Quarta, 31 Janeiro 2018 14:05

SOBERANAMENTE

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“Disse Marta a Jesus: “Senhor, se estivesses aqui, meu irmão não teria morrido.” ( Jo 11.21)

João foi autor do quarto evangelho, de três cartas e do livro de Apocalipse. Dos doze discípulos foi quem mais escreveu. Juntamente com Pedro e Tiago, esteve praticamente em todos os grandes eventos do ministério de Jesus. No milagre da ressureição da filha de Jairo, ele foi convidado por Jesus para subir ao quarto da menina que estava morta e esteve presente no momento da transfiguração de Cristo (Mt 17.1-8). Também esteve presente nos momentos finais da crucificação de Cristo, e recebeu do Mestre a incumbência de cuidar de Maria, mãe de Jesus (Jo 19.26).

O versículo acima integra o registro da ressureição de Lázaro, irmão de Marta e Maria, que estava sepultado havia quatro dias. Este milagre da ressureição aconteceu na aldeia de Betânia e pelo contexto do milagre (doença, morte, sepultamento e estado de putrefação do corpo), foi o que mais impactou os judeus na revelação do poder divino que atuava em Jesus Cristo (Jo 11.1-45)

Saiba que o controle do tempo por meio da contagem de horas, dias, semanas e meses além de recente, é fundamental para marcar datas de eventos, tanto os eventos do passado como os do futuro. Aliás, pode-se dizer com muita convicção que o mundo não funciona sem a contagem do tempo. Data do casamento, do nascimento, da morte, da formatura na faculdade, da viagem e da consulta médica, entre inúmeros outras ocorrências, são exemplos típicos onde houve a marcação do tempo. Sem sombras de dúvidas, trata-se de uma grande invenção, e querendo ou não, a contagem do tempo está presente na vida de todos. Sem ela, o homem teria muitas dificuldades para administrar e organizar sua vida em todos os aspectos.

Após adoecer e falecer, Lázaro foi sepultado. Jesus recebeu essa notícia e para lá se dirigiu depois de quatro dias (Jo 11.3; 17). Veja que ao chegar à aldeia, Cristo foi questionado por Marta, que inconformada com a morte de seu irmão, perguntou por que Cristo não teria vindo antes, quando seu irmão estava doente. Ansiosa e aflita pela morte de seu irmão, certamente que ela tinha a certeza que caso Jesus tivesse vindo a tempo, seu irmão teria sido curado da enfermidade.

Atente que implicitamente, Marta usou o calendário para medir o tempo, “se estivesses aqui, meu irmão não teria morrido.” Na visão de Marta, Jesus deveria ter vindo ao tempo dela, e se isso tivesse realmente acontecido, Lázaro não teria morrido, mas entenda hoje e sempre o conceito da soberania de Deus, e que o tempo de Cristo era melhor que o tempo de Marta. Noutras palavras reconheça que o tempo de Marta era tempo de cura, mas o tempo de Cristo era tempo de ressureição e de vida. Reflita isso!

Hoje em dia as pessoas vivem dominadas pelo calendário. Marcam-se dias e horas para realizar grandes eventos com meses de antecedência e quando estes eventos não se realizam adequadamente nas datas previstas, é normal que surjam as inquietações. E foi justamente essa inquietação que atingiu Marta, ao afirmar que “se”, Cristo tivesse chegado antes, seu irmão estaria vivo. Perceba que Marta lamentava por Cristo não ter aparecido ao tempo dela, mas simultaneamente ela enxergava a soberania do Mestre em fazer alguma coisa no tempo dele (Jo 11.22). Isso é fantástico. Reconhecer o tempo de Deus é a mais pura demonstração de maturidade cristã e isso é uma dificuldade para os crentes atuais que respiram o imediatismo. Tudo é para “ontem”.

Lembre-se que no ministério de Jesus, ele jamais realizou um sepultamento, mas de maneira sobrenatural, ele operou as ressuscitações da filha de Jairo, do filho da viúva de Naim e de Lázaro. Todos os três voltaram a viver sem apresentar nenhuma sequela da enfermidade que os levou a morte física. Nestes três casos, o tempo de operar a ressureição foi de Cristo, não foi de Jairo, não foi da viúva de Naim e nem foi o de Marta. Cristo estabeleceu o seu tempo de agir soberanamente para glória de seu nome!

Cristo bem que poderia, mas não curou Lázaro à distância como fez com o filho do oficial do rei Herodes, todavia permitiu que a doença completasse o seu ciclo e o levasse à morte física (Jo 4.46-52). Entenda que as pessoas não aceitam pacificamente o tempo de Deus. Curto ou longo, o tempo de quem espera uma benção se transforma numa eternidade, gera inquietações e por vezes até a incredulidade, mas saiba que os pensamentos de Deus não são os pensamentos do homem (Is 55.8). Pense seriamente sobre isso!

Entenda, portanto, que alimentar ansiedades, elevar a voz ou fazer questionamentos sobre o que Deus faz ou deixa de fazer no tempo dele, não altera nada daquilo que ELE já determinou realizar para o bem daqueles que amam a Deus (Rm 8.28). Deus trabalha soberanamente no tempo dele. Creia nisso, amém?

 Jesus Cristo Filho de Deus os abençoe, sempre.

 

Milton Marques de Oliveira - Pr

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