OCN Kids

O programa “OCN Kids” tem o objetivo de cuidar e resgatar crianças e adolescentes que vivem à margem da sociedade, mostrando-lhes o valor da comunhão entre si, orientando-os num caminho de paz e harmonia.

O programa visa orientá-los a se prevenirem das drogas, do tráfico e da prostituição infantil por meio de palestras, oficinas de teatros, danças, músicas e outra atividades afins.

Entendemos que se trabalharmos com as crianças na tenra idade, poderemos ter adultos mais estruturados, famílias realizadas, comprometidas com Deus e com a sociedade. Diz a Palavra de Deus no livro de Provérbios: “Fazer justiça e juízo é mais aceitável ao Senhor do que sacrifício. (Pv 21.3)”, e encontra relação com o salmista “Fazei justiça ao pobre e ao órfão; justificai o aflito e o necessitado. (Sl 82.3)”.

Não se pode pregar uma vida de justiça se não a praticarmos efetivamente.

Se você sentir em seu coração o desejo de nos ajudar, poderá contribuir com qualquer valor por meio da conta bancária abaixo. Acompanhe aqui no site, relatórios dos programas.

 

Caixa Econômica FederalConta: 4111-7 - Agência: 2392 - Op: 03
Comunidade Evangelística Ouvindo o Clamor das Nações

 
Milton Marques de Oliveira

Milton Marques de Oliveira

Segunda, 16 Abril 2018 11:22

AMOR

AMOR

“E vendo isto Simão Pedro, prostrou-se aos pés de Jesus, dizendo: Senhor ausenta-te de mim, que sou um homem pecador.” (Lc 5.8)

 

Lucas não foi discípulo de Jesus, em seu evangelho ele apresenta em ordem cronológica muitos detalhes da vida do Mestre com muitos milagres e ensinos por meios de parábolas. O evangelho de Lucas pode ser visto como o Evangelho da fé, de amor, da simpatia e da esperança. Lucas era médico de formação, tinha conhecimentos como historiador e não era judeu. Nasceu na Síria e passou um bom período acompanhando Paulo nas viagens missionárias. Nos momentos de pregação do evangelho, Paulo teve muitos amigos, todavia, nos derradeiros momentos de sua vida, consta que somente Lucas permaneceu com o apóstolo, quando muitos de seus amigos e parceiros do evangelho o abandonaram (2 Tm 4.11). Reflita sobre isso!

O versículo acima está contextualizado na chamada dos discípulos. Cristo estava nas proximidades do mar da Galileia e encontrou Simão Pedro, João e Tiago numa pescaria. Após orientar onde seriam lançadas as redes de pesca, muitos peixes foram capturados e Pedro, espantado pela quantidade, pediu que Cristo se afastasse dele (Lc 5.1.-11).

Existem muitas pessoas que começaram alguma coisa e não concluíram. Muitos inauguraram um ponto comercial, mas não foram em frente. Outros iniciaram uma faculdade, mas desistiram da graduação. Muitos tinham sonhos e projetos sensacionais, mas também desistiram. Muita gente já desistiu do casamento, das amizades e por incrível que possa parecer, alguns desistiram até mesmo da fé (Jo 6.66). Pense nisso!

Veja que Cristo se aproximou dos três, operou um milagre sobrenatural fazendo com que muitos peixes fossem pescados e ante toda essa situação inesperada e grandiosa, Pedro entendeu e viu que era indigno de estar junto dele. Ele havia passado toda a noite pescando e poderia simplesmente não obedecer a Cristo. Poderia desistir de mais uma vez jogar a rede, poderia argumentar que como era pescador, tinha toda experiência no assunto e que o melhor era abandonar a pesca e ir para casa. Entenda bem que um fracasso anterior não pode fundamentar e nem impedir o avanço de novas tentativas. Creia nisso!

Mas Pedro firmou-se na Palavra de Jesus e foi em frente lançando as redes (Lc 5.5). De maneira similar é justamente isso que muita gente não deseja fazer. Desistem facilmente de seus sonhos, de seus projetos, de seus casamentos e de seus filhos. Enxergam mais os problemas e as dificuldades do que o poder da palavra de Deus. Hoje em dia é frequente o número de pessoas que desistem da fé cristã por não terem sido abençoados por Deus no tempo que elas queriam. Desistem porque o fracasso anterior foi mais forte que o desejo de concluir. Desistem porque esquecem que o que deve prevalecer é a vontade de Deus e não a vontade pessoal (Mt 6.10). E pior é que neste contexto, desistem também dos planos de Deus para suas vidas.

Perceba que após Pedro ver os peixes na rede, ele chamou João e Tiago para ajudá-lo, e diante dessa manifestação do poder de Deus, ele se prostrou, reverenciou e adorou a Cristo, para instantes depois pedir que Cristo se afastasse dele, que fosse embora para bem longe (Lc 5.8). Naquele momento Pedro se viu como falho, indigno, imperfeito e que o melhor negócio seria se afastar de Cristo. Noutras palavras, era um pedido para Cristo desistir dele.

Mas Jesus não desistiu de Pedro. Saiba que dentre os atributos de Deus está a onisciência. Cristo sabia que Pedro iria falhar mais a frente, sabia que Pedro iria lhe negar e sabia antecipadamente que aquele homem por fé andaria sobre as águas, mas também por falta de fé, afundaria nas mesmas águas. Compreenda hoje e sempre que Deus sabe das falhas do homem, conhece o seu mais profundo, sabe de seus sonhos, dos seus projetos e nada escapa aos olhos de Deus. O homem pode desistir do emprego, da faculdade, do casamento, de sua família e até vacilar na fé. Todavia, desistir não faz parte dos planos de Deus para a vida do homem (Jr 29.11). Coloque isso na sua mente!

Deus tinha propósitos muito claros para Pedro. Ele se manifestou pecador e indigno diante daquele milagre da pescaria, mas Cristo o considerou digno de pastorear suas ovelhas, lhe confiou ser um sustentáculo da igreja que se formaria, e viu que Pedro seria o homem que levaria a palavra de salvação aos gentios. E mais, por meio do nome de Cristo, Pedro seria a ferramenta para curar e converter multidões da religiosidade que oprimia e matava. O motivo de Cristo não desistir de Pedro se chama amor. Amor incondicional!

Lembre-se disso. Você pode iniciar e abandonar todos os seus projetos. Mas a obra que Cristo começou em sua vida, ELE deseja concluir. ELE não te abandona, mesmo você pedindo, como fez Pedro. Estamos combinados?  

Jesus Cristo Filho de Deus os abençoe, sempre!

 

Milton Marques de Oliveira - Pr

Terça, 10 Abril 2018 13:58

FESTA

FESTA

“Ora, o carcereiro, tendo acordado e vendo abertas as portas da prisão, tirou a espada e ia suicidar-se, supondo que os presos tivessem fugido.”  (At 16.27)

 

O livro de Atos foi escrito por Lucas, o mesmo que também escreveu o terceiro evangelho. Atos retrata de maneira muito profunda a gênese da igreja, suas dificuldades, os primeiros personagens e diversos milagres, além de deixar claro como o cristianismo se propagou no mundo de então.  Lucas registrou as perseguições, momentos de intensas pressões contra os novos convertidos, o que gerou naquela época diversas advertências sobre a vigilância pessoal dos membros das comunidades cristãs que iam surgindo. Afinal era mais interessante tratar com os reais inimigos do Evangelho que estavam fora da igreja do que com os falsos irmãos que estavam dentro das comunidades. Reflita isso nos dias de hoje!

Acima está o episódio de uma tentativa de suicídio de um homem, cujo nome Lucas não mencionou. A história deste homem está dentro do contexto da prisão de Paulo e Silas ocorrida na cidade de Filipos (At 16.11-34)

Vivemos na era dos números. Para tudo há contagem. Conta-se a população, contam-se a produção industrial, conta-se a quantidade de estudantes, os números de pessoas casadas e solteiras e tudo isso é amplamente divulgado. E conta-se também a quantidade de pessoas que cometem o ato extremo de darem fim a própria vida. De posse de todos estes dados, o governo cria políticas públicas para atender essas demandas.

Veja que Paulo e Silas estavam presos por causa do evangelho. Momento antes eles haviam libertado uma mulher de um espírito adivinhador e isso trouxe descontentamento aos “donos” daquela mulher, que viram secar sua fonte de lucro (At 16.16-17). Açoitados, eles foram lançados na prisão e mesmo encarcerados, cantavam hinos de louvor a Deus.

Naquela mesma noite, Deus libertou os dois, após o prédio da cadeia ser abalado em decorrência de um terremoto. Certamente que assustado pela barulheira do abalo, o carcereiro que estava dormindo acordou e sentindo que os presos haviam fugido, tentou se matar, sendo impedido por Paulo.

Saiba que o procedimento de contar coisas e fatos é conduta recente, mas entenda que mesmo na época deste episódio, a notícia de alguém que veio a praticar um ato extremo contra a própria vida era um fato que causava tristeza. Pode-se conjeturar o sofrimento de famílias que perderam seus entes queridos em condições que não as naturais, aliás, em termos de políticas públicas do governo, as ações para frear os números não incluem procedimentos para consolar os familiares.

Antes que o carcereiro cometesse o ato, Deus interviu de maneira sobrenatural. Perceba que ali estavam dois homens que tinham seus corações sarados e curados. Não tinham guardado nenhum rancor dos açoites recebidos e nem das humilhações que passaram por falarem a verdade sobre o nome de Jesus. Mesmo feridos e provavelmente sangrando pelos açoites que sofreram, ainda tiveram forças para impedir que o diabo levasse mais uma alma para o inferno. Bem diferentes dos crentes atuais, onde a mágoa e o rancor ainda ocupam seus corações, impedindo que a graça e o amor de Deus cresça na mesma proporção do amor de Cristo na cruz do calvário. Reflita!

“Senhores, que me é necessário fazer para me salvar?” (At 16.30).  Impedido de dar sua alma ao Diabo, o carcereiro descobriu que podia fazer mais e melhor. Fez a clássica pergunta sobre como se salvar. Teve como resposta que crer em Jesus era a chave para a salvação e ainda conduziria seus familiares para o mesmo caminho. Uma vez salvo de cometer o desatino contra si mesmo, aquele homem se tornou a mensagem de salvação a todos os seus familiares. Bem provável que tenha contado como quis dar fim a sua vida e como Deus, por meio de Paulo e Silas, o resgatou. Ato contínuo ele levou Paulo e Silas a sua casa, ofertando um banquete.

Reconheça que naquela mesa onde deveria estar o defunto, agora era adornada com pratos e talheres para um banquete. Onde deveria ter choro e lágrimas, agora havia alegrias, sorrisos e abraços de felicitações comemorando a salvação e a vida, e com um detalhe, vida em Cristo.

Mesmo quando a situação for desesperadora e o diabo ofertar o ato extremo, creia que Deus pode mudar a história. O que era para ser uma tragédia se tornou uma festa familiar, amém?

Jesus Cristo Filho de Deus os abençoe, sempre!

 

Milton Marques de Oliveira – Pr

Segunda, 02 Abril 2018 18:49

CRISE

CRISE

 

“Tomai-me, lançai-me ao mar, e o mar se aquietará; porque eu sei que por minha causa vos sobreveio esta grande tempestade”. (Jn 1.12)

 

O livro de Jonas foi escrito pelo profeta de mesmo nome e está inserido no conjunto de livros denominado de “doze profetas menores”, tendo em vista que estes profetas escreveram pouco em relação aos profetas Isaías, Ezequiel ou Jeremias, por exemplo. O livro de Jonas praticamente não traz profecias, mas apresenta grande ensinamento sobre obediência a Deus. Acima está o versículo onde Jonas reconhece a si próprio como a causa da tempestade que atingiu o navio que ele usava para fugir de Deus.

No dia a dia, a palavra mais falada nas conversações entre as pessoas é a crise. Crise no governo com políticos acusados de corrupção e alguns até presos. Crise financeira, crise nas indústrias, crise na saúde e na educação, na segurança pública e obviamente, crise nas famílias com ramificação nos relacionamentos. Não há outro assunto tão comentado e com tantos especialistas propondo soluções.

Na história de Jonas, a crise era de ordem espiritual. Deus havia determinado que ele fosse pregar na cidade de Nínive, mas Jonas recusou. Na sua ideologia, aquele povo pagão não merecia perdão divino e demonstrando forte sentimento egoísta, achou por bem não obedecer e fugir da presença de Deus. Jonas sentia em seu coração que era uma missão absurda, e a título de comparação para os dias atuais, era como pedir a um destes torcedores de torcida organizada que vestisse a camisa do time adversário, ele não iria mesmo.

Para os marinheiros daquele barco que enfrentava a tempestade e tinha chances reais de naufrágio, a crise era se eles iriam sair vivos. Até que Jonas chama a responsabilidade para si, assumindo ser a causa daquela situação, devido sua desobediência a Deus (Jn 1.10). Compreenda que em decorrência do chamado de Deus para Jonas ir à Nínive, ele deveria ser um canal de benção aos ninivitas, ele seria a ferramenta para transformar os corações daquele povo e mostrar a maravilhosa compaixão de Deus, mas ao recusar ser esse instrumento e criar uma crise no barco, Jonas assumiu de forma direta a responsabilidade pelo naufrágio. Noutras palavras, a crise, a tempestade e o naufrágio tinha nome e causa: Jonas!

Lembre-se que Deus utiliza sim, quem ele quer para abençoar e para aplicar sua justiça. Em decorrência da desobediência e da idolatria do povo judeu, Deus usou o rei pagão Nabucodonosor para mostrar aos judeus o quanto eles estavam errados no relacionamento com o Criador. Foi necessário que um ímpio fosse usado como ferramenta de correção, quando os profetas daquela época não eram mais ouvidos. Reconheça, portanto, que o agir de Deus independe do homem em todos os sentidos. Reflita isso!

Atente que muita gente ao reclamar das crises, transfere a responsabilidade das turbulências para Deus. Preferem apontar um culpado a efetivamente fazer alguma coisa. A crise familiar que chega por meio da violência doméstica, a infidelidade do cônjuge, as brigas entre pais e filhos e tantas outras crises, podem ter uma razão bem mais clara do que se imagina.

Jonas foi o responsável pela crise no barco, ele era o problema! A crise no governo, a corrupção generalizada, a desestrutura familiar, são típicos eventos que podem ter uma causa muito conhecida: as fugas de pessoas que foram chamadas para levar a palavra de Deus e simplesmente não foram. Fugiram como Jonas. Reconheça que no governo há cristãos conhecedores da palavra que são omissos ou coniventes com as falcatruas. Nas empresas há gestores e funcionários que conhecem a palavra de Deus e não as aplicam. Nas famílias muitos estão como Jonas, fugindo das responsabilidades e sendo causa direta de tantos naufrágios familiares. Reflita seriamente sobre isso!

Jonas achou que os moradores de Nínive não mereciam o perdão de Deus. Hoje muitos se recusam a levar o amor de Cristo às pessoas, eles simplesmente não vão. Preferem a fuga, alegando motivos dos mais variados. Reconheça que as tragédias aparecem quando quem deveria abençoar simplesmente foge, assim como fez Jonas.

O incrível na história de Jonas era que os marinheiros remavam com toda força para sair da tempestade. Eles oraram e gritaram por socorro, inclusive pela vida de Jonas, justamente o homem que era a causa direta da tempestade. Parece piada, uma inversão notável, em vez de o crente orar pela alma do ímpio, era o ímpio clamando e o crente sendo abençoado (Jn 1.13-14). 

Mais tarde Jonas confessou sua culpa. Deus fez cessar a tempestade e acabou com a crise do naufrágio, salvou com vida os marinheiros e a história de Jonas seguiu seu curso. Compreenda por meio deste episódio que em algumas crises, pode ser que você seja mais parte do problema que da solução, amém?

Jesus Cristo Filho de Deus os abençoe, sempre!

 

Milton Marques de Oliveira - Pr

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