveram forças e entoaram hinos de louvor a Deus e todos os demais presos escutaram (At 16.25). O texto diz que o carcereiro e sua família foram salvos por meio dos louvores de dois presos que haviam sido espancados por amor a Cristo. Ou seja, a adoração deles dentro da  cadeia mudou a vida do carcereiro que ia se matar (At 16.30).

Compare e veja que tantos os judeus na Babilônia como Paulo e Silas estavam em situações difíceis. Os judeus por desobedecerem a Deus e os apóstolos por obedecerem, todavia, no calor dos fatos as respostas de cada apenas mostraram o grau de relacionamento com Deus. Enquanto os judeu se calaram e Paulo e Silas abriram suas bocas e louvaram a Deus. O resultado foi que os caldeus em tese, deixaram de conhecer o Deus de Israel, mas noutro lado, uma família foi salva justamente porque ouviram dois presos exaltarem o nome de Deus por meio de louvores. Compare!

Portanto, diante de lutas, das aflições, não se envergonhe e nem se cale. As dificuldades podem ser a melhor motivação para você abrir sua boa e anunciar a graça salvadora de Deus (Sl 119.71). Hoje muitos ditos cristãos se envergonham de anunciar Jesus, mas possuem coragem o bastante para anunciarem nas redes sociais vídeos que falam de traições, de sofrência, de infidelidade e tantas outras perversidades. Lembre-se: na cruz esteve a maior motivação para exaltar o nome de Jesus Cristo. Afinal de contas o sacrifício dele foi por você e foi por amor. Compreendes isso? Forte abraço.

Jesus Cristo Filho de Deus os abençoe, sempre!

 

Milton Marques de Oliveira - Pr

Domingo, 03 Outubro 2021 23:39

03/10/2021 - CULTO DE ADORAÇÃO A DEUS

Sábado, 02 Outubro 2021 23:24

02/10/2021 - CELEBRAÇÃO DA CEIA DO SENHOR

Terça, 28 Setembro 2021 23:40

28/09/2021 - CULTO "FÉ E VIDA"

Segunda, 27 Setembro 2021 13:41

PROPOSTA

PROPOSTA

 “E eis que no mesmo dia iam dois deles para uma aldeia, que distava de Jerusalém sessenta estádios, cujo nome era Emaús.” (Lc 24.13)

 

Lucas era um médico grego que viveu na cidade de Antioquia, na região geográfica da Síria. Não foi discípulo de Jesus, todavia, esteve bem próximos deles, reunindo informações que deram origem ao seu evangelho (Lc 1.1-4). Era amigo do apóstolo Paulo com quem esteve acompanhando as viagens missionárias, ocasião em que fez um diário dos principais eventos vindo a escrever o livro de Atos dos Apóstolos.

Depois da crucificação, morte e ressureição de Jesus, alguns de seus discípulos tomaram a decisão de voltarem para suas atividades anteriores. Foi com este pensamento, por exemplo, que Pedro e outros seis companheiros foram pescar e contextualizando a passagem acima, tem-se que dois discípulos resolveram voltar para Emaús, cidade que ficava pertinho de Jerusalém (Jo 21.3-11 e Lc 24.13-32).

Observe que desde cedo as pessoas planejam algo para suas vidas. Jovens e adolescentes fazem projetos dos cursos que querem graduar na faculdade e projetam a vida depois de formados. Adultos projetam as casas de moradia, casamentos, viagens, negócios e uma infinidade de eventos. Enfim, entrar nas execuções de projetos está no cerne da vida humana. Pense!

Neste contexto perceba que tem sido comum encontrar pessoas que abraçaram determinados projetos e neles entraram com muito ânimo e coragem, todavia, depois de certo tempo, se acharam desanimadas porque na visão delas a proposta para o projeto não tinha mais sentido devido a um acontecimento inesperado. Ainda no entendimento dessas pessoas, elas investiram tempo, dinheiro e seus talentos, mas no meio da execução do que foi proposto, enxergaram que não fazia mais sentido. O projeto que elas abraçaram simplesmente evaporou, se desintegrou no ar e elas perderam a esperança.

Veja que a narrativa de Lucas mostra que dois discípulos de Jesus deliberaram em voltar para suas casas logo após a morte de Jesus. É bem certo que em algum momento da vida desses dois homens, Jesus os inspirou por meio de um milagre que eles presenciaram ou foram inspirados por meio dos ensinamentos do Mestre ou mesmo por terem recebido uma benção. Provavelmente, eles renunciaram suas casas, seus familiares, seus amigos, suas terras, seus animais e seus negócios na cidade de Emaús para abraçarem a proposta do projeto do reino de Deus, do Messias que viria para libertar Israel. Ou seja, em algum momento, esses dois homens renunciaram seus projetos particulares para entrar no projeto do reino que Jesus anunciava.

O texto de Lucas diz que eles esperavam que Jesus fosse quem havia de redimir a Israel, entretanto, com a crucificação de Jesus eles simplesmente perderam a esperança e abandonaram o projeto que outrora tinha sido motivador (Lc 24.21). Pode-se dizer que o evento da crucificação e morte de Jesus, fez com que eles desacreditassem em tudo o que o mesmo Jesus havia ensinado. Noutras palavras, a cruz, projeto de Deus para salvar a humanidade se mostrou como revés para os projetos do reino de Deus para essa dupla. Pasmem!

Entenda a semelhança dessa passagem com os dias atuais. Hoje, em algum momento de suas vidas muitas pessoas também creram em Jesus e convertidos, passaram a caminhar debaixo de projeto de vida eterna, de uma esperança de vida transformada pela graça de Deus, todavia, bastou tão somente um desacerto na jornada, um revés ou um evento inesperado na caminhada para que essas mesmas pessoas desanimassem. Por causa de uma crise ou uma luta na caminhada cristã, elas entraram em pane, se revoltaram, voltaram para as práticas mundanas e desistiram do sonho de uma vida que outrora lhes fora inspirador, a ponto de fazê-las renunciar à vida particular. Reflita!

Considere que dentro da jornada cristã existem centenas de milhares de pessoas desanimadas, sem esperança e que perderam a visão por que em determinado tempo de sua existência, houve um fato que os afastou da presença de Jesus. Para essas pessoas, infelizmente, as incertezas e as dúvidas da vida foram mais fortes que as promessas de Deus. Elas foram vencidas pelo desânimo e pelos eventos circunstanciais da vida.

Hoje tem sido comum ver homens e mulheres desistindo de seus projetos devido acontecimentos que surgiram e que eles não conseguiram superar, seja por fraqueza, seja pela falta de perseverança ou pela falta de conhecimento da palavra (Lc 24.27). O certo é que se deixaram levar pelas adversidades e não acreditaram no projeto que outrora os inspirou e motivou a seguirem a Cristo. Isso acontece com aqueles que acreditaram em Jesus e depois se afastaram, todavia, compreenda que se no meio das dúvidas e  das decepções essas pessoas olhassem para as promessas de Deus com relação à vida eterna e/ou mudança de vida, ou se no meio das incertezas, elas olhassem a misericórdia e o perdão de Deus, é bem certo que muita gente deixaria de desistir, pois seriam capazes de processar e entender sobre a proposta de reconciliação envolvendo o grande e incondicional amor de Deus por cada um. Reflita!

Atente, porém, que muito embora aqueles dois tenham abandonado o projeto de uma vida eterna diante de um revés, veja que eles foram alcançados por Cristo que, caminhando com eles, reacendeu a chama que tinha se apagado em seus corações (Lc 24.15;32). Noutras palavras, a presença de Jesus fez que com eles retornassem à Jerusalém (de onde não deveriam ter saído), a presença de Jesus deu uma injeção de ânimo e uma nova realidade brotou em seus corações. Portanto, aceite a companhia de Jesus em sua vida e não permita que os revezes da vida te cubram de dúvidas e incertezas, pois independente de eventuais imprevistos que são comuns a todos, a vida cristã se fundamenta pela fé e pela constância na caminhada, afinal, a presença de Jesus não só ativa a esperança, como restaura a nossa comunhão com ELE, amém? Um grande abraço.

Jesus Cristo Filho de Deus os abençoe, sempre!

 

Milton Marques de Oliveira - Pr

Segunda, 20 Setembro 2021 09:04

COMANDO

COMANDO

E, viajando por toda a região da Frígia e da Galácia, Paulo e seus companheiros de ministério foram impedidos pelo Espírito Santo de pregar a Palavra na província da Ásia.” (At 16.6).

 

O Livro de Atos dos Apóstolos apresenta de maneira resumida o relato da expansão da igreja depois da morte e ressureição de Jesus. A narrativa de  Lucas tem nos discípulos Pedro e Paulo quase que a totalidade dos eventos que levaram à formação da igreja no mundo de então. Veja que Lucas não foi discípulo de Jesus não era Judeu e segundo os historiadores, ele era grego e morador de Antioquia na Síria. Tinha a medicina como atividade laboral e esteve acompanhando o apóstolo Paulo em diversas ocasiões, registrando e anunciando a salvação por meio da graça e do amor de Deus (Atos 16.6-11).

Enquanto esteve afastado de Jesus, sem ainda conhecer o Messias, o apóstolo Paulo era dono de sua agenda, ou seja, sua vida era comandada por sua vontade. Ia para onde desejava, tinha plena liberdade de fazer suas escolhas e tomar suas decisões, todavia, depois de sua conversão, ele passou a ser governado pelo Espírito Santo de Deus. Jesus assumiu o comando! ( At 16.6-10).

Perceba que hierarquia e disciplina são princípios que constituem a base não só das organizações militares, mas também de grandes corporações que encontram nesses dois princípios a fundamentação para o alcance do sucesso, ou do fracasso caso estes princípios sejam desconsiderados. Atente que enquanto a hierarquia é demonstrada no acatamento da autoridade, a disciplina impõe a observância de normas e regras que devem ser executadas fielmente. Ou seja, as duas caminham juntas, de mãos dadas.

É fácil observar que o ministério do apóstolo Paulo foi marcado por muitos eventos, muitos compromissos e diversos deslocamentos. Lucas deixou registrado que Paulo estava sempre realizando alguma coisas, ora ensinando, ora escrevendo cartas às igrejas, ora plantando igrejas e, logicamente tudo isso era realizado por meio de planos que estabeleciam as rotas de visitas ás cidades.

O texto de Lucas mostra que o plano deles era viajarem para a Ásia, todavia, o Espírito Santo não permitiu (At 16.6). Ali mesmo eles reformularam os planos e desejaram ir para a cidade de Bitínia, mas novamente o Espírito Santo interviu e não permitiu que essa viagem se realizasse. O planejamento pessoal ficou para trás e eles, obedientes ao governo e autoridade do Espírito Santo acataram a nova direção e tomaram rumo a Macedônia. Era naquela região que Deus queria que eles estivessem anunciando o seu amor e foi onde Deus fez grandes coisas, convertendo corações e salvando almas (At 16.14-31). Noutras palavras, o projeto de expansão era conforme os planos de Deus e não conforme o desejo de Paulo que desejava ir para outra região e, com um detalhe: mesmo sendo chamado por Deus no momento de sua conversão, não poderia ele atrapalhar os projetos divinos. Afinal de contas, a exclusividade da obra de Deus em estabelecer igrejas era e continua sendo dele próprio (Mt.16.18). Guarde isso!

Considere que Deus criou o homem e o dotou de inteligência para realizar muitas tarefas, inclusive a de pensar estrategicamente de forma ter bons resultados em seus projetos, e desde sua conversão Paulo estava anunciando Jesus por onde passava. Estava completamente envolvido na missão de mostrar que outrora estivera afastado de Deus e agora afirmava a todos que Jesus era o Cristo e que a salvação por meio da graça e misericórdia de Deus era algo tão real que, ele próprio, era uma carta viva dessa mudança (2 Co 3.2). Reflita!

Saiba que dentro da achologia humana,  nem sempre o homem está ouvindo o que Deus tem para lhe dizer e prossegue tocando sua existência à sua maneira. Isso fica evidenciado quando a vida de muitas pessoas são conduzidas aos trancos e barrancos, ocasionando perdas e trazendo dores e sofrimentos. Ao impedir que Paulo fosse para a região da Ásia, era certo que lá eles poderiam ter problemas que não sabiam, afinal Deus, dentro de sua onisciência tem conhecimento das coisas que virão. Dentro da inteligência humana, cabe ao homem planejar, escrever, avaliar e calcular todas  as possibilidades que estão à sua frente, analisando os prós e contras, mas deixando o comando da sua vida para Deus, aliás, já dizia o profeta Jeremias que não cabe ao homem determinar o seu caminho, nem aquele que caminha, o de dirigir os seus passos. (Jr 10.23).

Dentre as doutrinas bíblicas, certamente que a soberania de Deus é a mais confrontada pelo homem, justamente pela sua abrangência. Em diversas ocasiões Deus simplesmente atravessou a história para corrigir rumos, ajustar rotas e dar destino diferente daquele que o homem se propôs a fazer (Gn 11.1-9). A história de Jó é um exemplo de aceitação da soberania divina quando ele próprio reconheceu que nenhum dos projetos que Deus idealizou poderiam ser impedidos (Jó 42.2). Finalizando, entenda que  Deus governa todas as coisas, afinal, se não governasse, não seria Deus. Nesse contexto, creia que Deus é absolutamente soberano para fazer o que deseja, como deseja e quando deseja. Tem poderes para cumprir e/ou determinar cumprir os seus propósitos e ao homem, cabe tão somente ser ou não um instrumento em suas mãos. Compreenda isso, descansa o seu coração e viva feliz sob o comando de Jesus Cristo. Grande abraço.

Jesus Cristo Filho de Deus os abençoe, sempre!

 

Milton Marques de Oliveira - Pr

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