Domingo, 19 Maio 2024 15:13

GUERRAS

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GUERRAS

 

“Ergue-te, pois..” (Gn 21.18)

 

Gêneses é o primeiro livro da Bíblia e foi escrito pelo profeta Moisés. O livro traz o registro da criação de todas as coisas. Nele tem-se a criação da terra, das águas, dos animais e das florestas e também da coroa da criação divina: o homem. Gêneses apresenta ainda as grandes histórias de Abraão, de Jacó, de Isaque e de José, grandes patriarcas da fé cristã. Ainda no livro é registrado a progressiva revelação de Deus ao homem, porquanto pecador e distanciado de seu criador.

A narrativa apresenta a história de uma mulher de nome Hagar, de origem egípcia que era escrava de Abraão. O texto diz que Hagar se foi envolvida numa disputa doméstica e foi expulsa de onde morava, levando seu filho Ismael (Gn 21.9-18).

Para o cristão, a palavra guerra é bastante conhecida. As guerras se apresentam na vida do crente como uma dura realidade espiritual, como as crises, as lutas, as privações, as separações e tantas outras situações de confronto. Existem pessoas que entram nos guerras da vida por opção, por escolhas equivocadas depois de envolverem-se em brigas, pelo uso de drogas e/ou pelas amizades e parcerias erradas. Enfim, para estes as guerras chegaram de forma deliberada. Mas a palavra guerra tem sido também sinônimo de solidão e humilhação, e nesse sentido muita gente até acha que Deus sumiu, diante de tantas aflições que nunca terminam.

A narrativa de Moisés evidencia que a serva Hagar possuía uma vida confortável  junto aos seus senhores. Tinha moradia, alimentação e vivia tranquilamente. Essa calmaria foi rompida quando Sara, esposa de Abraão teve uma ideia infeliz (deu Hagar a Abraão e ela engravidou). E rapidamente a vida que outrora era tranquila e pacata se transformou num verdadeiro turbilhão. Hagar foi expulsa da casa de Abraão e num repente a vida dela virou um inferno, ficou literalmente de ponta cabeça.

Hagar foi tirada da casa, recebeu pão e água e foi expulsa em direção ao deserto. Uma dura realidade se mostrou à Hagar, dois desertos lhe foram apresentados: o deserto físico de areia, calor e vida inóspita e o deserto espiritual do abandono e da privação. Sem ter para ide ir, ela andou errante, sem rumo e sem direção (Gn 21.14).

Numa típica situação de conformismo com a vida, em determinado momento e talvez já antevendo a morte, Hagar deixou o seu filho Ismael debaixo de uma árvore e se distanciou para não vê-lo morrer. Desesperada e sem esperança, Moisés mostrou que ela chorava e gritava e foi aí que Deus interviu a favor dela e da criança (Gn 21.16).

 Compreenda bem que independente da situação vivenciada pelas pessoas, saiba  que existe um Deus que conhece a história de cada um. E foi exatamente isso que aconteceu com Hagar. Ela foi abandonada, expulsa da casa e sentenciada a morrer de fome e de sede com seu filho e ainda assim, Deus se mostrou benigno a ela.! Noutras palavras, desamparada sim, mas agraciada e considerada digna de receber o favor de Deus. Ou seja, não importa as circunstâncias que as pessoas estão enfrentando, não importa as guerras, há um Deus que intervém a favor dos desprezados e fragilizados. Reflita!

Perceba que hoje muitas pessoas estão passando por situações dificílimas, verdadeiras guerras contra enfermidades, desemprego, problemas familiares, dívidas, separações e uma infinidade de outros problemas e ainda por vezes, aparece gente para julgá-las. A frase mais comum é dizerem que “fulana ou beltrano está na prova por que mereceu”. Mas entenda que ninguém é qualificado o bastante para fazer tais julgamentos sem primeiro conhecer a história de vida dessas pessoas. Lembre-se que Hagar não quis, não pediu e nem desejou entrar naquela situação. Ela foi literalmente empurrada e colocada nesse deserto que se travou em guerra de vida ou morte.

“Ergue-te, pois”(Gn 21.18). Deus não mandou ela parar de chorar e nem secar as lágrimas. Mas disse para ela se levantar e mesmo chorando, que continuasse a caminhar. Portanto, entenda que lutas, guerras e tempestades sempre existirão na vida das pessoas, ninguém está isento das doenças, das privações e das aflições, mas só cresce espiritualmente quem se  levanta diante das crises da vida. A cura da alma passa obrigatoriamente pela fé em um Deus que não abandona e nem desampara os seus. Compreenda que foi no auge do seu sofrimento que Hagar experimentou o amor de um Deus imutável. Ele protegeu Hagar, mudou a história dela e da mesma maneira, Deus tem poder para intervir e dar um novo rumo à sua vida, creia nisso, amém? Abraço grande!

Jesus Cristo Filho de Deus os abençoe, sempre!

 

Milton Marques de Oliveira - Pr

Ler 628 vezes Última modificação em Segunda, 20 Maio 2024 08:11
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