OCN Kids

O programa “OCN Kids” tem o objetivo de cuidar e resgatar crianças e adolescentes que vivem à margem da sociedade, mostrando-lhes o valor da comunhão entre si, orientando-os num caminho de paz e harmonia.

O programa visa orientá-los a se prevenirem das drogas, do tráfico e da prostituição infantil por meio de palestras, oficinas de teatros, danças, músicas e outra atividades afins.

Entendemos que se trabalharmos com as crianças na tenra idade, poderemos ter adultos mais estruturados, famílias realizadas, comprometidas com Deus e com a sociedade. Diz a Palavra de Deus no livro de Provérbios: “Fazer justiça e juízo é mais aceitável ao Senhor do que sacrifício. (Pv 21.3)”, e encontra relação com o salmista “Fazei justiça ao pobre e ao órfão; justificai o aflito e o necessitado. (Sl 82.3)”.

Não se pode pregar uma vida de justiça se não a praticarmos efetivamente.

Se você sentir em seu coração o desejo de nos ajudar, poderá contribuir com qualquer valor por meio da conta bancária abaixo. Acompanhe aqui no site, relatórios dos programas.

 

Caixa Econômica FederalConta: 4111-7 - Agência: 2392 - Op: 03
Comunidade Evangelística Ouvindo o Clamor das Nações

 
Milton Marques de Oliveira

Milton Marques de Oliveira

Quarta, 14 Fevereiro 2018 12:56

PENDÊNCIAS

PENDÊNCIAS

“Paulo, entretanto, não conseguia ver razão para levar consigo aquele que desde a Panfília havia decidido se afastar deles e não os acompanhara até o fim da missão” (At 15.28)

Escrito por Lucas, o livro de Atos dos Apóstolos é o registro autêntico que aborda com muita propriedade os primeiros anos da história da igreja. Há no livro de Atos a conversão de Paulo, suas viagens missionárias, o estabelecimento das primeiras comunidades cristãs e a prisão do mesmo Paulo com sua apresentação em Roma, capital italiana.

O versículo acima está dentro do contexto de uma discussão verbal entre Paulo e Barnabé e como pivô, a pessoa de João Marcos, o mesmo que escreveu o evangelho de mesmo nome. Paulo não queria que Marcos os seguisse na viagem para algumas cidades que já tinham sido visitadas anteriormente e Barnabé desejava que Marcos fosse junto. Não havendo acordo, Paulo e Barnabé se separaram e cada um seguiu para uma direção, mas levando o evangelho (At 15.36-40).

Frequentemente as pessoas discordam entre si. Nem todos possuem os mesmos gostos, nem todos desejam a mesma coisa e nem todos possuem os mesmos pontos de vista. É justamente destas discordâncias que surgem os conflitos pessoais. Perceba que muitas pessoas são solitárias em decorrências de não concordarem com determinadas posturas de seus amigos, de seus familiares ou de seus companheiros e optam por viverem a sós.

Paulo e Barnabé eram amigos e pode-se afirmar que eram muito próximos. Foi justamente Barnabé quem apresentou Paulo aos demais discípulos logo após sua conversão, quando todos os discípulos não tinham plena confiança na conversão de Paulo. Havia certo temor se Paulo, outrora perseguidor, havia mesmo se convertido ou se estava maquinando alguma coisa contra os cristãos. Barnabé quebrou essa desconfiança e foi o elo que aproximou Paulo aos discípulos (At 9.26-27). 

Não se sabe o motivo de Marcos ter abandonado o grupo antes deste episódio, mas o certo é que essa desistência gerou em Paulo a vontade de rejeitá-lo na viagem (At 13.13). Perceba que se outrora Paulo foi auxiliado por Barnabé, agora era o mesmo Barnabé quem ajudava Marcos, então repudiado por Paulo que estivera na condição de rejeitado pelos discípulos logo após sua conversão.

Atente que há nos dias atuais grande dificuldade para resolução de conflitos pessoais, onde predominam as irredutíveis posições pessoais que não observam os ensinamentos de Jesus sobre uma convivência pacífica entre as pessoas (Mt 5.9). Neste sentido veja que muitos não liberam perdão e nem aceitam as desculpas de outros, mantendo firmes suas convicções. Paulo em nenhum momento se mostrou disposto a desculpar ou mesmo perdoar Marcos pela sua conduta anterior, contrário a isso, ele se mostrou firme e não permitiu que Marcos viajasse. Pode conjeturar que Paulo estava preso em eventos do passado, assim como muitos crentes atuais, dominados que são por fatos pretéritos e não conseguem enxergar e nem viver o amor que, hipocritamente, afirmam possuir. Reflita sobre isso!

Saiba que Jesus muito ensinou sobre amor, perdão e acima de tudo de reconciliação. Lembre-se que após negar a Jesus, Pedro não teve uma oportunidade para restaurar a comunhão com o Mestre, mas lembre-se que foi numa pescaria com outros seis discípulos, ao ouvir que era Jesus quem estava na praia, Pedro se atirou ao mar para encontrar o Mestre. Era Pedro procurando reconciliar após negar Jesus (Jo 21.3-6). Era Pedro quem tinha pendências com Cristo, e essa foi a razão de lançar-se ao mar antes dos demais. Ele demonstrou humildade e buscou pela reconciliação. Reflita isso!

Não se sabe quando, mas tempos depois desta situação entre Paulo e Barnabé, Paulo se reconciliou com Marcos, inclusive o trata como colaborador do seu ministério e antes de ser martirizado, o apóstolo solicitou a presença de Marcos, afirmando que ele seria muito útil nos derradeiros dias que lhe restavam (Cl. 4.10-11; 2 Tm 4.11). Compreenda que Paulo não deixou que o passado o prendesse e restabeleceu a comunhão com Marcos. As pendências foram sanadas. 

Saiba hoje, por meio deste episódio da importância de reconciliar e de restaurar a comunhão entre as pessoas, trazendo de volta a paz que havia no passado, fazendo valer o amor que Jesus anunciou. Compreenda, portanto, a urgência de resolver as pendências do passado para uma vida plena em Cristo, afinal de contas, no reino de Deus não há espaço para corações amargurados (Mt 5.8). Reflita isso!

Jesus Cristo Filho de Deus os abençoe, sempre!

 

Milton Marques de Oliveira – Pr

Quarta, 07 Fevereiro 2018 12:00

GOVERNO

GOVERNO

“Anteriormente, todos nós também caminhávamos entre eles, buscando satisfazer as vontades da carne, seguindo os seus desejos e pensamentos; e éramos por natureza destinados à ira” (Ef 2.3)

 

O apóstolo Paulo é o autor desta carta e anunciou a salvação por meio da graça de Deus na região de Éfeso por um período de dois anos (At 19.8,10). Certamente que muitos moradores daquela cidade ouviram a palavra do Senhor e tiveram a oportunidade de conhecer sobre o amor de Deus aos homens (At 19.10). Assim, pode-se afirmar que a carta de Paulo aos Efésios é a perfeita narrativa sobre o plano de salvação concebido por Deus antes da fundação do mundo, demonstrada por um amor incondicional (Jo 3.16).

O versículo acima está contextualizado no bloco de ideias sobre a salvação. Paulo discorre sobre a “morte” do crente em Jesus para o mundo, isto é, a morte espiritual ou finitude das práticas mundanas evidenciadas pela impureza, mentira, orgulho, cobiça, avareza, pela idolatria e por tantas outras práticas que o governo de Satanás impõe ao homem e que o impedem de aproximar-se de Deus. Ainda no mesmo bloco de versículos, Paulo diz que o hoje crente vivificou, ou seja, nasceu espiritualmente e caminha numa nova realidade em estreita comunhão com Cristo (Ef 2.5). Resumindo, fisicamente a pessoa continua a mesma, mas mudou moral e espiritualmente.

As pessoas ficam fascinadas quando encontram um amigo que não via há muitos anos e se surpreendem com as transformações que ele apresenta. Certamente que o rosto sofreu mudanças, a cor do cabelo pode ter sido alterada e talvez se perceba que ganhou ou perdeu uns quilos. Outras alterações visíveis aparecem pela ação da natureza, mas o certo é que houve transformações físicas e isso foi observado. Fisicamente a pessoa era de um jeito e agora está de outro.

De maneira similar, entenda que as mudanças espirituais também provocam o mesmo efeito surpreendente. Sem Cristo e afastado de Deus a pessoa era dada as práticas mundanas e levava uma vida voltada aos seus próprios interesses. Mas com Cristo as modificações no comportamento, nas atitudes e principalmente no caráter são perceptíveis a todo mundo, quem vê nota a diferença. É justamente esta transformação que tanto é observada e comentada pelas pessoas. Ou seja, houve uma alteração de governo, para melhor por intermédio da ação do Espírito Santo (Ez 36.25-27). Reflita sobre isso!

Paulo, o autor da carta aos Efésios, no passado era um fariseu convicto e inimigo declarado dos cristãos, entretanto, com muita coragem ele identifica a si mesmo e se coloca na mesma situação dos irmãos daquela comunidade, inserindo-se no meio deles como participante das vontades pessoais no passado. “Estávamos mortos para Deus”-  é o que dizia Paulo. Todos, até Paulo, viviam fisicamente para satisfazer as vontades carnais, no sentido de praticar tudo aquilo que desagradava a Deus. De forma clara, o apóstolo enfatizava que no passado sua vida era governada por desejos que dominavam sua mente e o distanciava de Deus. Antes de ser chamado na estrada de Damasco e ter seus olhos abertos para o amor de Cristo, ele estava “morto” para Deus e “vivo” para o mundo (At 9.1-10). Assim como milhares de pessoas hoje em dia, ele era autogovernado. Reflita isso!

Nas mudanças físicas, as pessoas procuram melhorar esteticamente, elas anseiam por alguns procedimentos - até mesmo cirúrgicos, que possam trazer transformações na fisionomia e realçar aos olhos de outrem que a modificação trouxe melhorias exteriores. É neste contexto que aquela fisionomia antiga é esquecida, deixada para trás, afinal de contas a frase mais ouvida depois da mudança estética é “hoje estou melhor que ontem”.

Longe de Deus, o homem está preso aos seus pecados e até considera normal seu comportamento. Saiba que essa postura conta com o apoio irrestrito de Satanás e encerra o homem no caos moral e espiritual. Há uma conspiração diabólica para o homem permanecer sob o governo de Satanás, governo que mata espiritualmente, de maneira que sua caminhada para a perdição eterna é certa. Lembre-se que nessa situação a pessoa se torna escravo de suas vontades, que prende e domina seu corpo e sua mente (Pv 5.22).

Compreenda a analogia das mudanças físicas com as transformações espirituais. Antes de conheceram Cristo, as pessoas eram governadas por Satanás, praticando toda sorte de transgressões, delitos e pecados, cujo fim é a maldição eterna (Rm 6.23). Todavia, ao se ligarem a Cristo, são vivificadas, saem das trevas para a luz e é justamente esta mudança de governo que trás uma nova roupagem espiritual. Governada por Cristo a transformação é perceptível para todos. Creia nisso, amém?

Jesus Cristo Filho de Deus os abençoe, sempre!

 

Milton Marques de Oliveira - Pr

Quarta, 31 Janeiro 2018 14:05

SOBERANAMENTE

SOBERANAMENTE

“Disse Marta a Jesus: “Senhor, se estivesses aqui, meu irmão não teria morrido.” ( Jo 11.21)

João foi autor do quarto evangelho, de três cartas e do livro de Apocalipse. Dos doze discípulos foi quem mais escreveu. Juntamente com Pedro e Tiago, esteve praticamente em todos os grandes eventos do ministério de Jesus. No milagre da ressureição da filha de Jairo, ele foi convidado por Jesus para subir ao quarto da menina que estava morta e esteve presente no momento da transfiguração de Cristo (Mt 17.1-8). Também esteve presente nos momentos finais da crucificação de Cristo, e recebeu do Mestre a incumbência de cuidar de Maria, mãe de Jesus (Jo 19.26).

O versículo acima integra o registro da ressureição de Lázaro, irmão de Marta e Maria, que estava sepultado havia quatro dias. Este milagre da ressureição aconteceu na aldeia de Betânia e pelo contexto do milagre (doença, morte, sepultamento e estado de putrefação do corpo), foi o que mais impactou os judeus na revelação do poder divino que atuava em Jesus Cristo (Jo 11.1-45)

Saiba que o controle do tempo por meio da contagem de horas, dias, semanas e meses além de recente, é fundamental para marcar datas de eventos, tanto os eventos do passado como os do futuro. Aliás, pode-se dizer com muita convicção que o mundo não funciona sem a contagem do tempo. Data do casamento, do nascimento, da morte, da formatura na faculdade, da viagem e da consulta médica, entre inúmeros outras ocorrências, são exemplos típicos onde houve a marcação do tempo. Sem sombras de dúvidas, trata-se de uma grande invenção, e querendo ou não, a contagem do tempo está presente na vida de todos. Sem ela, o homem teria muitas dificuldades para administrar e organizar sua vida em todos os aspectos.

Após adoecer e falecer, Lázaro foi sepultado. Jesus recebeu essa notícia e para lá se dirigiu depois de quatro dias (Jo 11.3; 17). Veja que ao chegar à aldeia, Cristo foi questionado por Marta, que inconformada com a morte de seu irmão, perguntou por que Cristo não teria vindo antes, quando seu irmão estava doente. Ansiosa e aflita pela morte de seu irmão, certamente que ela tinha a certeza que caso Jesus tivesse vindo a tempo, seu irmão teria sido curado da enfermidade.

Atente que implicitamente, Marta usou o calendário para medir o tempo, “se estivesses aqui, meu irmão não teria morrido.” Na visão de Marta, Jesus deveria ter vindo ao tempo dela, e se isso tivesse realmente acontecido, Lázaro não teria morrido, mas entenda hoje e sempre o conceito da soberania de Deus, e que o tempo de Cristo era melhor que o tempo de Marta. Noutras palavras reconheça que o tempo de Marta era tempo de cura, mas o tempo de Cristo era tempo de ressureição e de vida. Reflita isso!

Hoje em dia as pessoas vivem dominadas pelo calendário. Marcam-se dias e horas para realizar grandes eventos com meses de antecedência e quando estes eventos não se realizam adequadamente nas datas previstas, é normal que surjam as inquietações. E foi justamente essa inquietação que atingiu Marta, ao afirmar que “se”, Cristo tivesse chegado antes, seu irmão estaria vivo. Perceba que Marta lamentava por Cristo não ter aparecido ao tempo dela, mas simultaneamente ela enxergava a soberania do Mestre em fazer alguma coisa no tempo dele (Jo 11.22). Isso é fantástico. Reconhecer o tempo de Deus é a mais pura demonstração de maturidade cristã e isso é uma dificuldade para os crentes atuais que respiram o imediatismo. Tudo é para “ontem”.

Lembre-se que no ministério de Jesus, ele jamais realizou um sepultamento, mas de maneira sobrenatural, ele operou as ressuscitações da filha de Jairo, do filho da viúva de Naim e de Lázaro. Todos os três voltaram a viver sem apresentar nenhuma sequela da enfermidade que os levou a morte física. Nestes três casos, o tempo de operar a ressureição foi de Cristo, não foi de Jairo, não foi da viúva de Naim e nem foi o de Marta. Cristo estabeleceu o seu tempo de agir soberanamente para glória de seu nome!

Cristo bem que poderia, mas não curou Lázaro à distância como fez com o filho do oficial do rei Herodes, todavia permitiu que a doença completasse o seu ciclo e o levasse à morte física (Jo 4.46-52). Entenda que as pessoas não aceitam pacificamente o tempo de Deus. Curto ou longo, o tempo de quem espera uma benção se transforma numa eternidade, gera inquietações e por vezes até a incredulidade, mas saiba que os pensamentos de Deus não são os pensamentos do homem (Is 55.8). Pense seriamente sobre isso!

Entenda, portanto, que alimentar ansiedades, elevar a voz ou fazer questionamentos sobre o que Deus faz ou deixa de fazer no tempo dele, não altera nada daquilo que ELE já determinou realizar para o bem daqueles que amam a Deus (Rm 8.28). Deus trabalha soberanamente no tempo dele. Creia nisso, amém?

 Jesus Cristo Filho de Deus os abençoe, sempre.

 

Milton Marques de Oliveira - Pr

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